sábado, 30 de maio de 2009

MENSAGEIRO DA REALIDADE INDICADO AO TOP BLOG O MAIOR PRÊMIO DA INTERNET BRASILEIRA

Em se tratando de prestigiar blogs, o Top Blog é o maior prêmio da Internet Brasileira. E o nosso amável Mensageiro da Realidade foi indicado. Então não custa nada você ir até o banner do Top Blog à direita e confirmar seu voto. O Mensageiro agradece desde já. Obrigado.

E OUVIREIS FALAR DE GUERRAS E RUMORES DE GUERRAS

EUA dizem que responderão a ameaças da Coreia do Norte
Sul-coreanos afirmam que Pyongyang transporta míssil intercontinental para lançamento em junho


CINGAPURA - A Coreia do Norte está preparando o lançamento de um míssil intercontinental, levando em conta os movimentos detectados em instalações militares, disseram fontes anônimas citadas neste sábado, 30, pela agência sul-coreana Yonhap. As mesmas fontes asseguram que a Coreia do Sul possui imagens de satélite de um trem de carga que transporta o que poderia ser um míssil de longo alcance nas cercanias de Pyongyang. O secretário americano de Defesa, Robert Gates, disse em Cingapura que os EUA não aceitarão uma Coreia do Norte nuclear. Gates assegurou também que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte representarem uma ameaça para a América ou seus aliados na Ásia.
Tanto Coreia do Sul como Estados Unidos acreditam que o regime comunista de Pyongyang estaria preparando o lançamento de um míssil intercontinental tipo Taepodong capaz de atingir em teoria o Alasca e o Havaí. "Não ficaremos parados enquanto Pyongyang desenvolve sua capacidade para semear a destruição", disse Gates durante reunião de ministros de Defesa. Segundo especialistas, Washington não vê opção militar satisfatória, em parte porque Pyongyang dispõe de um enorme poder de fogo dirigido aos seus vizinhos sul-coreanos, mas também porque o país pode facilmente dissimular suas armas e elementos do seu programa nuclear.
Segundo a Yonhap, a preparação para o lançamento levaria cerca de dois meses, mas o especialista assinalou que o processo poderia terminar em duas semanas, com o lançamento acontecendo em meados de junho. Além disso, outras fontes da Defesa consultadas pela agência de notícias revelaram que foram detectados movimentos em uma fábrica de armamento norte-coreana utilizada normalmente para a fabricação de mísseis.
O movimento é similar ao que ocorreu durante os trabalhos prévios ao lançamento, no mês passado, de um míssil Taepodong-2, capaz de atingir o Alasca. Sem fornecer detalhes, os americanos lembraram que os EUA estão monitorando de perto as bases de mísseis norte-coreanas, assim como outras instalações militares.
Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.
Com um Exército de mais de 1 milhão de soldados e um vasto arsenal de artilharia e mísseis apontado para a Coreia do Sul e para o Japão, o regime norte-coreano poderia provocar um massacre em represália a um ataque preventivo. As vítimas chegariam às centenas de milhares, provavelmente desde os primeiros dias de um eventual conflito, garantem os especialistas. "Se tiver início uma guerra de proporções consideráveis, as baixas seriam inimagináveis", disse Chaibong Hahm, principal cientista político da Corporação Rand, um centro de estudos estratégicos com sede na Califórnia. "Afinal de contas, ninguém duvida que as forças americanas e sul-coreanas seriam vitoriosas. Mas a questão é: a que preço?".
Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.

De o Estado de S.Paulo Direto para o Mensageiro da Realidade.

AS SEDES DA COPA 2014

Cuiabá, Natal e Manaus lideram disputas finais por Copa-2014

As festas programadas para este domingo, dia em que a Fifa vai anunciar, nas Bahamas, as 12 cidades brasileiras que vão sediar a Copa do Mundo de 2014, são o melhor termômetro para indicar as três dúvidas que ainda restam na relação oficial.

Natal, Cuiabá e Manaus planejam grandes eventos, enquanto suas concorrentes, respectivamente Florianópolis, Campo Grande e Belém, optaram pela discrição.

Gastança já começa na celebração das cidades indicadas para Copa-2014
Brasil não tem policiais suficientes para 12 sedes da Copa-2014
Recife faz arena para Copa-2014 em área de desova de carro

Essas seis cidades disputam o direito de se juntar a Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Salvador, que são escolhas certas --Rio Branco e Goiânia, que completam a lista de 17 candidatas, têm chances praticamente nulas.

