sábado, 28 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
SOBRE O AMOR
"O amor não é simplesmente uma questão de sentimento. O amar bem exige prática, como em qualquer arte, isto é, disciplina, paciência e persistência".
"A necessidade de aplicar-se na arte de amar, tem sido ignorada, ou reconhecida como secundária".
"O amor é lindo, mas quando se inicia uma relação, demora algum tempo para que ele nos dê paz".
"O amor nos proporciona excitação, paixão, descobertas, milhões de coisas lindas, mas a paz só vem depois que superamos os medos que o amor traz".
"Pena que nós não tenhamos aprendido a dar valor ao fato de estarmos ao lado de quem amamos...O que geralmente predomina são nossos planos e nossos receios".
"Hoje sei que o amor não dá escritura definitiva e que querer eternizá-lo é a melhor maneira de perdê-lo".
"No amor e na intimidade não há lugar para a exploração. Há uma velha expressão que recomenda: use as coisas, ame as pessoas. É assustador como muitos indivíduos fazem justamente o contrário".
"Afastar-se de um amor, ainda que por lúcidas razões, pode gerar, adiante, a frustração pelo que se deixou de viver".
"Precisamos descobrir na pessoa amada o que não se tem de próprio".
"O amor nos traz a secreta certeza de que a vida é um aprendizado, por isso, inacabada, provisória, incerta".
"O amor conecta o trivial e o superior, integra o imanente e o transcendente, eleva o materialista e erotiza o inocente".
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A arte nasce da realidade

No teor da supremacia, a qualidade da(s) palavras ganha enorme vantagem à quantidade das palavras... palavras, palavras e mais palavras, tantas existentes, tantas úteis, outras tanto desnecessárias, eis o objectivo fundamentado... uma, duas ou três palavras podem ditar uma vida... um percurso, uma história, um acto, um segundo, um resto de nada, TUDO... a arte nasce da realidade. Eu sinto, eu vejo, vagueio.... Escuto o silêncio, guardo as poucas palavras para um outro dia...
posted by Marco Martins
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
História da Publicidade

A Publicidade tinha como principal objectivo tornar público, através da difusão ou divulgação, uma marca, produto ou serviço. Nos dias de hoje, assume uma importância e um alcance significativos, quer no domínio da actividade económica, quer como instrumento privilegiado do fomento da concorrência, sempre benéfica para as empresas e respectivos clientes. Procura atingir alvos perfeitamente delimitados e identificados jogando com as emoções, anseios, necessidades e preconceitos tentando assim gerar comportamentos e atitudes face a marcas produtos ou serviços.
Nascida com a revolução industrial e com o advento dos grandes meios de comunicação e de transportes, as raízes mais profundas da publicidade podem porém ser encontradas em épocas remotas, a séculos de distância do aparecimento da palavra publicidade. Alguns estudos mostram-nos uma tabuleta em argila encontrada por arqueólogos, a qual continha inscrições babilónicas, que anunciavam a venda de gado e alimentos, demonstrando que já se utilizava algum tipo de publicidade na antiguidade. A mais popular forma de publicidade foi porém o uso do pregão, espontâneo e oral servia para chamar a atenção das pessoas para a venda de escravos, gado e outros produtos, sendo posteriormente ultrapassada com o aparecimento da imprensa. Após a Revolução Francesa (1789), a publicidade iniciou a trajectória que a levaria até o seu estágio actual de importância e desenvolvimento.Em Portugal, a exemplo do que aconteceu em outros países, a publicidade teve durante séculos um pendor marcadamente oral: o pregão. Antes do aparecimento da rádio, nos anos 20 e 30, os suportes da publicidade eram maioritariamente a imprensa escrita e, mais timidamente, a publicidade exterior e o cinema. Nos Anos 40 e 50 com o apogeu da rádio, folhetins radiofónicos e programas como os Parodiantes de Lisboa, deram outra vida à Publicidade tendo como marco desta fase os primeiros jingles.
A partir dos anos 50 com a entrada das multinacionais em Portugal (Lever, Colgate, Nestlé, Procter...) existe um aumento do investimento em publicidade e consequentemente “educação” do ponto de venda e do consumidor. Com aparecimento da televisão, em 1957, apesar da Publicidade ser ainda muito informativa e educativa, esta ganha um novo impulso. Nesta fase, inicia-se o trabalho em Marketing e Publicidade com base em estudos, essencialmente qualitativos, surgindo assim uma nova orientação publicitária, já não tão baseada na actividade promocional, suporte de venda dos produtos, mas direccionada para a credibilização e valorização da marca.Hoje, todas as actividades humanas se beneficiam com o uso da publicidade: profissionais liberais – como médicos e engenheiros – divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam as suas exposições, os seus discos, os seus livros, etc., a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo as suas descobertas e os seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet, entre outros…
Estratégias em PublicidadeSendo os mercados cada vez mais competitivos, quem não souber comunicar eficazmente as vantagens do seu produto ou serviço, rapidamente é ultrapassado pela concorrência.
Tendo em conta o mercado onde a empresa esta inserida, dependendo da fase de vida da marca, do seu segmento, dos objectivos, das actividades da concorrência, da sua posição competitiva, poderemos optar por diferentes tipos de Estratégia em Publicidade de forma a fazer face aos concorrentes.Definem-se três modelos distintos de Estratégia em Publicidade, sendo que cada uma delas pode apresentar diversos tipos:
Estratégias Concorrênciais: tem como principal objectivo comunicar as vantagens competitivas da marca, produto ou serviço, face aos seus concorrentes, sejam eles produtos da mesma empresa, de outras empresas concorrentes ou da distribuição. Neste tipo de estratégias podemos utilizar diferentes critérios:- Comparativas: são próprias de mercados altamente competitivos e em desenvolvimento, onde se deverá demonstrar a todo o momento as vantagens do nosso produto e encontrar novos aspectos de diferenciação. As vantagens mais significativas são: mais espaço para criatividade, mais informação para o consumidor e estimular a concorrência para efectuar melhorias nos seus produtos. Quanto a desvantagens poderemos salientar o favorecimento das empresas fortes, a promoção dos concorrentes e um aumento da competitividade exacerbada.
- Financeiras: utilizadas normalmente em produtos e mercados que se encontram na fase de maturidade do seu ciclo de vida, estão no auge e precisam manter. A finalidade é chamar a atenção do consumidor continuamente, ou seja, estar mais presente do que os outros concorrentes. O principal objectivo é aumentar a notoriedade.- Posicionamento: são usadas essencialmente em mercados estagnados, onde os produtos não apresentam características de diferenciação significativas e onde a fidelização dos clientes é a maior dificuldade. Para obtermos a preferência do consumidor teremos de dar benefícios distintivos claros, sejam eles de carácter objectivo ou simbólico – psicológico (adequação ao perfil do consumidor) ou aspiracional (promessa de estilo de vida).
