quinta-feira, 9 de outubro de 2008

POR DENTRO DA SKULL AND BONES



Prescot Bush, um respeitável cidadão estadunidense, foi pai e avô de dois presidentes de seu grande e poderoso país. Dizem as más línguas, que o incrível patriarca Bush aprontou uma molecagem das grandes em sua mocidade, quando freqüentava a gloriosa Yale (berço acadêmico de significativa parte da elite estadunidense): o velho Bush simplesmente profanou o túmulo do legendário líder indígena Jerônimo e saqueou os seus restos mortais como uma espécie de prêmio ou troféu macabro para uma misteriosa irmandade universitária que atua em Yale, a Skull and Bones ("Crânio e Ossos"). Seus famosos descendentes, o filho George e neto George Walker, também integraram a seleta Skull and Bones, que "escolhe" apenas 15 membros a cada ano desde os idos de 1830. Os membros da macabra irmandade, que funciona num antigo edifício escuro e sem janelas no campus de Yale, tradicionalmente mostraram-se como destacados elementos na sociedade estadunidense.A exemplo dos herdeiros de Prescot Bush, alguns presidentes dos EUA foram membros da Skull and Bones e outros tantos influentes políticos do país também se reuniram naquele prédio sombrio. Metade da equipe do primeiro escalão do Governo Bush é formada por "bonesmen" (como são vulgarmente chamados os membros da SKull and Bones). Muitos dos chefes de grandes corporações e importantes formadores de opinião também são bonesmen - há um total de 800 deles vivos e em atuação nos EUA, mas normalmente estão em posições privilegiadas e destacadas, comandando ou influenciando a vida de uma multidão que vai além das fronteiras dos EUA e ainda respondendo por uma incalculável soma de dólares. Na Skull and Bones deve-se celebrar alguma espécie de pacto com o poder e o sucesso nas misteriosas seções e reuniões que se realizam em sua sede, considerando o notável desempenho de seus membros. A escolha dos 15 felizardos anuais deve seguir, portanto, uma criteriosa atenção, levando-se em conta o fato de que eles serão importantes líderes a viver segundo o lema da entidade - "Por Deus, pela Pátria e por Yale".O retumbante papel dos bonesmen na sociedade estadunidense e sua atuação como líderes até fez com que se suscitassem as inevitáveis "teorias da conspiração" que colocaram a entidade no centro de alguma espécie de comando pelo controle do mundo, pois eles acabam comandando o planeta de alguma forma. Independente das teorias conspiratórias, é natural considerar que a elite que comanda a nação mais poderosa do mundo acaba, por tabela, comandando também o mundo. Esta é uma relação lógica. Se nos falta a mística de alguma Skull and Bones ou se já não temos os poderosos maçons que tomavam conta do Império no século XIX e nem mesmo a decaída Escola Superior de Guerra que nutria de malícia a elite política brasileira nos idos da Ditadura Militar, não temos razão para lamentar, afinal, possuímos no Brasil um grupo que nos comanda. Ainda que tenhamos presidentes operários, os plutocratas de plantão estarão vigilantes e ativos. Embora pouco numerosa, em termos absolutos ou mesmo relativos, a elite pátria é mais ou menos coesa em torno de seus grandes interesses, irmanada politicamente e sempre disponível para conduzir nossos miseráveis destinos. Portanto, se temos uma "bancada ruralista" e não temos uma reforma agrária não há porque lamentar a ausência de coisa parecida com a Skull and Bones. Se o ritmo e a intensidade dos lucros de banqueiros oscilam em patamares muito além de qualquer projeção a respeito do crescimento das possibilidades de emprego ou de ganho no poder aquisitivo para a população que paga os juros bancários, não há necessidade simbólica de bonesmen brasileiros. Se o tráfego de helicópteros que transportam milionários sobre a quatrocentona São Paulo é tido como natural, se as velhas (e bota velhice nisso!) oligarquias políticas que dominam a política nordestina continua ilesa, então não teremos razão para invejar os mandatários de Yale.