A reportagem apurou que a cidade potiguar será anunciada como sede, e que Cuiabá e Manaus devem mesmo ser escolhidas nas Bahamas.

Os governos, tanto os estaduais quanto os municipais, de Natal, Cuiabá e Manaus agem como se já tivessem recebido a informação oficial que foram escolhidas pela Fifa. Tanto que organizaram grandes festas para celebrar a indicação.

"O governo ia fazer uma festa pequena, sem tanto alarde. Mas a Coca-Cola decidiu fazer uma coisa maior. É ela quem está bancando o Jota Quest", afirmou o secretário de Planejamento do Amazonas, Denis Minev, sobre a principal atração do evento em Manaus, que ainda vai ter a baterias das escolas de samba da cidade.

A Coca-Cola é patrocinadora master da Fifa. E Manaus recorreu à empresa e à Sony, ambas com sede na capital, para fazer lobby junto à Fifa para incluir a cidade no Mundial de 2014. E as duas atuaram.

Cuiabá terá 12 pontos de concentração, cinco telões espalhados e ainda shows pirotécnicos nas 33 maiores cidades de Mato Grosso.

"O que existe são indícios. Confiamos nisso e estamos trabalhando para isso", disse Blairo Maggi, o governador de Mato Grosso, cuja influência política é tida como decisiva para sua cidade levar a melhor sobre Campo Grande na disputa pela vaga de sede pantaneira.

Natal exala confiança --ela e Florianópolis disputam a vaga de uma cidade de porte menor, mas com forte apelo e estrutura turística. A capital potiguar planeja uma grande festa, até com a presença de DJs, na Ponta Negra, um de seus principais cartões-postais.

Enquanto isso, as rivais de potiguares, mato-grossenses e paraenses parecem derrotadas.

Em Campo Grande nenhuma grande estrutura foi montada para a população acompanhar o resultado --as autoridades vão só "incrementar" uma festa que tradicionalmente já acontece aos domingos em uma avenida da capital do Mato Grosso do Sul. O prefeito Nelson Trad (PMDB) diz que a ordem é não "colocar os carros na frente dos bois".

Missão cumprida

O comitê do Belém diz que prepara evento numa praça com "artistas locais", ainda a serem confirmados. Os paraenses dizem ter feito "tudo o que tinha que ser feito" e que cumpriram a missão.

No Sul, o comitê em Florianópolis diz esperar com "ansiedade" a escolha, mas sem festa.

Outras cidades, estas na lista de certezas, deram outros sinais que, além de decidida, a fatura já é de conhecimento de todos as candidatas.

O prefeito de Curitiba, o tucano Beto Richa, disse ontem que representantes da cidade irão participar de um link ao vivo da Rede Globo logo após o anúncio da Fifa, e que isso não acontecerá com todas as candidatas ao Mundial.

Em seu blog no site do jornal "O Globo", o jornalista Ancelmo Gois anunciou que Natal, Manaus e Cuiabá serão escolhidas. A CBF, por meio de sua assessoria, diz que não comentará o assunto e que nenhuma informação foi passada por ela.

As cidades escolhidas para a Copa já tem a promessa de receberem investimentos do governo federal para obras de infraestrutura, especialmente em meios de transporte.

Geografia

Na primeira Copa do Mundo que o Brasil organizou, em 1950, apenas uma das seis sedes ficava no Nordeste (em Recife). Agora, a mais pobre região do país vai emplacar quatro cidades entre as 12 que vão hospedar partidas no Mundial de 2014.

A favor dos nordestinos (Recife, Salvador, Natal e Fortaleza), pesou a proximidade maior da região com a Europa, além do clima quente e da estrutura hoteleira.

Folha de S.Paulo - Agência Folha Direto para o Mensageiro da Realidade

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O estilo Tchecov

Anton Pavlovich Tchecov (29 de Janeiro 1860 - 15 de Julho 1904) foi um dos principais contistas e dramaturgos russos, além de médico. Muitos dos seus contos são considerados a apoteose desta forma de expressão, enquanto sua carreira como dramaturgo, embora curta, teve um grande impacto na literatura dramática. De Tchecov muitos dramaturgos aprenderam como usar o humor, a trivialidade evidente e a inação para destacar a psicologia interna de seus personagens. As quatro peças principais de Tchecov - a Gaivota, Tio Vânia, As Três Irmãs e O Jardim das Cerejeiras - foram todas reencenadas muitas vezes desde suas estréias.