- Promocionais: são utilizadas para relançar o interesse por um produto, fidelizar os seus consumidores, reagir a ataques da concorrência ou para promover a sua experimentação. A promoção poderá passar pela redução de preços, ofertas, jogos ou concursos, demonstração e amostras, etc. Esta estratégia normalmente é agressiva procurando obter resultados imediatos, oferecendo vantagens excepcionais de curta duração.- Adesão Incondicional: utiliza-se em mercados maduros e não necessita de uma comunicação muito original, levando as marcas a aderir à forma de comunicar do líder.
- Canibalização: esta estratégia pode recorrer a várias técnicas, mas que tem por fim a substituição de um produto da empresa por outro mais avançado. A canibalização é intencional e mais tarde ou mais cedo o produto mais antigo irá desaparecer, ou sobreviver num mercado mais baixo ao nível de preço, com ou sem recurso a estratégias promocionais.Estratégias de Desenvolvimento Global: O uso desta estratégia permite além da conquista de quota à concorrência, as empresas aumentarem as suas vendas provocando o crescimento da procura global, criando novos consumidores ou incitando os clientes actuais a comprar mais, consumir mais ou de forma diferente. Assim, podemos falar de estratégia extensiva, utilizada em novos mercados (aqueles que vão crescer ou se encontram em crescimento elevado) onde quem mais investe é quem mais capitalizará em quota e sobretudo em posição no mercado ou em mercados bloqueados (a procura não aumenta ou só sofre flutuações em contexto promocional/novidade/inovação..., mas apresenta potencial de negócio ainda assim) onde quem mais tiver acções que desperte a atenção e desejo do consumidor mais hipóteses tem de aumentar o MS, e estratégia intensiva que tem como objectivo aumentar a procura dos actuais clientes de várias formas: aumentando as quantidades consumidas nas utilizações, aumentando a frequência de compra e utilização, sugerindo novas formas de utilização, fazendo aumentar a frequência de renovação, alargar o período de consumo e/ou de compra.
Estratégias de Fidelização: tem como objectivo principal a fidelização dos consumidores existentes. Podem pretender reforçar a imagem da marca, impedir o seu envelhecimento e manter (ou aumentar) a sua notoriedade.
Estratégias de Influência Cognitiva ou Comunicação Institucional: tem como objectivo criar goodwill, valorização ou uma imagem global favorável, seja para a marca organização, seja para a marca de produto/serviço, favorecendo assim a inserção da mesma no contexto social e criando atitudes positivas face à marca. Incluem-se aqui campanhas institucionais de organizações, campanhas de responsabilidade social de produtos ou empresas, campanhas de criação de reputação. É um tipo de estratégia que se socorre muitas vezes de outras técnicas de comunicação que não só a Publicidade.
Nascida com a revolução industrial e com o advento dos grandes meios de comunicação e de transportes, as raízes mais profundas da publicidade podem porém ser encontradas em épocas remotas, a séculos de distância do aparecimento da palavra publicidade. Alguns estudos mostram-nos uma tabuleta em argila encontrada por arqueólogos, a qual continha inscrições babilónicas, que anunciavam a venda de gado e alimentos, demonstrando que já se utilizava algum tipo de publicidade na antiguidade. A mais popular forma de publicidade foi porém o uso do pregão, espontâneo e oral servia para chamar a atenção das pessoas para a venda de escravos, gado e outros produtos, sendo posteriormente ultrapassada com o aparecimento da imprensa. Após a Revolução Francesa (1789), a publicidade iniciou a trajectória que a levaria até o seu estágio actual de importância e desenvolvimento.Em Portugal, a exemplo do que aconteceu em outros países, a publicidade teve durante séculos um pendor marcadamente oral: o pregão. Antes do aparecimento da rádio, nos anos 20 e 30, os suportes da publicidade eram maioritariamente a imprensa escrita e, mais timidamente, a publicidade exterior e o cinema. Nos Anos 40 e 50 com o apogeu da rádio, folhetins radiofónicos e programas como os Parodiantes de Lisboa, deram outra vida à Publicidade tendo como marco desta fase os primeiros jingles.
A partir dos anos 50 com a entrada das multinacionais em Portugal (Lever, Colgate, Nestlé, Procter...) existe um aumento do investimento em publicidade e consequentemente “educação” do ponto de venda e do consumidor. Com aparecimento da televisão, em 1957, apesar da Publicidade ser ainda muito informativa e educativa, esta ganha um novo impulso. Nesta fase, inicia-se o trabalho em Marketing e Publicidade com base em estudos, essencialmente qualitativos, surgindo assim uma nova orientação publicitária, já não tão baseada na actividade promocional, suporte de venda dos produtos, mas direccionada para a credibilização e valorização da marca.Hoje, todas as actividades humanas se beneficiam com o uso da publicidade: profissionais liberais – como médicos e engenheiros – divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam as suas exposições, os seus discos, os seus livros, etc., a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo as suas descobertas e os seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet, entre outros…
Estratégias em PublicidadeSendo os mercados cada vez mais competitivos, quem não souber comunicar eficazmente as vantagens do seu produto ou serviço, rapidamente é ultrapassado pela concorrência.
Tendo em conta o mercado onde a empresa esta inserida, dependendo da fase de vida da marca, do seu segmento, dos objectivos, das actividades da concorrência, da sua posição competitiva, poderemos optar por diferentes tipos de Estratégia em Publicidade de forma a fazer face aos concorrentes.Definem-se três modelos distintos de Estratégia em Publicidade, sendo que cada uma delas pode apresentar diversos tipos:
Estratégias Concorrênciais: tem como principal objectivo comunicar as vantagens competitivas da marca, produto ou serviço, face aos seus concorrentes, sejam eles produtos da mesma empresa, de outras empresas concorrentes ou da distribuição. Neste tipo de estratégias podemos utilizar diferentes critérios:- Comparativas: são próprias de mercados altamente competitivos e em desenvolvimento, onde se deverá demonstrar a todo o momento as vantagens do nosso produto e encontrar novos aspectos de diferenciação. As vantagens mais significativas são: mais espaço para criatividade, mais informação para o consumidor e estimular a concorrência para efectuar melhorias nos seus produtos. Quanto a desvantagens poderemos salientar o favorecimento das empresas fortes, a promoção dos concorrentes e um aumento da competitividade exacerbada.