Em New Haven, cidade estadunidense localizada no estado de Connecticut, funciona um dos mais respeitáveis centros universitários do mundo, a famosa Yale University. Instituições de ensino como Yale tradicionalmente respondem pela formação universitária da elite dos EUA e não há de ser estranho para ninguém a evidência de que muitos dos egressos da universidade acabem constituindo-se como notáveis figurões das ciências, da política ou também das artes de fazer dinheiro, afinal, além da altíssima e qualificada formação obtida, um diploma emitido por Yale confere status, respeitabilidade e até poder ao seu felizardo contemplado. Além de suas qualidades acadêmicas, em Yale ronda um mistério em torno de uma enigmática instituição estudantil. A irmandade acadêmica Skull and Bones é mais que um grupo de afiliação estudantil, trata-se de uma verdadeira ordem secreta cuja atuação suscita especulações das mais diversas e alimenta uma mística que vai muito além do campus, atingindo patamares tão amplos quanto insólitos a exemplo das maquinações pela ação do governo dos EUA sobre o Golfo Pérsico. O fato é que os integrantes efetivos e afetivos da Skull & Bones, os bonesmen, atuam de maneira a alimentar a mística e a preocupar os especuladores e propagadores das teorias de conspiração.A Skull & Bones é um bastião da elite estadunidense, reduto da tradição cultural e política da fração protestante branca e anglo-saxã (a velha identificação conhecida formalmente nos EUA como WASP - White Anglo Saxon Protestant). Sua reputação é muito mais significativa que das demais agremiações secretas que funcionam em Yale (Scroll & Key, Book & Snake, Wolf's Head, Eliahu e Berzelius), todas, contudo, seletas ordens elitistas que recrutam para os seus quadros os indivíduos mais promissores da universidade. Em termos competitivos, provavelmente, a única entidade de Yale capaz de impor uma concorrência à Skull & Bones é a Scroll & Key, e, em termos atuais, ambas possuem, respectivamente, identificações predominantes ao Partido Republicano e ao Partido Democrata, reproduzindo a polarização entre conservadores e liberais. Harvard e Princeton, que formam juntamente com Yale o grupo de elite das instituições superiores dos EUA, também possuem suas influentes ordens secretas, contudo, nenhuma delas possui tamanha atuação efetiva pelos subterrâneos e superfície da política estadunidense. Desde sua fundação, em função da alta seletividade da Skull & Bones, que recruta anualmente apenas 15 membros, cerca de 2.500 bonesmen tiveram o privilégio de ostentar tal identificação e hoje em dia há em torno de 600 deles vivos, mas em geral ocupando importantes posições. Tradicionalmente não eram admitidos na ordem membros que não preenchessem os requisitos elementares prescritos pela composição daquilo que se compreende como critérios para a identificação da classificação social elitista da facção WASP da sociedade estadunidense, mas os ventos liberais e a política da inclusão forçaram a admissão de judeus, negros e também de descendentes de estrangeiros bárbaros, afinal, já há bonesmen de ascendência chinesa. Este é um sinal de modernidade que é enriquecido pela mais recente iniciativa de admitir a afiliação de homossexuais. Mas, apesar destas concessões liberais, a Skull & Bones mantém critérios seletivos quanto ao universo de candidatos a prováveis irmãos de ordem. Um requisito inicial é a própria educação secundária, pois há preferência por candidatos egressos de tradicionais e prestigiosas High Schools que atendem exatamente a jovens abastados. Além do mais, a seleção leva em consideração a vivência aventureira do candidato. Pretendentes que já ousaram a enfrentar selvas africanas, intempéries sul-americanas, desertos e riscos eminentes no Oriente conquistam valiosos pontos nesta fase de pretensão à filiação. Os candidatos são criteriosa e severamente avaliados pelos membros sênior da ordem e submetidos a testes e entrevistas que buscam aferir as potencialidades e capacidade integrativa dos candidatos ao corolário e ideário da Skull & Bones. Especula-se que a Skull & Bones inspira-se na tradição maçônica européia (altamente influente no Brasil do Século XIX). Sua cerimônia de iniciação é marcada por uma simbologia mórbida, mas curiosa. Os iniciantes, despidos, deitam-se num caixão que é carregada pelo salão da sede da irmandade. Eles reverenciam a insígnia da ordem (um crânio sobre dois ossos cruzados acima da inscrição "322", alusiva ao ano de 322 a.C., ano em que a deusa Eulogia apareceu no céu após a morte de um orador grego. A crença