Juventude

Anton Tchecov nasceu em Taganrog, uma pequena cidade portuária e provinciana no Mar de Azov, Sul da Rússia, em 29 de Janeiro de 1860. Filho de um dono de mercearia e neto de um servo que tinha comprado a própria liberdade, Tchecov foi o terceiro de seis filhos.

Anton freqüentou uma escola para crianças gregas em Taganrog (1866-1868), e com oito anos de idade foi enviado ao Colégio de Taganrog (atual Ginásio Tchecov), onde se mostrou um aluno mediano. Reservado e discreto, sem embargo granjeou boa reputação entre os colegas por suas tiradas satíricas e bem-humoradas e por sua capacidade de inventar apelidos engraçados para os professores. Gostava de participar de montagens de teatro amador e muitas vezes assistia a peças no teatro local. Adolescente, tentou a sorte escrevendo pequenos textos cômicos, embora também se saiba que escreveu uma peça adulta nesta época: "Órfão", destruída logo depois.

Tchecov apaixonou-se pelo teatro e literatura já na infância. A primeira peça a que assistiu foi a opereta La Belle Hélène de Jacques Offenbach no teatro de sua cidade no dia 4 de Outubro de 1873. Tchecov, com treze anos então, tornou-se um grande amante do teatro e gastaria praticamente todas as suas economias com ele. Escolhia sempre lugares na galeria por serem mais baratos (40 copeques de prata), e porque os estudantes precisavam de uma autorização especial para ir ao teatro. Na maior parte das vezes, recebia autorização para assistar às peças somente durante os fins de semana. Às vezes, Tchecov e outros estudantes colegas disfarçavam-se, tentando enganar o fiscal que verificava a presença não autorizada de menores.

A mãe do escritor, Eugênia (Yevgeniya), foi uma excelente contadora de histórias e supõe-se que Tchecov tenha herdado seu dom narrativo, além de ter aprendido a ler e escrever com ela. O pai, Pavel (Paulo) Yegorovich Tchecov, era um sujeito sóbrio e sério e dedicado aos assuntos da igreja e família. Em 1875, enfrentando dificuldades financeiras, foi forçado a escapar dos credores, fugindo para Moscou, onde seus dois filhos mais velhos freqüentavam a universidade. Durante vários próximos anos a família viveu na pobreza.

Anton ficou atrás em Taganrog durante mais três anos para terminar a escola. Dava aulas particulares para equilibrar o orçamento e chegou a trabalhar numa loja de roupas. Em 1879, Tchecov graduou-se na escola secundária e partiu para Moscou, para reunir-se a sua família. Logo a seguir, ingressou na escola médica na Universidade de Moscou.

Primeiras obras

Tentando ganhar algum dinheiro e ajudar sua família, Tchecov começou a escrever peças curtas, quadros humorísticos e satíricos da vida russa contemporânea, muitos deles sob pseudônimos como Antosha Chekhonte, Homem Sem Spleen e outros. A sua primeira peça foi publicada no semanário Strekoza (Libélula) de São Petersburgo em março de 1880. Não se sabe quantos textos Tchecov escreveu durante este período, mas sua produção foi prodigiosa e ele rapidamente granjeou boa reputação como cronista satírico da vida cotidiana russa.

Sua primeira tentativa foi com uma peça excessivamente longa batizada "Peça sem título", "O Inútil Platonov" e ainda apenas "Platonov". Tentou sem sucesso que alguém montasse o texto, que permaneceu inédito até 1923.

Nicolas Leykin, um dos principais editores da época e proprietário do Oskolki ("Fragmentos"), ao qual Tchecov começou a enviar alguns dos seus trabalhos mais perfeitos, reconheceu o talento do escritor mas restringiu o comprimento da prosa de Tchecov, limitando-o só a textos de uma página e meia de extensão. Alguns acreditam que foi esta limitação que ajudou a cimentar em Tchecov seu estilo conciso e fulminante.

Tchecov formou-se médico em 1884, mas continuou escrevendo para revistas semanais e em 1885 começou a escrever para a Peterburgskaya Gazeta ("A Gazeta de Petersburgo") textos mais longos e de natureza mais sombria, de início rejeitados. Em dezembro de 1885 foi convidado a colaborar em um dos jornais mais respeitados de São Petersburgo , o Novoye vremya ("Novos Tempos"), do editor e magnata Alexey Suvorin. Antes de 1886 Tchecov tornaria-se um escritor conhecido, mas ainda considerava a sua escrita um passatempo de diletante.