- Financeiras: utilizadas normalmente em produtos e mercados que se encontram na fase de maturidade do seu ciclo de vida, estão no auge e precisam manter. A finalidade é chamar a atenção do consumidor continuamente, ou seja, estar mais presente do que os outros concorrentes. O principal objectivo é aumentar a notoriedade.- Posicionamento: são usadas essencialmente em mercados estagnados, onde os produtos não apresentam características de diferenciação significativas e onde a fidelização dos clientes é a maior dificuldade. Para obtermos a preferência do consumidor teremos de dar benefícios distintivos claros, sejam eles de carácter objectivo ou simbólico – psicológico (adequação ao perfil do consumidor) ou aspiracional (promessa de estilo de vida).
- Promocionais: são utilizadas para relançar o interesse por um produto, fidelizar os seus consumidores, reagir a ataques da concorrência ou para promover a sua experimentação. A promoção poderá passar pela redução de preços, ofertas, jogos ou concursos, demonstração e amostras, etc. Esta estratégia normalmente é agressiva procurando obter resultados imediatos, oferecendo vantagens excepcionais de curta duração.- Adesão Incondicional: utiliza-se em mercados maduros e não necessita de uma comunicação muito original, levando as marcas a aderir à forma de comunicar do líder.
- Canibalização: esta estratégia pode recorrer a várias técnicas, mas que tem por fim a substituição de um produto da empresa por outro mais avançado. A canibalização é intencional e mais tarde ou mais cedo o produto mais antigo irá desaparecer, ou sobreviver num mercado mais baixo ao nível de preço, com ou sem recurso a estratégias promocionais.Estratégias de Desenvolvimento Global: O uso desta estratégia permite além da conquista de quota à concorrência, as empresas aumentarem as suas vendas provocando o crescimento da procura global, criando novos consumidores ou incitando os clientes actuais a comprar mais, consumir mais ou de forma diferente. Assim, podemos falar de estratégia extensiva, utilizada em novos mercados (aqueles que vão crescer ou se encontram em crescimento elevado) onde quem mais investe é quem mais capitalizará em quota e sobretudo em posição no mercado ou em mercados bloqueados (a procura não aumenta ou só sofre flutuações em contexto promocional/novidade/inovação..., mas apresenta potencial de negócio ainda assim) onde quem mais tiver acções que desperte a atenção e desejo do consumidor mais hipóteses tem de aumentar o MS, e estratégia intensiva que tem como objectivo aumentar a procura dos actuais clientes de várias formas: aumentando as quantidades consumidas nas utilizações, aumentando a frequência de compra e utilização, sugerindo novas formas de utilização, fazendo aumentar a frequência de renovação, alargar o período de consumo e/ou de compra.
Estratégias de Fidelização: tem como objectivo principal a fidelização dos consumidores existentes. Podem pretender reforçar a imagem da marca, impedir o seu envelhecimento e manter (ou aumentar) a sua notoriedade.
Estratégias de Influência Cognitiva ou Comunicação Institucional: tem como objectivo criar goodwill, valorização ou uma imagem global favorável, seja para a marca organização, seja para a marca de produto/serviço, favorecendo assim a inserção da mesma no contexto social e criando atitudes positivas face à marca. Incluem-se aqui campanhas institucionais de organizações, campanhas de responsabilidade social de produtos ou empresas, campanhas de criação de reputação. É um tipo de estratégia que se socorre muitas vezes de outras técnicas de comunicação que não só a Publicidade.
Do Blog Evolution
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Nascer, morrer, renascer
Se pensarmos em quando estávamos dentro do ventre materno, envoltos e embebidos por um líquido que nos alimentava e nos bastava e um cordão umbilical que nos abastecia do oxigênio necessário para o desenvolvimento e manutenção de nossas funções vitais, podemos comparar este período de nove meses com algumas fases de nossas vidas. Muitas verdades absolutas nos são enfiadas ‘goela abaixo’, formando nosso conjunto de realidades indiscutíveis. Paradigmas intransponíveis. O nosso meio, que é, ao mesmo tempo, nosso fator limitante, nos ensina que tentar algo novo, fugir do lugar comum, pode ser perigoso. Aliás, sempre foi assim, não há de ser diferente agora...Precisamos aceitar que nossa vida, tal como é vivida, tem que chegar ao fim o quanto antes. Temos que compreender que, para se construir um prédio, temos que limpar o terreno. Temos que remover os conceitos antigos e pensarmos ‘fora da caixa’. Devemos buscar a morte, ah, sim!Não uma última morte. Nada disso! Mas, sim, uma morte que se assemelha a uma metamorfose da alma. Para renascermos, precisamos nos desligar da vida que vivemos. Precisamos abdicar dos benefícios e das muletas morais nas quais vivemos nos apoiando.Seria o mesmo que acontece com o bebê no ventre da mãe? Quando ele se sente preparado para deixar aquela vida confortável, morna, dependente, para assumir os riscos de atravessar o canal do futuro. De sair à força de um mundo ao outro, para, novamente, nascer. Nascer para uma nova vida em um novo ambiente.Tal como fizemos quando bebês, quando decidirmos nascer, a coragem e a força nos serão dadas para conseguirmos tirar todo o líquido amniótico daquela vida anterior. Vomitar tudo que nos colocaram dentro por tanto tempo, mesmo que nos tenham sido úteis, mesmo que nos tenham alimentado, mesmo que nos tenham sustentado. Uma forte tosse, um vômito, lágrimas e soluços que se alternam e abrem caminho para que o ar invada nossos pulmões e abasteça nossa nova vida e traga uma nova esperança à nossa alma.É doloroso. Machuca. Fere. Quanto maior a resistência pelo novo, maior a dor. Se não pode haver nova vida sem um nascimento e não pode haver nascimento sem uma morte, não poderá haver morte sem dor para aquele que associa sofrimento a ela.Devemos, sim, buscar o aprendizado permanente, fruto de todas estas contínuas transformações.Como não há ninguém sábio demais que não tenha algo a aprender, nem ignorante demais que não tenha nada a ensinar, em nossas muitas vidas, podemos ser os mestres e aprendizes da arte de viver. Eternos buscadores da perfeição.Enquanto mestres, devemos saber a hora certa de conduzir o aprendiz pelas mãos, a hora de exigir, a hora de abandonar. O grande ensinamento pode estar em ouvir nossos seguidores e deixá-los ao comando da sua própria maestria.Ensinar que precisamos morrer para podermos nascer novamente.Ensinar que temos que fracassar para alcançarmos o sucesso.Ensinar que, depois que tudo terminar, ainda assim, teremos muito tempo pela frente.Muito tempo para nascer, morrer e renascer... várias vezes.
O escritor Marcello Pepe trabalhou por muitos anos para o jornalismo brasileiro nos Estados Unidos, onde pôde editar, redigir e diagramar vários periódicos brasileiros. Lançou em 1997 o premiado PlanetaFax, sendo o primeiro informativo diário em português nos EUA.