diz que ela retornaria em 1832) e depois saem do ataúde mortuário como sinal de que estão marcando seu renascimento para um novo mundo iluminado, guardando, cada um, em um local específico, um osso entalhado com o nome dos novos iniciados. O ato cerimonial de iniciação é cercado por gestos e atos simbólicos que inspiram controvérsias e polêmicas - dizem que o velho Prescot Bush, pai do ex-presidente George Bush e avô do atual presidente dos EUA, George W. Bush, todos eles bonesmen, usurpou o túmulo do legendário herói indígena Jerônimo para roubar seus ossos, que teriam servido para um dos rituais da ordem secreta. Dizem mais que as controvertidas histórias sobre os rituais da ordem são também alimentadas pelos próprios integrantes do grupo para manter o mistério a respeito das atividades ritualísticas desenvolvidas na cripta da Skull & Bones no campus de Yale. Rituais à parte, o fato é que os bonesmen assumem o compromisso de seguir determinados princípios como a dedicação ao engrandecimento da nação conforme o receituário prescrito pelo treinamento ideológico prestado pela ordem. Mas eles lançam mão de certos artifícios retórico-discursivos nos quais são instruídos e hábeis para exercer suas atribuições segundo os ideais da Skull & Bones. É este o caso do emprego deliberado da discrição quase enigmática quanto a exposição de seus intentos e a ambigüidade normalmente presente nas peças retóricas expressas pelos irmãos de Yale. Mas engana-se quem imaginar que estas características retóricas são defeitos no processo de construção e apresentação dos pensamentos e atos elaborados por estes hábeis praticantes, pois os bonesmen são habituados a praticar seus métodos de discrição e ambigüidade como instrumentos de exercício do controle e domínio (fundamento que chamam de "wielding"). Aquilo que um bonesmen fala é marcado por noções subliminares que normalmente não ficam claras para um interlocutor desavisado.O processo didático da construção de um bonesmen é sutil e decisivo. Nos tempos de academia, um bom integrante da Skull & Bones precisa exercer atividades desportivas com finalidades relativas ao exercício das habilidades de liderança, pois um bonesmen é, antes de tudo, um líder. Não há de se estranhar que dois dos esportes populares nos EUA, o baseball e a sua versão de futebol inspirada no rugby inglês são experimentos desportivos engendrados por bonesmen. Em esportes coletivos o processo de aprendizagem das competências dos irmãos de Yale é bastante exercido. O bonesmen Gorge Bush pai, embora não tenha sido um habilidoso jogador de baseball, foi capitão da equipe universitária de Yale. Guiar equipes e comandar vitórias é uma habilidade comum aos esportes coletivos, mas também é uma capacidade fundamental em uma espécie mais drástica de competição: a guerra. Nos ensinamentos difundidos no processo de formação da Skull & Bones admite-se que embora as idéias tenham a capacidade de transformar verdadeiramente a história, quase sempre a guerra acaba sendo empregada para realizar este fim. A Skull & Bones difunde um código de postura, conduta e filosofia que bem representam o senso puramente WASP do segmento elitista dos EUA. Mas este código não é universal, ao contrário, é segmentado exatamente porque é elitista. Quando comparamos códigos, o que vemos na Skull & Bones é bem distinto daquilo que se percebe, por exemplo, nas normas de conduta do código samurai do Bushido japonês, que valoriza a honra entre os guerreiros contendedores e preconizou uma visão eminentemente ética e moral do mundo. O código Skull & Bones preconiza a noção de que aquilo que não representa é algo simplesmente inferior, isto é, a própria relação à excludente identificação do segmento da elite que representa (uma elite dentro da identificação WASP) por si já determina a diferença entre os dois códigos.A visão Skull & Bones na política estadunidense é de notável influência, já que muitos de seus integrantes tomaram parte da vida pública do país desde os idos dos fins do século XIX. Esta visão típica dos bonesmen sobre a condução dos EUA não é assunto que deixe de merecer ser notado, sobretudo, quando mais um de seus pares ocupa a presidência do país, após uma reeleição disputada contra um adversário que também ostenta a condição de irmão da ordem de Yale (assim como Goerge W. Bush, o democrata John Kerry também foi forjado nas fileiras da Skull & Bones). Este aspecto político ocupará a abordagem da seqüência do presente artigo, quando a relação entre a ordem Skull & Bones e a Casa Branca vier a ser discutida e especulada.