Dmitrii Grigorovich, um dos muitos escritores que perceberam o talento de Tchecov, persuadiu-o a levar sua carreira de escritor a sério. Em um ano imensamente frutífero, Tchecov escreveu mais de cem histórias e publicou a sua primeira coleção "Contos Variados" (Pestrye rasskazy) com a ajuda de Suvorin e, no ano seguinte, a coletânea de contos "No Crepúsculo" (V sumerkakh) deu a Tchecov o cobiçado Prêmio Puchkin . Isto marcaria o início de sua prolífica carreira.

Da Biblioteca do Equívoco Direto para o Mensageiro da Realidade

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Personagens Cearenses: Mário Gomes, um poeta maldito que perambula pelas ruas de Fortaleza

Mário Gomes mora em toda a cidade, namora Fortaleza, embora seja maltratado pela “loura desposada do sol”. De vez em quando uma alma se compadece daquele coração sofrido e lhe oferece um trago, um trocado, uma palavra.

Mas não ofereça trabalho ao poeta: “Não gosto de trabalhar. Não nasci pra isso. Sou poeta, Deus me fez assim, e o mundo que me sustente!”. Mário prefere os encantos da noite de Iracema, do fogo do dragão. Em qualquer canto dispara seus mísseis contra a hipocrisia humana.

Seu escritório fica na Praça do Ferreira, quase na esquina da rua Guilherme Rocha, em frente a loja de discos. Aquele banco já foi concorrido pelos discípulos de Mário Gomes. Hoje o poeta maldito está só, desnudo pelo flagrante da sensibilidade fotográfica de Don Raffaè Pajata.

Segundo Juarez leitão, Mário Gomes é “a última resistência de espontaneidade e loucura da Fortaleza de Nossa senhora d’Assunção. Parceiro do sol e compadre da lua, seu reino é a praça, onde brilha pela santa lei da desordem na mais autêntica e pura vagabundagem”.

Um poema, uma porrada de Mário:

“Ontem,
Ao meio- dia,
Comi um prato de lagartas
Passei a tarde defecando borboletas.”

Outro poema de Mário, um soco no estômago:

"Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
Pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
Voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia
Em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
Por detrás do Universo."

Do Blog do professor Erivaldo e Amigos Direto para o Mensageiro da Realidade
http://evaldolima.blogspot.com/2008/01/personagens-cearenses-mrio-gomes-um.html

terça-feira, 26 de maio de 2009

FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre

De 1979 até hoje não existiu algum movimento artístico do porte da Massafeira Livre.


O estado do Ceará sempre foi pródigo em revelar artistas, os quais, isoladamente ou incluídos em movimentos culturais, literários e musicais, ao longo de sua existência, mostraram para o Brasil, as suas criativas obras.

Desde a antológica Padaria Espiritual, passando pelo Grupo Clã, Scap, Festival Aqui no Canto, Nação Cariri, O Saco, Soro, Ceará em Canto, entre outros, os artistas cearenses, ou, adotados pelo nosso estado, se destacaram no Brasil e no mundo.

Particularmente no campo da música criada apelos alencarinos, foram vários, os quais, inscreveram seus nomes na história da MPB. Entre eles, Ramos Cotoco, Hilda Marçal Matos, Lauro Maia, Humberto Teixeira, 4 Ases & 1 Curinga, Luiz Assunção (maranhense de nascimento que se criou e viveu no Ceará), Evaldo Gouveia e o Trio Nagô. Todos incluídos na nossa hereditariedade musical trazida do século XIX pelos precursores Alberto Nepomuceno, Branca Rangel e Juvenal Galeno e também revelada em seguida por talentos do quilate de Aleardo Freitas, Gilberto Milfont, Catulo de Paula, Carlos Barroso, Paulo Neves, Pierre Luz, Mário Alves, Moacir Ribeiro de Carvalho, Waldemar da Ressurreição, Caetano Accioly, Vocalistas Tropicais, Euclides Silva Novo, Mozart Brandão (pernambucano adotado pelo Ceará), Guilherme Neto, José Auriz Barreira, Zé Menezes, Jacques Klein e Eleazar de Carvalho.

Nos tempos atuais, a música feita pelos alencarinos tem referência nacional a partir da década de 70 com o surgimento do “Pessoal do Ceará”. Destaques maiores para Belchior, Ednardo e Fagner, os quais também participaram em março de 1979 em Fortaleza, do lendário “Massafeira Livre”, evento que reuniu desde os artistas plásticos, passando pelos poetas até os músicos em quatro dias, "como se fosse o carnaval mudando de data e mais verdadeiro" como está impresso na contra capa do álbum homônimo, na perspectiva de "som . imagem . movimento . gente" como anunciava o criativo cartaz do evento idealizado pelo letrista e arquiteto Brandão.