O conteúdo veiculado nas colunas é de responsabilidade de seus autores.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
A viagem de Lorca em busca de sua identidade perdida

No roteiro de Viaje a La Luna revelam-se obsessões sexuais do poeta,
que responde com um filme à zombaria de Buñuel
Havia mais coisas entre o pintor Salvador Dalí e o poeta Federico García Lorca do que sonhava a vã filosofia dos mexeriqueiros. Não propriamente um caso amoroso, como esses insistem, mas uma ligação surrealista que levou os dois, no mesmo ano, a trocar o pincel e a caneta pelo cinema. Em 1929, Dalí (1904-1989) lançou com Luís Buñuel (1900-1983) o filme experimental surrealista O Cão Andaluz (Un Chien Andalou). García Lorca (1898-1936), amigo íntimo e colega de escola dos dois, sentindo-se excluído do triângulo, viajou para Nova York após passar por Paris quando o filme estreou, no dia 6 de junho daquele ano. Não há documento que comprove ter Lorca visto o filme dos amigos, mas sabe-se que ficou consternado com o título. "El perro andaluz soy yo" (O cão andaluz sou eu"), teria dito o poeta, enlouquecido com a menção aos tempos em que os três viveram juntos na Residência dos Estudantes de Madri (entre 1919 e 1925). Em tempo: ?perro andaluz? era uma ofensa gravíssima aos estudantes meridionais que moravam na capital espanhola. Lorca não tardou em dar a resposta. Já instalado em Nova York , escreveu o roteiro de um filme, também surrealista, La Viaje a la Luna, com o pintor mexicano Emilio Amero (1901-1976). É essa obra rara que a editora Perspectiva lança no dia16, na Livraria da Vila da Casa do Saber.Viaje a la Luna: Uma Biografia em Projeção (216 págs., R$ 36), do professor Reto Melchior, é mais que uma simples interpretação desse roteiro que ficou perdido por anos após a morte de Lorca, até ser filmado em 1998 pelo pintor cineasta catalão Federic Amat e exibido há alguns anos pelo Itaú Cultural. Melchior, que ensina cinema na Suíça, viu o média-metragem lá e sua primeira impressão foi a de que havia entrado na sala errada, ao topar com a primeira imagem do filme, a de uma cama da qual saem números, enquanto um menino chora e aparece na tela um letreiro com as palavras "Socorro, socorro, socorro". Aos poucos, porém, as figuras mais conhecidas do repertório poético de Lorca vão surgindo, ocupando os 19 minutos do filme com mulheres enlutadas, um arlequim, um violão com as cordas cortadas e um jovem efebo desfilando sua nudez até desaparecer numa rua noturna.Não tem muito a ver com uma viagem à lua, mas tampouco Un Chien Andalou tem a ver com cães andaluzes. Em síntese: parece apenas uma obra surrealista em que imagens oníricas surgem autônomas como num sonho. Ou num pesadelo. 1929 foi um ano pesado para Lorca - e isso tem pouco a ver com o crack da Bolsa de Nova York e mais pelo fato de Dalí ter conhecido sua futura mulher Gala e Buñuel ter tornado pública a homossexualidade do poeta, além de arrasar, numa carta ao escritor José Bello, o livro mais popular de Lorca, o Romancero Gitano (de 1928) - uma obra, segundo ele, para agradar aos "poetas bichas" de Andaluzia.Buñuel foi cruel, mas deu um jeito de corrigir a injustiça ao escrever a autobiografia Meu Último Suspiro, em que define Lorca de forma um tanto suspeita para um homófobo: "Federico tinha uma atração, um magnetismo ao qual ninguém podia resistir..." Lorca não viveu para testemunhar a retratação. Morreu em 1936, aos 38 anos, no começo da Guerra Civil Espanhola, pelos fascistas que levaram Franco ao poder. De qualquer modo, seu roteiro Viaje a La Luna responde às provocações de Un Chien Andalou apropriando-se do imaginário de Dalí e Buñuel. Se Lorca não viu o filme, devia estar bem informado. Uma da cenas de Viaje a la Luna mostra uma procissão de formigas sobre um lençol, enquanto no filme da dupla Dalí/Buñuel, os mesmos insetos saem sem parar de uma onanista mão furada. Também sobre um lençol, um casal deita ao lado de um morto, no qual pintam um bigode igualzinho ao de Dalí. Freud explica. Ou deveria explicar.Por que Lorca pensava no filme de Buñuel e Dalí em Nova York? O autor do livro, Reto Melchior, arrisca um palpite. Até 1929, o poeta andaluz nunca tinha saído da Espanha e, embora não se sentisse particularmente atraído pela cultura norte-americana, era a sua maneira de empreender uma "viagem à Lua" enquanto seus amigos tentavam conquistar Paris. Lorca, ao menos, seria aplaudido como o "poeta em Nova York", distanciando-se da própria produção artística espanhola em busca de sua identidade sexual. Anônimo numa metrópole e em contato com novas estéticas, Lorca estava livre para explorar um de seus temas mais caros, a androginia. O resultado, para quem se interessar, está no livro. Ou no YouTube, que exibe excertos do filme catalão de Federic Amat.