Paulo Alexandre Filho

Professor da rede pública estadual em Pernambuco

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Quem é McCain?


Eleito, pela primeira vez, para o Senado em 1986, John McCain tem mandato até 2010.
Nasceu a 29 de Agosto de 1936 na base aérea de Colo Solo na zona controlada pelos Estados Unidos do Canal do Panamá. Reside, actualmente, em Phoenix e é casado com Cindy Hensley.
O Senador do Arizona é o que de mais próximo a um herói nacional se pode encontrar no cenário político norte-americano. Filho e neto de oficiais da Marinha, foi um piloto condecorado, abatido no Vietname, passando cinco anos nas prisões comunistas do regime de Hanoi. Regressado aos Estados Unidos em Março de 1973, a sua última função na Marinha foi a de assegurar as boas relações entre esta e o Senado dos EUA. Em 1980, retira-se para o Arizona, Estado-natal da sua esposa. Em 1982, concorre para um lugar em aberto na Câmara de Representantes. Atacado como um outsider respondeu “The longest place I ever lived in was Hanoi”. Venceu e, em 1986 concorreu ao Senado, vencendo facilmente.
Nos seus primeiros anos no Senado, McCain manteve-se discreto. O seu primeiro assunto foi o que se pode considerar a sua especialidade: o Vietname. Com o democrata John Kerry incentivou a criação de um comité para investigar eventuais prisioneiros de guerra que continuassem detidos no Vietname. Não encontraram provas. Incentivou, também com o democrata Kerry, o restabelecimento de relações diplomáticas com Hanoi e o fim do embargo comercial. No Comité de Serviços Armados insistiu num aumento da despesa com a defesa e defendeu que todas as intervenções militares deviam ser destinadas a obter a vitória. Criticou a administração Clinton por não usar toda a força necessária na questão do Kosovo.
O outro comité onde John McCain se empenhou foi o Comércio. O seu impulso levou-o a optar por soluções que conduzissem à desregulação. Defende que os membros do Congresso, tal como os militares, devem servir apenas o interesse nacional. Não aprecia o que considera gastos que se destinam exclusivamente a ganhar votos, desta forma tentou impedir iniciativas que fossem nessa direcção.
O assunto com que mais se identifica prende-se com o regulamento do financiamento às campanhas. Viu-se incluído num escândalo em que ficou conhecido como um dos cinco senadores Keating, investigado por se encontrar com lobbyists da Charles Keating’s Arizona savings and loan. Mais tarde, foi absolvido, chegando-se à conclusão de que o seu nome apenas tinha sido usado para tornar o escândalo bipartidário. Fruto deste envolvimento, começou a desenvolver trabalho com o Democrata Russ Feingold. Em 1998, apresentaram uma série de propostas no sentido de limitar as contribuições aos partidos. Foi rejeitado. Em Setembro de 1999, McCain e Feingold tentaram de novo, mas sem sucesso. Não obstante, McCain não deixou de continuar a considerar que o sistema era propenso à corrupção.
O seu trabalho na tentativa do sistema de financiamento e as credenciais do Vietname providenciaram justas aspirações à sua corrida pela nomeação republicana em 2000. Evitou a exposição mediática no Iowa e apostou tudo em New Hampshire, utilizando o já famoso “Straight Talk Express” sob o lema “I’ll never tell you a lie”, apostou nos temas concernentes às questões de defesa e política externa. No entanto, não obteve muitos apoios. Apenas os Senadores Jon Kyl, Chuck Hagel, Fred Thompson e Mike DeWine demonstraram o seu apoio. Venceu as primárias de New Hampshire por uns impressionantes 49% - 31%.