De 1979 até hoje não existiu algum movimento artístico do porte da Massafeira Livre. Em 1994 foi realizado o Ceará Em Canto - Feira da Música Popular Cearense, que foi uma espécie de tentativa, mas, ficou somente na primeira edição.

Passados 30 anos, um grupo de produtores alternativos de Fortaleza implementa uma homenagem para a efeméride realizando a “FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre”.

A “FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre” pretende celebrar a data realizando uma série de eventos culturais, todos na perspectiva de relembrar com uma atmosfera semelhante ao encontro histórico acontecido em 1979 no Theatro José de Alencar, remetendo também uma avaliação do momento atual da música feita no Ceará e apontando sugestões para o seu futuro.

A programação da “FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre” é a seguinte:

• VIII Encontro Cearense dos Historiadores da Educação
I Encontro Cearense de Geografia da Educação
Roda de Conversa Massafeira Livre, com Ednardo, Teti, Rodger Rogério, e Músicos, entrevistados por Wagner Castro e Pedro Rogério.
Local: Teatro José de Alencar
Data: 25 de maio de 2009
Horário: 20hs

• Audiência Publica:
FeirArte no Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Requerente: V. Ex.ª Vereador Municipal de Fortaleza Ronivaldo Maia
Comenda Honra ao Mérito Augusto Pontes:
Homenageados: Augusto Pontes, BC Neto, Manassés, Fátima Mesquita, Gentil Barreira, Cale Alencar
Local: Câmara Municipal de Fortaleza
Data: 26 de maio de 2009
Horário: 14h30min

• Exposição:
FEIRARTE No Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Curadoria: Augusto Pontes e Nelson Augusto
Local: MIS – Museu da Imagem e do Som
Avenida: Barão de Studart, 410.
Data: 26 a 29 de maio de 2009
Horário: 8h às 17hs
Abertura: 26 de maio 2009 às 19hs

• Audiência Publica:
FEIRARTE No Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Requerente: V. Ex.ª Deputado Estadual do Ceará Prof. Artur Bruno
Homenageados: Augusto Pontes, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Auto Filho
Local: Assembléia Legislativa do Ceará
Data: 27 de maio de 2009.
Horário: 15hs

• Lançamento dos Livros:
No Tom da Canção Cearense do Radio e TV dos Lares e Bares na era dos Festivais
Autor: Wagner Castro
Terral dos Sonhos: O Cearense na Musica Popular Brasileira - Autora: Mary Pimentel
Pessoal do Ceará Habitus e Campo Musical na Década de 70 - Autor: Pedro Rogério
Local: Livraria Livro Técnico (Centro Cultural de Arte e Cultura Dragão do Mar)
Data: 27 de maio de 2009
Horário: 20hs

Exibição do Filme: Patativa Ave Poesia de: Rosemberg Cariri
Exibição do Documentário: Massafeira: Festival de Amostragem de: Robério Araújo
Local: SESC SÃO LUIZ (praça do Ferreira)
Data: 27 de maio de 2009
Horário: 17hs

• SHOW
FeirArte No Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Com os Artistas: Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Manassés, Lucio Ricardo, Chico Pio, Calé Alencar, Regis e Rogério.
Local: Praça do Ferreira
Data: 29 de maio de 2009
Horário: 20hs

Set List – FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 anos do Massafeira Livre