Havia mais coisas entre o pintor Salvador Dalí e o poeta Federico García Lorca do que sonhava a vã filosofia dos mexeriqueiros. Não propriamente um caso amoroso, como esses insistem, mas uma ligação surrealista que levou os dois, no mesmo ano, a trocar o pincel e a caneta pelo cinema. Em 1929, Dalí (1904-1989) lançou com Luís Buñuel (1900-1983) o filme experimental surrealista O Cão Andaluz (Un Chien Andalou). García Lorca (1898-1936), amigo íntimo e colega de escola dos dois, sentindo-se excluído do triângulo, viajou para Nova York após passar por Paris quando o filme estreou, no dia 6 de junho daquele ano. Não há documento que comprove ter Lorca visto o filme dos amigos, mas sabe-se que ficou consternado com o título. "El perro andaluz soy yo" (O cão andaluz sou eu"), teria dito o poeta, enlouquecido com a menção aos tempos em que os três viveram juntos na Residência dos Estudantes de Madri (entre 1919 e 1925). Em tempo: ?perro andaluz? era uma ofensa gravíssima aos estudantes meridionais que moravam na capital espanhola. Lorca não tardou em dar a resposta. Já instalado em Nova York , escreveu o roteiro de um filme, também surrealista, La Viaje a la Luna, com o pintor mexicano Emilio Amero (1901-1976). É essa obra rara que a editora Perspectiva lança no dia16, na Livraria da Vila da Casa do Saber.Viaje a la Luna: Uma Biografia em Projeção (216 págs., R$ 36), do professor Reto Melchior, é mais que uma simples interpretação desse roteiro que ficou perdido por anos após a morte de Lorca, até ser filmado em 1998 pelo pintor cineasta catalão Federic Amat e exibido há alguns anos pelo Itaú Cultural. Melchior, que ensina cinema na Suíça, viu o média-metragem lá e sua primeira impressão foi a de que havia entrado na sala errada, ao topar com a primeira imagem do filme, a de uma cama da qual saem números, enquanto um menino chora e aparece na tela um letreiro com as palavras "Socorro, socorro, socorro". Aos poucos, porém, as figuras mais conhecidas do repertório poético de Lorca vão surgindo, ocupando os 19 minutos do filme com mulheres enlutadas, um arlequim, um violão com as cordas cortadas e um jovem efebo desfilando sua nudez até desaparecer numa rua noturna.Não tem muito a ver com uma viagem à lua, mas tampouco Un Chien Andalou tem a ver com cães andaluzes. Em síntese: parece apenas uma obra surrealista em que imagens oníricas surgem autônomas como num sonho. Ou num pesadelo. 1929 foi um ano pesado para Lorca - e isso tem pouco a ver com o crack da Bolsa de Nova York e mais pelo fato de Dalí ter conhecido sua futura mulher Gala e Buñuel ter tornado pública a homossexualidade do poeta, além de arrasar, numa carta ao escritor José Bello, o livro mais popular de Lorca, o Romancero Gitano (de 1928) - uma obra, segundo ele, para agradar aos "poetas bichas" de Andaluzia.Buñuel foi cruel, mas deu um jeito de corrigir a injustiça ao escrever a autobiografia Meu Último Suspiro, em que define Lorca de forma um tanto suspeita para um homófobo: "Federico tinha uma atração, um magnetismo ao qual ninguém podia resistir..." Lorca não viveu para testemunhar a retratação. Morreu em 1936, aos 38 anos, no começo da Guerra Civil Espanhola, pelos fascistas que levaram Franco ao poder. De qualquer modo, seu roteiro Viaje a La Luna responde às provocações de Un Chien Andalou apropriando-se do imaginário de Dalí e Buñuel. Se Lorca não viu o filme, devia estar bem informado. Uma da cenas de Viaje a la Luna mostra uma procissão de formigas sobre um lençol, enquanto no filme da dupla Dalí/Buñuel, os mesmos insetos saem sem parar de uma onanista mão furada. Também sobre um lençol, um casal deita ao lado de um morto, no qual pintam um bigode igualzinho ao de Dalí. Freud explica. Ou deveria explicar.Por que Lorca pensava no filme de Buñuel e Dalí em Nova York? O autor do livro, Reto Melchior, arrisca um palpite. Até 1929, o poeta andaluz nunca tinha saído da Espanha e, embora não se sentisse particularmente atraído pela cultura norte-americana, era a sua maneira de empreender uma "viagem à Lua" enquanto seus amigos tentavam conquistar Paris. Lorca, ao menos, seria aplaudido como o "poeta em Nova York", distanciando-se da própria produção artística espanhola em busca de sua identidade sexual. Anônimo numa metrópole e em contato com novas estéticas, Lorca estava livre para explorar um de seus temas mais caros, a androginia. O resultado, para quem se interessar, está no livro. Ou no YouTube, que exibe excertos do filme catalão de Federic Amat.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
A Propaganda de Jesus Cristo.

Muitas pessoas já me escreveram dizendo que não entende por que Jesus agiu como agiu, ao invés de fazer como César ou Alexandre, o Grande. Deveria ter se tornado famoso e ter aproveitado o máximo, ou fazer igual muitos Pregadores fazem hoje, posar em revistas, jornais, aparecer na Tv. etc... A tantos quantos pensam a mesma coisa, digo o seguinte: Jesus veio para salvar o mundo, e, contudo, não fez nada igual aos que se oferecem como salvadores dos homens. Já se disse demais que Ele não escreveu sequer um livro, não erigiu um pilar, por mais fajuto que fosse; não mudou para Roma e nem para Atenas ou mesmo para Jerusalém; não aceitou a oferta dos gregos de ir viver entre eles; não buscou impressionar os filósofos gregos ou os senadores romanos; e nem tampouco sistematizou um ensino para ser decorado ou aprendido; e, para completar a serie de "insensatezes", ainda escolheu andar com gente que não formava opinião, não era conhecida, não tinha berço, e não agia no meio político ou religioso. Ele fez como o Pai: Do que estava sem forma e vazio Ele iniciou o reino! Além disso, Ele não gerou filhos e nem deixou herdeiros carnais de nada. Não criou amuletos com pedaços de suas roupas ou utensílios de uso pessoal [toda essa história de Graal e relíquias santas é paganismo comercial brabo feito em nome de Jesus], não "marcou lugares santos" e nem estabeleceu "peregrinações sagradas", como ir à Jerusalém, à Cafarnaum, e muito menos a qualquer outro lugar santo ou "Meca". Também não inventou "uma parte profunda" de Seu ensino apenas reservado aos Entendidos e Autoridades. Não venerou nada. Não se vinculou à coisa alguma, nem mesmo ao Templo de Jerusalém, ao qual derrubou com palavras proféticas. Chocante também é o fato Dele não se poupar em nada. Cansado, então cansado. Com sede, então com sede. Ameaçado, então cauteloso. Descrido, então muda de lugar. Amado, mostra amor, mas não fica seqüestrado pelo amor de ninguém. Desperdiça oportunidades de ouro. Joga fora o que ninguém jogava. Insurge-se contra aquilo que ninguém se levantava em oposição. Provoca a morte com vida até ressuscitar. Ressuscitar. Sim! Mas para quê ? Se as testemunhas não eram criveis. Até óvnis têm testemunhos mais criveis do ponto de vista do que se julga um testemunho respeitável. E além de tudo Ele só aparece para quem crê, e não faz nenhuma aparição ante seus inimigos, no Sinédrio de Jerusalém, por exemplo. Até para ressuscitar Ele trabalha contra Ele mesmo, do ponto de vista de "estratégia de ressurreição". Sim! Jesus não fez nada concreto. Tudo Nele era abstrato, até quando era concreto. Tudo tinha que ser apreendido com o coração, e não apenas aprendido com a mente. Um dia depois do milagre da multiplicação de pães e peixes, todo o resultado do milagre já havia sido digerido e evacuado. Ninguém foi por Ele instruído a guardar amostra dos pães e peixes, nem tampouco pediu Ele que se guardasse um tonel de vinho de Cana. Jesus era do tipo que jamais chegaria à Betânia e diria: "Foi aqui que ressuscitei Lázaro!" Sim! Ele não tem histórias de Si mesmo para contar. O presente é a História para Jesus. Suas histórias não são passadas, são todas presentes. Suas histórias são as Suas palavras de vida e poder enquanto... Ora, eu poderia ficar escrevendo aqui para sempre sobre o assunto, no entanto, o que me interessa é apenas afirmar que assim como Jesus tratou a vida e a História, do mesmo modo Ele espera que nós o façamos, até quando estivermos exaltando o Seu nome ou pregando a Sua Palavra; e, sobretudo, no vivendo da vida. Ou quem nos fez pensar que Jesus era assim apenas porque Ele tinha que ser assim? - Mas que nós, que não somos Ele [e que temos a tarefa de propagandeá-LO na terra], temos permissão para tratarmos Jesus em relação ao mundo de um modo diferente do que Ele tratou a Si mesmo? Sim! Quem nos convenceu de tal loucura? O modo de vivermos e pregarmos o nome de Jesus no mundo é exatamente o mesmo com o qual Ele tratou a Si mesmo na experiência humana de Seu existir entre nós. "Meu reino não é deste mundo!" Afinal, quem é César? Quem é Alexandre? Você deve a vida a qualquer um dos dois ? Em que César ou Alexandre ajudam a sua vida hoje ? Ou o que o rei Roberto Carlos vai fazer por você ? Quem é Elvis Presley ? quem pode lhe dar salvação ? Assim, pergunto: Você aceita desistir do que erro no qual foi criado na religião e passar a viver com os modos e motivações de Jesus ? Vida simples e sem fama ? Vamos ... ????