Seguidamente, a campanha tornou-se mais dura e subiu de tom. Começou a ser atacado por grande parte dos republicanos. As suas aspirações para a reforma do financiamento eleitoral e o facto de ser contra os cortes nos impostos propostos na campanha por Bush por serem benéficos apenas para os “ricos” levou-o a ganhar apoios nos independentes mas a perder a base de apoio republicana que era, na essência, o que estava em jogo. Os ataques aos religiosos fervorosos, ainda que sarcásticos, também em nada ajudaram. Perdeu a eleição na Carolina do Sul. Sendo-lhe favoráveis os Estados do Arizona e Michigan. Na Super Terça-Feira, perdeu os decisivos Estados: Nova Iorque, Ohio e Califórnia. Desistiu da sua campanha a 9 de Março. Rejeitou a vice-presidência ou ter qualquer lugar na administração Bush.
A derrota na corrida para a nomeação presidencial deu-lhe força para ainda mais iniciativas legislativas. A sua prioridade foi a reforma do financiamento das campanhas. Para obter os apoios dos congressistas, começou por apoiá-los nas suas próprias campanhas. Com os apoios de individualidades como Fred Thompson, McCain e Feingold conseguiram fazer passar a sua legislação, apesar de esta sofrer algumas emendas. De realçar ainda, foi o conflito que manteve com a administração Bush, por esta não querer indicar o Democrata Tom Daschle para um lugar na Federal Election Comission.
Após alinhar com os Democratas em vários projectos de lei, chegou a ser apontado por jornais como o The Washington Monthly e o The New Republic, como um forte candidato à nomeação presidencial do Partido Democrata. Rejeitou tudo, e acabou por alinhar com George W. Bush e a maioria dos Republicanos em várias propostas.
Apoiou decisivamente os esforços de Bush na guerra ao terrorismo depois do 11 de Setembro; e, em Dezembro de 2001, foi um dos dez membros do Congresso a afirmar que o Iraque deveria ser o próximo alvo. Chamou a atenção para a prioridade que se deveria dar à segurança aérea. Pediu a criação de uma comissão para investigar as falhas no sistema de informação antes do 11 de Setembro.
Em 2002, McCain voltou a ser nomeado presidente do comité de Comércio. Juntamente com Joseph Lieberman, seu apoiante nesta campanha presidencial, começou a trabalhar um projecto de lei para reduzir as emissões de dióxido de carbono. Continuou a intentar iniciativas legislativas no sentido de alargar o exército e as tropas estacionadas no Iraque. Em Dezembro de 2004, retirou a confiança ao Secretário da Defesa Rumsfeld. Opôs-se à emenda constitucional que tencionava banir o casamento entre indivíduos do mesmo sexo.
Na campanha presidencial de 2004, após a nomeação do candidato democrata John Kerry, começaram a surgir boatos no sentido de sugerir de que John McCain concorreria como vice-presidente ao lado de Kerry. Depressa McCain rejeitou os boatos. Desta forma, em Junho de 2004, McCain apareceu ao lado de Bush a prestar-lhe o seu endorsement com o seguinte comentário sobre o agora cessante presidente: “He has been tested and has risen to the most important challenge of our time, and I salute him.“
Sobre a imigração McCain diz que o reforço das fronteiras não funcionará sozinho, opondo-se ao corte dos benefícios sociais para imigrantes ilegais, argumentando que iria atrasar uma solução. John McCain trabalhou ainda com Bush nas suas reformas na Segurança Social e mudanças nos impostos.
O Senador do Arizona tem óbvias vantagens como candidato presidencial republicano mas, no entanto, também algumas limitações. Em vários assuntos, alinha com a base conservadora do Partido Republicano, mas não gosta de os enfatizar; o seu apelo aos independentes e democratas é maior do que o de Bush e a sua popularidade na imprensa é muito maior. Mas isto pode mudar, assim que McCain alcance a nomeação. A sua idade avançada, por exemplo, não joga a seu favor, sendo que ele é apenas um ano mais novo do que Reagan quando venceu a sua segunda eleição presidencial. Mas, para rebater este argumento, McCain costuma aparecer em vários eventos com a sua mãe, Roberta McCain, de 96 anos de idade.