Show 29 Maio 2009 – Praça do Ferreira – 21:00 Hs



01 – Manassés – Nananasalturas

02 – Manassés – Palavra de Amor

03 – Lúcio Ricardo – Em cada tela uma história

04 – Lúcio Ricardo – Aviso aos Navegantes

05 – Lúcio Ricardo – Escolas nos Varais

06 – Régis Soares e Rogério Soares – Jeca Tatu

07 – Régis Soares e Rogério Soares – Pé de Espinho

08 – Régis Soares e Rogério Soares – Arte

09 – Chico Pio – O que foi que você viu

10 – Chico Pio – Pelos Cantos

11 – Chico Pio – Na Subida da Montanha

12 – Calé Alencar – Saudação ao Afoxé Filhos de Gandhi

13 - Calé Alencar – Saudação da Alegria

14 - Calé Alencar - Equatorial

15 – Rodger Rogério – Ponta do Lápis

16 – Rodger Rogério – Barco de Cristal

17 – Rodger Rogério – Retrato Marrom

18 – Teti – Como as primeiras chuvas do caju

19 – Teti – Pé na Terra

20 – Teti – Dono dos Teus Olhos

21 – Ednardo e Teti – Beira Mar

22 – Ednardo – Aurora

23 – Ednardo – Mote Tom e Radar

24 – Ednardo - Longarinas

25 – Ednardo – Mais um frevinho danado

26 – Ednardo e Teti e Rodger – Cavalo Ferro

27 – Ednardo e Teti e Rodger – O Sol é que é o Quente

28 – Todos Juntos – Jardim do Olhar

29 – Todos Juntos – Reizado

30 – Todos Juntos – Terral



OBS – Este Set List poderá ou não ser modificado durante os ensaios.

Do Blog do AVOL Direto para o Mensageiro da Realidade
http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=56592

30 anos do Massafeira

Massafeira começou faz muito tempo, até bem antes do que quando se materializou em forma de um grande ajuntamento de som, imagem, movimento, poesia, e muita, muita gente transando tudo isso, numa efervescência febril, bela e loucamente solta durante quatro dias. Era como se fosse o carnaval mudando de data e mais verdadeiro, março de 1979 / Fortaleza.
De lá pra cá muita coisa aconteceu, inclusive o registro aqui de uma pequena porém significativa parte do que se cantou por lá. Esse espaço extremamente pouco para transmitir e transportar o que se guardou, maturou e explodiu num pique de energia, na cabeça de cada pessoa presente àquela alegria imensa.
No espanto da descoberta que não se traduz, a mágica reza das palavras vestidas de canção na boca plural de todos nós, o chifre desse carneiro apontando o infinito do caminho e a certeza dessa força, motor da transformação e evolução plena, constante nesse imenso estoque de dias que o sol tem pra nascer, se pôr e nascer de novo.
Ednardo - Fortaleza, 1980.

Massafeira na verdade foi um álbum duplo lançado em 1980, a partir de gravações em estúdio de performances de artistas do Ceará, que fizeram parte da Massafeira Livre, evento realizado em março de 1979, no Theatro José de Alencar.
Foram cerca de quarenta músicos, intérpretes, produtores e arranjadores que participaram do evento e do albúm. Todos viajaram para o Rio de Janeiro para gravar o álbum, que foi lançado pela gravadora antiga CBS.
O disco nunca saiu em CD, pois em 26/09/2002, Raimundo Fagner, teria retirado os originais dos discos Massafeira da Sony Music (antiga CBS), sob pretexto que seria projeto exclusivo de Fagner quando dirigia o selo Epic, e esta produção "pertenceria" ao mesmo, e teria sido retirada do âmbito da Sony para posterior relançamento em CDs, pela Fundação Raimundo Fagner junto a DR Music da Fundação Cultural Demócrito Rocha.
Mas isso nunca aconteceu!