Enviado por Jeferson e Dayane para o Grupo Jerusalém;Qua, 28 de Jan de 2009http://br.groups.yahoo.com/group/grupo_jerusalem/
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
História da Propaganda por Luci Bonini

A propaganda comunica a eficácia de um produto, de um serviço ou ainda pode esclarecer a população em casos de certos riscos que ela pode correr. Se é arte ou não, hoje em dia , isso é discutível. Na verdade ela nasce a partir das artes figurativas, da pintura, para ser mos mais exatos.Se uma natureza morta, ou um retrato são capazes de mostrar como são belas as coisas ou pessoas ali representadas, a pintura pode ser uma das mães da propaganda. Uma delas, pois a outra é a palavra, ou a arte de combinar as palavras de modo a convencer o ouvinte, ou o leitor de que o produto, ou o serviço é realmente bom e necessário.Nem pintura, nem poesia. A propaganda tem suas características próprias hoje, mas até chegar onde chegou, se equilibrou na corda bamba entre uma e outra. A palavra combinada a imagem é uma atitude remota no homem, para termos uma idéia, no homem antigo combinar símbolos e gravuras era uma prática comum, por exemplo, entre os gregos que desenvolveram uma escrita fonética e muitos símbolos a fim de elucidar certas fórmulas e pensamentos mais abstratos. No homem contemporâneo essa prática pode ser encontrada entre os copistas da Idade Media, os alquimistas, os artistas, muitos deles desenhavam algo sobre o que falavam ou experiências que faziam. Nas enciclopédias vemos as iluminuras, os desenhos que enfeitavam as letras iniciais dos capítulos dos livros.Por falar em enciclopédias, elas surgem num período denominado Iluminismo, ou Século das Luzes, o século XVIII. Século das Luzes porque a luz estava ligada à razão, vai daí que iluminado, ilustrado são palavras ligadas à cultura e à sabedoria.Podemos chegar, então no século XIX : Em virtude da Revolução Industrial, da multiplicidade de bens postos à venda, veio também a necessidade de se divulgar esses produtos. Advindos da reprodução em série esses produtos eram abundantes e havia a necessidade de divulgá-los para que fossem consumidos. As propagandas surgem então, primeiro com cartazes pintados a mão, depois impressos em preto e branco, depois coloridos. Vale lembrar também a publicidade oral, e o homem sanduíche, que coloca um cartaz nas costas e outro no peito e anuncia em voz alta um remédio que cura todos os males, um elixir da longa vida, um aparelho que faz mil coisas e funciona apenas com uma simples volta de manivela. De tudo isso, podemos concluir que ela nasce da necessidade de se chamar a atenção de alguém para determinado produto.Em qualquer parte do Mundo ela surgiu da mesma forma, e se fortaleceu à medida que a Industrialização avançava.Os arautos eram homens que na Idade Média davam as notícias do palácio, os publicitários e jornalistas descendem desses arautos cumprem sua função , enquanto os últimos falam de fatos, os primeiros anunciam cada vez mais alto os produtos, as mercadorias.A Propaganda no Brasil quando nasce , nasce oral e passa a ser escrita quando surge o jornal. A venda de escravos, a busca de escravos foragidos, com desenhos das marcas dos proprietários, a chegada de um remédio novo, ou um tipo de chapéu ou vestido, tudo isso era motivo para ser publicado jornais, primeiramente como forma de notícia, posteriormente em forma de publicidade.A propaganda muitas vezes vem, no século XIX no Brasil, aliada à poesia; poetas como Casimiro de Abreu e Olavo Bilac viram ilustradas suas trovas para vários anúncios: remédios, roupas, casas, retratistas, cocheiros, joalheiros, esse tipo de publicidade surge em decorrência das várias necessidades da burguesia nascente no nosso país.
Alguns exemplos nos darão uma idéia:
"EXCELENTE ESCRAVO: Vende-se um crioulo de 22 anos, sem vício e muito fiel: bom e asseado cozinheiro, copeiro, boleeiro. Faz todo o serviço de arranjo de casa com presteza (....) esse anúncio como podemos observar traz muitas qualidades do 'produto' que se desejava vender, esse anúncio data de 1878 e foi veiculado no jornal A província de S.Paulo
O DIA DAS JANELAS!! Se V. Ex.a. aproveitar os lindos padrões de cretones estampados que acabamos de receber de Londres, As janelas de sua residência poderão ser elegantemente vestidas, apenas com pequeno dispêndio. - As nossas cortinas, além de serem as mais modernas e econômicas, são muito duráveis. Faça uma visita ao nosso Palacete Modelo! Mappin Stores Anúncio publicado em 1900 na Revista da Semana em 27 de Maio, neste texto podemos notar a linguagem exuberante e cordial de um texto publicitário do início do século, vemos que a cordialidade em excesso ou o abuso de adjetivos torna o texto, ou pelo menos acreditava-se, que tornava o texto persuasivo.
ESTRELLA DE PAYSANDU - "...está aprontando uma excelente luz, e sala de espera independente de sua moradia; apresentará aos seus fregueses uma bonita galeria de fotografia, ambrótipo, porcelanótipo, melanótipo espera a concorrência de seus patrícios, tendo em vista a modecidade de preços, perfeição e asseio(...) (...) os retratos só serão postos a exposição com o consentimento de seus donos; não se dá nem se vende retratos alguns sem a prévia licença por escrito, ainda mesmo que seja de pessoas pertencentes a família dos retratados." Como podemos ver esse é um anúncio publicitário de um retratista, muito meticuloso na descrição de todos os seus trabalhos e cuidadoso no sentido de não permitir que a reprodução em série descaracterizasse sua obra.