Direto do Observatório do Instituto Transatlântico Democrático sobre as eleições Presidenciais Norte-Americanas de 2008

Obama, um inventor de si mesmo


Seus pais e avós fugiram de qualquer identidade cultural. Então o candidato democrata teve de criar a sua própria
Em março, quando os primeiros sermões raivosos do homem que foi seu pastor por tantos anos começaram a aparecer na televisão, Barack Obama se pôs perante as câmeras para fazer aquele que é hoje considerado o discurso mais importante desta campanha. O discurso sobre raça foi proferido com veemência e elegância durante quase 40 minutos. Obama é o candidato dos discursos, das palavras bem colocadas, entonação perfeita e carisma ímpar. Conseguiu transformar um discurso político de 40 minutos no campeão de audiência do YouTube por uma semana.Para alguns analistas, aí está a marca do demagogo: palavras bonitas que conquistam o eleitorado pelo coração. Mas quem presta atenção nas palavras percebe que o estilo não é o de falar aquilo que o público quer ouvir. “Quando brancos sabem que um afro-americano conseguiu uma vaga na universidade por causa de uma injustiça cometida em gerações passadas, quando brancos são acusados de racismo por conta de seus medos concretos da criminalidade urbana, é natural que surja ressentimento”, disse a seus eleitores negros naquele discurso. Para falar das feridas criadas pela questão racial nos EUA, não desculpou ninguém. Esse tipo de desafio a quem o ouve é comum em Obama.Para um grupo de exilados cubanos em Miami, no último dia 23, Obama relatou que planejava reativar os canais de diplomacia com o governo de Raúl Castro, cogitando até o fim do embargo em troca da liberação de prisioneiros políticos. “Sei que não é o que vocês querem ouvir.” A um grupo de plantadores de milho no interior de seu Estado, disse que como senador poderia até lutar pelo subsídio que os protege, mas isso não adiantaria por muito tempo. “O problema é que o etanol brasileiro é muito mais barato que o nosso”, explicou. “Vocês terão que encontrar opções mais eficientes.”No mundo que Barack Obama vê e descreve há desafios para todos. Essa sua visão nasce de sua história pessoal - uma história que começa com fugas.Seu avô paterno foi criado no interior do Quênia durante o Império Britânico. Viveu entre a estrutura tribal de sua pequena comunidade e o desejo de ser ocidental, descreve Obama em seu primeiro livro, A Origem dos meus Sonhos. Abandonou as roupas coloridas da tradição e vestiu a dos europeus. Serviu como cozinheiro em um navio da Marinha britânica durante a 2ª Guerra. Seu filho Barack Hussein Obama Sr, pai do candidato, foi mais longe: descobriu-se ateu, abandonou o islamismo de seu clã e mudou-se para o Havaí, onde conheceu uma moça branca com quem casou. Formou-se em economia por Harvard. Divorciou-se. De volta a seu país, serviu na alta hierarquia do governo sem jamais conseguir modernizar a estrutura social do Quênia como queria. Alcoólatra, sofreu de problemas de circulação que lhe custaram uma das pernas antes de sua morte prematura, em 1982, aos 46 anos.Também o avô materno de Obama buscava algum tipo de transformação íntima. Natural do Kansas, seguiu o sonho americano de uma nova vida em direção ao Oeste. Veterano da 2ª Guerra, pingou de emprego em emprego com mulher e filha, primeiro no Texas, depois Califórnia, Estado de Washington e, finalmente, Havaí. Sua filha, Ann Dunham, manteve essa busca por uma reinvenção pessoal. O primeiro marido foi um queniano, pai de Obama, que a abandonou. O segundo era da Indonésia, para onde Ann se mudou com o filho Barack muito menino. Separada novamente, Ann morreu de câncer, aos 52 anos.Criança, Obama viveu com a mãe na Indonésia, estudando numa escola internacional católica, depois numa islâmica. Ann não ligava para religião. Mas aí, com 13 anos, Obama quis estabilidade: adolescente, foi morar com os avós no Havaí. Para os colegas americanos, era, como se descreveria anos depois, “um menino magrelo com o nome engraçado”. Em seu livro, descreveu um envolvimento autodestrutivo com drogas - maconha, depois cocaína. À imprensa, os amigos do tempo disseram que Obama fumou, cheirou, mas não foi nada sério. Bom aluno, ganhou uma bolsa para a Universidade Colúmbia, em Nova York, onde estudou ciência política e relações internacionais. E, quando foi procurar emprego, escolheu um de assistente social em Chicago, no lado sul da cidade, conhecido pela influente comunidade negra.Aos 22 anos, Barack Hussein