Do Blog do Adeodato Direto para o Mensageiro da Realidade

O Anticristo já anda entre nós

O Anticristo trará paz ou guerra?
O Anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras ele será destemido e destrutivo. O Anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades são resumidas em Daniel 9.27:
"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele."
Em Apocalipse 6.2, João apresenta o Anticristo ao escrever: "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."
Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. Ainda assim, a instabilidade política é profunda em muitas regiões do mundo. A busca de uma paz permanente no Oriente Médio exige muita atenção e produz muitas manchetes; muitas vidas e carreiras foram sacrificadas na tentativa de trazer paz à região. Em última análise, no entanto, não haverá paz duradoura no mundo enquanto ele não for governado por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.
Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Como líder da confederação multinacional, ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando e formulando um tratado de paz para Israel. O Dr. Walvoord escreve sobre essa paz:
Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo. Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar. Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas.[1]
No decorrer dos séculos, cristãos e judeus fiéis seguiram a exortação de Salmo 122.6 de "orar pela paz de Jerusalém." Mas a falsa paz do Anticristo não é a "paz de Jerusalém." O tratado ou aliança de paz do Anticristo só trará uma paz temporária e superficial à região. A princípio ela poderá ser eficaz e reconfortante, mas não durará. Depois de três anos e meio ela será quebrada e os gritos de alegria serão substituídos por gritos de aflição. Como todas as obras de Satanás, a vitória proclamada acabará em dor e violência:
Apesar dos detalhes da aliança não serem revelados na Bíblia, aparentemente ela trará grande alívio para Israel e para todo o mundo. O tempo de paz é previsto nas profecias de Ezequiel que descrevem Israel como um povo "em repouso, que vive seguro" nessa época (Ez 38.11). Em 1 Tessalonicenses 5.3 a frase que estará na boca do povo antes da Grande Tribulação cair sobre eles é: "Paz e segurança." ...A paz de que Israel desfrutará por três anos e meio se transformará tragicamente numa paz falsa e no prelúdio de um tempo de angústia incomparável, quando dois de cada três israelitas morrerão na terra (Zacarias 13.8).[2]
Num determinado ponto, por volta da metade da Tribulação, a paz de Israel será desafiada por exércitos invasores do norte (Ezequiel 38-39). Esses exércitos atacarão Israel, desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo e sua autoridade. Mas Deus intervirá a favor de Israel, protegendo-o e aniquilando os exércitos invasores (Ezequiel 38.19-39.5). Isso se realizará em parte por um terremoto (38.19,20), em parte por confusão militar (38.21), e por uma praga acompanhada de granizo e fogo (38.22).
Depois desse conflito e da quebra da aliança com Israel, o Anticristo se declarará líder mundial. Isso poderá ser resultado da sua vitória sobre os exércitos invasores. O Dr. Walvoord escreve que "o líder da confederação de dez nações se encontrará numa posição em que poderá proclamar-se ditador mundial, e aparentemente ninguém será forte o suficiente para lutar contra ele. Sem ter que lutar para conseguir isso, ele governará o mundo como instrumento de Satanás."[3] Seu poder e força aumentarão, assim como sua tirania, e isso resultará num desafio final da sua força militar e política, que culminará na batalha de Armagedom (Apocalipse 16.14-16). Como tantos líderes e governantes antes dele, o Anticristo prometerá paz e travará guerras. Ele entrará num conflito de conseqüências globais – um conflito definitivo do tipo "quem ganhar fica com tudo" – e será derrotado e destruído por Jesus Cristo (veja Salmo 2). (Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)

Papa Bento XVI pede para Obama anunciar a paz entre as nações
Postado por Josafá Filho em janeiro 20th, 2009 9 Comentários Versão para Impressão
O papa Bento XVI enviou um telegrama ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, no qual pede que ele “promova a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações”, informou hoje o Vaticano.

“Em uma época na qual tantas pessoas de todo o mundo anelam a libertação do flagelo da pobreza, da fome e da violência, lhe peço que promova a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações com o objetivo de que todos possam compartilhar o banquete da vida estabelecido por Deus para toda a família humana”, declarou o pontífice em sua carta.

sábado, 23 de maio de 2009

A invenção da realidade

Defender a tese da notícia como construção da realidade e não como um espelho já rendeu algumas discussões acaloradas com colegas de profissão que não conseguem entender – ou se recusam a refletir sobre – esta história “de inventar a realidade”. De fato, ninguém inventou a violência em São Paulo, o seqüestro do repórter da Rede Globo, a máfia dos sanguessugas, os ataques no Líbano ou, mais recentemente, a compra de dossiês. São fatos, estão ocorrendo e, de certa maneira, têm afetado a vida de todos. Por que, então, insistir na tese de que a imprensa inventa, cria, constrói uma ou várias realidades a partir de suas narrativas?

Assim como não há uma verdade capaz de dar conta da totalidade de um fato ou de uma situação, não há também possibilidade de uma pessoa, por mais bem intencionada que seja, dar conta de descrever o que vê de forma inocente. As narrativas são sempre híbridas no sentido de que se constituem em uma teia de outras narrativas que tomam forma no discurso de quem as produz. O discurso da imprensa chega à sociedade sob o manto da imparcialidade, da verdade e da objetividade. São discursos produzidos por seres que não olham de fora a realidade, como observadores privilegiados, mas, antes, se encontram inseridos nela com todas as subjetividades que os compõem.

Ao falar de objetividade, seria interessante levar em conta o contexto em que ela surgiu como um atributo do jornalismo e destacar que não se pretendeu, ao evidenciá-la naquele momento, negar a subjetividade. Nelson Traquina, pesquisador português, fala no seu livro Teorias do jornalismo (Editora Insular, 2005) que a objetividade surgiu no fim do século 19 como um antídoto para os males que o jornalismo sofria, como perda de credibilidade. Assim, a objetividade se constituiu como uma série de procedimentos capazes de assegurar o exercício do jornalismo com credibilidade.