Na primeira década do século XX, com a industrialização crescente no eixo Rio-S.Paulo, surge a Castaldi & Bennaton, a primeira agência publicitária.
Alguns produtos ficaram famosos, a partir desta década, um deles teve sua campanha idealizada por Monteiro Lobato. O personagem Jeca Tatu, enfraquecido pela verminose, toma Biotônico Fontoura e se fortalece, Jeca Tatu será símbolo do homem brasileiro resistindo à falta de estrutura governamental que desse conta dos problemas sociais e econômicos da época, que afligiam muitos escritores, inclusive Lobato, homem que viveu no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, e bem conheceu suas vicissitudes. Esse autor , também se arvorou em outras campanhas publicitárias entre elas podemos destacar a campanha de esclarecimento público sobre o petróleo brasileiro; convencido de que o subsolo brasileiro era rico em petróleo Monteiro Lobato fez alguns cartazes e publicou artigos e manifestos no jornal.
Outros produtos também ficaram conhecidos do público, principalmente por meio de almanaques que proliferavam nas primeiras décadas do nosso século, entre eles o Óleo de Fígado de Bacalhau, e o Xarope São João.
Alguns exemplos nos darão uma idéia:
"EXCELENTE ESCRAVO: Vende-se um crioulo de 22 anos, sem vício e muito fiel: bom e asseado cozinheiro, copeiro, boleeiro. Faz todo o serviço de arranjo de casa com presteza (....) esse anúncio como podemos observar traz muitas qualidades do 'produto' que se desejava vender, esse anúncio data de 1878 e foi veiculado no jornal A província de S.Paulo
O DIA DAS JANELAS!! Se V. Ex.a. aproveitar os lindos padrões de cretones estampados que acabamos de receber de Londres, As janelas de sua residência poderão ser elegantemente vestidas, apenas com pequeno dispêndio. - As nossas cortinas, além de serem as mais modernas e econômicas, são muito duráveis. Faça uma visita ao nosso Palacete Modelo! Mappin Stores Anúncio publicado em 1900 na Revista da Semana em 27 de Maio, neste texto podemos notar a linguagem exuberante e cordial de um texto publicitário do início do século, vemos que a cordialidade em excesso ou o abuso de adjetivos torna o texto, ou pelo menos acreditava-se, que tornava o texto persuasivo.
ESTRELLA DE PAYSANDU - "...está aprontando uma excelente luz, e sala de espera independente de sua moradia; apresentará aos seus fregueses uma bonita galeria de fotografia, ambrótipo, porcelanótipo, melanótipo espera a concorrência de seus patrícios, tendo em vista a modecidade de preços, perfeição e asseio(...) (...) os retratos só serão postos a exposição com o consentimento de seus donos; não se dá nem se vende retratos alguns sem a prévia licença por escrito, ainda mesmo que seja de pessoas pertencentes a família dos retratados." Como podemos ver esse é um anúncio publicitário de um retratista, muito meticuloso na descrição de todos os seus trabalhos e cuidadoso no sentido de não permitir que a reprodução em série descaracterizasse sua obra.
Na primeira década do século XX, com a industrialização crescente no eixo Rio-S.Paulo, surge a Castaldi & Bennaton, a primeira agência publicitária.
Alguns produtos ficaram famosos, a partir desta década, um deles teve sua campanha idealizada por Monteiro Lobato. O personagem Jeca Tatu, enfraquecido pela verminose, toma Biotônico Fontoura e se fortalece, Jeca Tatu será símbolo do homem brasileiro resistindo à falta de estrutura governamental que desse conta dos problemas sociais e econômicos da época, que afligiam muitos escritores, inclusive Lobato, homem que viveu no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, e bem conheceu suas vicissitudes. Esse autor , também se arvorou em outras campanhas publicitárias entre elas podemos destacar a campanha de esclarecimento público sobre o petróleo brasileiro; convencido de que o subsolo brasileiro era rico em petróleo Monteiro Lobato fez alguns cartazes e publicou artigos e manifestos no jornal.
Outros produtos também ficaram conhecidos do público, principalmente por meio de almanaques que proliferavam nas primeiras décadas do nosso século, entre eles o Óleo de Fígado de Bacalhau, e o Xarope São João.
Luci Bonini é Graduada em Letras pela Universidade Braz Cubas (1979), Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1992) e Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997). Atualmente é professora adjunta da Universidade de Mogi das Cruzes e professora titular da Universidade Braz Cubas. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, educação a distância, literatura, campanha publicitária e poesia. Atualmente é secretária Geral da Sociedade Brasileira dos professores de Lingüística e Membro da Comissão de Avaliadores do MEC- INEP É autora de livros didáticos, um dos quais, Série Brasil - Alfabetização, da Editora Ática, Avaliado entre os livros do PNLD 2006.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
A história da propaganda na TV

Em 1950 é inaugurada a primeira emissora de Televisão Brasileira e também a primeira da América Latina, a TV Tupi (canal 4) em São Paulo. A iniciativa foi de Assis Chateaubriant, um homem de muito talento e visão. Estamos adiantados em relação a nossos vizinhos sul-americanos, já existiam tecnologias mais avançadas que a nossa, pois o ano de inauguração da TV Tupi, os Estados Unidos autorizavam o funcionamento da televisão em cores.No que se diz respeito ao desenvolvimento de nossas industrias e bens de consumo, começamos então uma nova era eletrônica, era em que importávamos filmes em latas, as agências McCann Erikson e a J.W. Thompson, trazem o “know-how”, criando, redirigindo e produzindo programas, devido à falta de profissionais experientes em televisão, produzíamos ligeiros programas, comerciais ao vivo, eles adaptavam o modelo estrangeiro ao modelo brasileiro, mas também era em que as demonstradoras (garotos-propagandas), ganhavam seu espaço anunciando produtos, tinham muito prestigio, e mais sucesso do que muitos locutores do rádio, as que mais se destacaram foram Idalina de Oliveira, Meire Nogueira, Wilma Chandler, Odete Lara e Maria Rosa.Infelizmente a glória desses apresentadores foi muito breve, a decadência muito rápida. Isso aconteceu por inúmeros motivos. Diziam apenas plataformas de texto, somente faladas, que muitas vezes eram simples estratégias de proposições de venda enquanto alisavam carinhosamente o produto. Não existia lado criativo, só se mostrava razão de compra. Além de muitas vezes na demonstração do produto algum imprevisto ocorria e como os comerciais eram feitos ao vivo, as apresentadoras geralmente não sabiam como reagir a tal situação levantando todo um trabalho de convencimento do público sobre o produto os outros produtos, tudo então ia por água abaixo. Começou então