Obama sentia-se um fruto de famílias em fuga que rejeitavam o passado. A seus olhos, nem os pais nem os avós foram felizes. E lá estava ele, um rapaz negro criado por brancos, chegando a um lugar novo. De volta ao Meio Oeste que seu avô abandonara, ele buscaria uma raiz, uma tradição. E duas pessoas o apresentaram a ela.O primeiro foi Jeremiah Wright, pastor da Trinity United Church of Christ. Wright o ensinou sobre ser negro nos EUA, ofereceu uma base religiosa, apresentou Obama à comunidade e o influenciou na maneira de falar em público. A segunda pessoa foi sua mulher, Michelle. Com ela e os sogros, ele conheceu a vida de uma típica família estável da classe média negra. Já era este seu mundo quando se formou em direito, em 91, pela Universidade Harvard, considerada a melhor do mundo.Quando, anos mais tarde, condenou a Guerra do Iraque, ele argumentaria com base nas conclusões que tirou da vida. Seus pais tentaram se reinventar abandonando as tradições e, no processo, perderam a própria identidade. A tradição é o que dá liga à sociedade. Perante a mudança, a tradição sempre resiste. Mudança, na história, vem a passos lentos. Para ele, há ingenuidade no ideal do sonho americano de que idéias, por si, causam grandes mudanças. Idéias não bastam. Barack Obama, como o descreveu Larissa MacFarquhar num perfil para a revista The New Yorker, “é profundamente conservador”. Democracia não seria simplesmente imposta num país onde ela jamais existira.Obama é conservador na maneira de ver o mundo e a sociedade, mas um político que segue fielmente a tradição social da esquerda americana. Eleito em 1996 para o Senado Estadual de Illinois, propôs 233 leis sobre saúde pública (incluindo a tentativa de implantar um sistema universal, que foi rejeitado), 125 dedicando recursos para assistência social e 112 tratando de criminalidade, como programas de reintegração à sociedade, o alívio de penas para certos crimes e maior controle na venda de armas. Nas 823 leis que apresentou, mais da metade se inclui nesses três grupos.No Senado dos EUA, onde atua desde 2005, se mostrou protecionista - vem de um Estado agrícola - e favorável a facilitar a vida dos imigrantes, mesmo os ilegais. É a favor do aborto, mas não rejeita de todo a pena de morte, que considera justa para os casos mais brutais, que choquem a sociedade. Votou a favor de planos de educação sexual e distribuição de contraceptivos para adolescentes, quer um projeto agressivo para cortar a emissão de carbono e deseja retirar as forças americanas do Iraque para investir na luta contra a Al-Qaeda no Afeganistão e Paquistão.A campanha presidencial apenas começou. Não foi sem dor que ele renegou seu pastor, quase uma figura paterna, há um mês. Seu adversário republicano, John McCain, o atacará em sua disposição de negociar com ditadores, explorará sua pouca experiência em política exterior e tentará mostrar que, hábil com as palavras, Obama seduz sem substância. Também deve apresentá-lo como um radical da política negra. A proximidade com o pastor Wright torna a insinuação crível. A amizade com o casal Bernardine Dohrn e William Ayers, terroristas de esquerda nos anos 60, reforça a tese. Não bastasse, ainda há o fantasma de Tony Rezko, um de seus primeiros financiadores políticos, condenado em maio por corrupção.A campanha presidencial de Obama é conduzida por um ex-repórter da editoria de política do jornal The Chicago Tribune, David Axelrod. Ele pretende driblar a discussão contando e recontando a história pessoal do candidato. Ao New York Times, explicou que “a história de Barack é a personificação de sua mensagem para o país, a de que com tenacidade podemos vencer as barreiras que nos dividem”. A candidatura, segundo Axelrod, é essencialmente uma aposta de que, mesmo lentamente, a história caminha para a frente e os EUA são, sim, capazes de eleger um presidente negro.É só com sutileza que Obama trará a questão racial para a campanha. Tão logo ficou claro que seria o candidato, McCain o convidou para uma série de debates informais, ao vivo, perante grupos de eleitores em todo o país, como haviam combinado de fazer, em 1963, John Kennedy e Barry Goldwater. Obama disse que gostou da idéia, mas sugeriu que seguissem o modelo estabelecido, antes da Guerra Civil, por Abraham Lincoln e Stephen Douglas. Na verdade, são modelos iguais. Mas Lincoln foi o libertador dos escravos nos EUA. E um político de Illinois. Obama sublinha a idéia de ser sucessor natural do velho presidente.