Ritual estratégico

Essa compreensão é importante, pois a crença na verdade dos fatos como um dos pilares do jornalismo contemporâneo foi também “uma invenção”, num determinado momento histórico e em um contexto de mudanças e transformações. No início do século 19, com o desenvolvimento da imprensa, o jornalismo como informação ganhou espaço em detrimento do jornalismo opinativo ou literário, forma como era praticado. Foi no século 19, portanto, que surgiu o paradigma do jornalismo e a figura do jornalista como um profissional que reivindicava o monopólio de saber o que é notícia e de dominar a forma de produzi-la.

Nelson Traquina diz que o novo jornalismo passou a viver, então, o culto dos fatos, ancorado no pensamento positivista reinante na época. A notícia passou a ser produzida regida pelos fetiches da objetividade e da imparcialidade. A imagem do comunicador neutro e desinteressado surgiu como ideal para configurar a atividade que se mostrava ao mundo como o espelho da realidade. Por isso, diante de um fato, o jornalista teria que buscar mais de uma versão, ouvir o outro lado. Essa seria a garantia de que sua opinião não prevaleceria e seria dada oportunidade a que todas as partes envolvidas se manifestassem.

A objetividade, dessa forma, pode ser encarada como um ritual estratégico capaz de garantir que certos procedimentos serão utilizados na produção das notícias. O culto à objetividade foi a forma encontrada para situar o jornalismo dentro de um campo que merecesse o reconhecimento da ciência, que via o jornalista como um simples transmissor de informações carente de fundamentação que pudesse elevá-lo a um nível mais privilegiado. Essa forma de encarar a objetividade em oposição à subjetividade pode levar a crer que os fatos são descritos tal e qual ocorreram. Como explicar, então, o uso de qualificações como gangues, galeras, criminoso e menor em determinadas situações em que seria possível informar sem utilizar tais adjetivos?

Sujeitos ativos

O jornalista crê que sabe identificar o que é notícia e faz isso baseado nos ditos valores-notícia e na fórmula de ouvir os dois lados como modo de garantir a isenção necessária para o bom exercício da profissão. O jornalista, que supostamente detém um conhecimento que permite a ele identificar o que é notícia, produz narrativas sobre os fatos de modo a que elas pareçam isentas e objetivas. A escolha do lide pode ser considerada o calcanhar de Aquiles do mito da objetividade. Afinal, que critérios objetivos são utilizados para escolher o que é mais importante em um fato que é narrado?

O jornalista diante de duas versões de um mesmo fato ou diante de mais de uma possibilidade de abordagem pode optar por narrar as duas e se isentar de possíveis ataques à sua parcialidade. Ele de certa forma lava as mãos e usa o argumento de que foi objetivo e ouviu os dois lados da questão. Essa imparcialidade é impossível, pois ao apresentar determinados aspectos da realidade, sob a forma de notícias, o jornalismo constrói novas realidades e novos referentes. A noção de verdade, tão cara ao jornalismo, está ligada à idéia de uma realidade que está pronta em algum lugar e que pode ser apreendida utilizando-se os critérios da imparcialidade e da objetividade. Ocorre que, ao buscar informações na imprensa diária, o cidadão comum nem sempre se dá conta de que as informações que recebe foram lidas, recortadas e selecionadas. Na perspectiva da notícia como construção, é impossível separar a realidade de sua produção, uma vez que as notícias são peças que ajudam na construção dessa realidade.

Outro argumento em favor da tese da notícia como construção é a falta de neutralidade da linguagem, que não pode funcionar como transmissora direta de significados. No jogo de sombras que se faz na imprensa, a verdade surge por um ângulo específico que traz imbricada em sua narrativa uma série de outras verdades subjetivas do sujeito que narra. Acho no mínimo curioso acreditar e defender que um jornalista se despe de tudo que é e acredita para se lançar em uma observação neutra da realidade. Jornalistas não são observadores neutros ou passivos; eles são sujeitos ativos na construção da realidade.

Por Marcilene Forechi Direto do Observatório da Imprensa para o Mensageiro da Realidade.

MENSAGEIRO DA REALIDADE INDICADO AO TOP BLOG O MAIOR PRÊMIO DA INTERNET BRASILERA

Em se tratando de prestigiar blogs, o Top Blog é o maior prêmio da Internet Brasileira. E o nosso amável Mensageiro da Realidade foi indicado. Então não custa nada você ir até o banner da direita e conferir seu voto. O Mensageiro agradece desde já. Obrigado.