o que foi chamado de estilo transamazônico, um estilo de anúncios longos que existe até hoje, havia uma preocupação de que quanto mais se falava, mais se convencia o público, mas falar demais nem sempre é seguro, pois as pessoas perdem tempo em ler com atenção um anúncio na rua enquanto está passando, anúncios devem ser breves e que chamem atenção, mesmo nesta época achava-se anúncios curtos, rápidos no entendimento, interessantes, esses sempre existiram, e quanto menor e mais interessante for, é sempre bem vindo.Fundou-se em 1951, pela necessidade de formar profissionais da área, a primeira Escola Superior de Propaganda. Com professores escolhidos entre os profissionais mais qualificados e empenhados a orientar e visar o lado prático. Com tudo isso, a escola formou incontáveis publicitários. Sendo que grande parte deles foram aproveitados por agências e veículos de comunicação, que hoje estão nos altos escalões da publicidade. A Escola Superior de Propaganda foi o sinal da maturidade da profissão no Brasil. Surgir em São Paulo foi importante, pois as iniciativas no campo da publicidade ainda estavam com o Rio de Janeiro e também importante por diversificação das industrias.Com a popularização dos eletrodomésticos, como a GE, Walita, entre outras, não existiam profissionais que dessem conta de tantos trabalhos. Os bons em criação eram poucos, então tinham que trabalhar horas após o término do expediente. Muitas vezes, várias agências utilizavam o mesmo redator, outra competição, 15 agências em que 13 apresentavam layout do mesmo artista. Mesmo na política, o mesmo publicitário fazia a campanha de vários e principais candidatos.Não podemos deixar de retratar as industrias automobilísticas, Volkswagen, Ford, Jeep, Chevrolet, entre outras, que levantaram uma concorrência muito forte, também fazendo com que publicitários do Rio de Janeiro migrassem para São Paulo.Um grupo de São Paulo, em 1956 lança a Revista Propaganda, que tratava de assuntos ligados a Publicidade e Propaganda e também o futuro do Brasil, promoções, verba de propaganda, as perspectivas do ano e os destaques. A revista nascia sob o signo do profissionalismo e acima de tudo assinada por grandes nomes da propaganda brasileira.Com tanto crescimento, ficava difícil saber quais das propagandas eram boas, tinham qualidade, eram muitos anúncios bons, outros ruins, mas eram maçantes, comuns.Até a Kolynos lançar um anúncio que dizia: “Ah!... gente dinâmica prefere Kolynos”.A diferença dos outros anúncios de creme dental estava clara, até então os anúncios de creme dental travam de assuntos repetitivos, cáries, mau-hálito, dentes brancos.A Kolynos quebrou paradigmas, incorporou a refrescância com a expressão “Ah!...”, foi curta, direta e extremamente criativa, causando muita polêmica nos concorrentes.A propaganda na Televisão iniciou-se praticamente do “zero”, em 1951, os comerciais de 30 segundos custavam 120 cruzeiros antigos, mesmo assim os anunciantes eram poucos, geralmente tinham públicos restritos, como a Casa Clô e Persianas Columbia, como a TV era um aparelho muito caro, somente pessoas com alto poder aquisitivo tinham, pessoas da alta sociedade paulista. Apesar de não produzirmos aparelhos de TV, não termos público e o mercado publicitário ainda ser jovem, Chateaubriand vendeu um ano de espaço publicitário de televisão para as empresas: Sul América Seguros, Antarctica, Moinho Santista e empresas Pignatari (Prata Wolf), só viram para TV anos mais tarde, quando ela se popularizou.O repórter fundador do Diários Associados, da TV Tupi, a frente de O Jornal do Rio de Janeiro, dono cadeia de jornais e emissoras de rádio, e mais tarde o homem de propaganda, Assis Chateaubriant foi o criador do primeiro departamento de propaganda de um jornal no Brasil. Analisava os outros jornais e os anunciantes destes, procurava e questionava os responsáveis pelo departamento o porque aqueles anunciantes não anunciavam em seu jornal. Às vezes ia até as agências e procurar saber o mesmo, chegava até a ditar a redação de anúncios.Durante a Campanha Nacional de Aviação, ele procurava novos doadores, isso lhe era muito importante, pois estava diretamente ligado ao mundo.Tudo para ele era ligado a promoção, como a Campanha da Criança, para a implantação de centenas de Postos de Puericultura em todo o país. A Festa de Coberville, a promoção do Algodão em benefício da economia algodoeira nordestina, aqueles que ajudavam, tinham destaque na publicidade. Com esse empenho ele também conduziu a campanha para a construção do MASP – Museu de Artes de São Paulo.Seu trabalho era extenso, trabalhou em várias segmentações e mais tarde novas estações de sua rede de televisão.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Ku Klux Klan
_small%5B1%5D.jpg)
A palavra Ku Klux Klan provém da palavra grega kyklos (círculo). Trata-se de uma organização sócio-religiosa fundada em 1865, no Tennessee, Estados Unidos. Devido ao fato de um dos fundadores da organização ser de origem escocesa, foi adotada a palavra "klan", em harmonia com a ortografia adotada. Tudo se iniciou após a Guerra de Secessão nos EUA, quando um grupo de rapazes decidiu fazer brincadeiras à noite. Para isso, se fantasiaram com panos e capuzes e passaram a assustar os negros recém-libertados. Esses, geralmente supersticiosas e sem instrução, acreditavam se deparar com fantasmas. Aos poucos, a brincadeira se tornou uma coisa séria. O Ku Klux Klan passou a oprimir os escravos recém-libertados e a impedir a integração social dos mesmos, como por exemplo, o direito de votar e de adquirir terras. A organização apoiava a supremacia dos cristãos protestantes anglo-saxões em detrimento às outras religiões e grupos étnicos. Em 1872, o grupo foi reconhecido como uma entidade terrorista e entrou em decadência.A partir de 1915, o Ku Klux Klan ressurgiu de forma legal na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia. Em 7 de junho de 1920, a instituição passou a ser dirigida pelo jornalista E. Y. Clake, que mobilizou uma forte repressão contra os negros, judeus, estrangeiros e contra a Igreja Católica. Nessa época, o grupo já fazia linchamentos e atividades violentas contra seus inimigos. Em 1920, a organização contava com cerca de 4 milhões de membros. Após a Crise de 29, o Ku Klux Klan entrou em decadência, e mesmo após diversas tentativas de ressurreição, o movimento não obteve o mesmo sucesso de antigamente. O principal motivo para esse declínio talvez seja o fato da mentalidade dos americanos ter sido mudada gradativamente, principalmente no que se refere à importância do negro para a nação. Mesmo assim, a organização ainda existe, no entanto de forma bem mais discreta, com cerca de 3 mil pessoas associadas.
Assinar:
Postagens (Atom)