Pedro Doria (O Estado de São Paulo)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

RESULTADO FINAL DAS ELEIÇÕES EM FORTALEZA


PREFEITO

LUIZIANNE LINS PT - PT / PSB / PC do B / PMDB / PV / PHS / PMN / PSL / PTN / PRB / PT do B / PSDC 593.778 50,16

MORONI DEM - DEM / PP 295.921 25,00

PATRICIA PDT - PTB / PSDB / PDT 183.136 15,47

RENATO ROSENO PSOL - PSOL / PSTU 67.080 5,67

PASTOR NETO PSC - PSC 22.874 1,93

AGUIAR JR. PTC - PTC 8.232 0,70

SERGIO BRAGA PPS - PPS 6.235 0,53

ADAHIL BARRETO PR - PR 4.828 0,41

CARLINHOS PCB - PCB 1.636 0,14

VEREADOR

*JOÃO ALFREDO PSOL - PSOL / PSTU 14.917 1,24

*WALTER CAVALCANTE PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 11.759 0,98

*JOSÉ DO CARMO PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 11.662 0,97

*GUILHERME PT - PMDB / PT 11.282 0,94

*VITOR VALIM PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 10.996 0,92

*DR. ELPIDIO PSB - PSB 10.520 0,88

*ELIANE NOVAIS PSB - PSB 10.308 0,86

*LEDA MOREIRA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 10.029 0,83

*MÁRIO HÉLIO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 9.843 0,82

*DRA. MAGALY PMDB - PMDB / PT 9.813 0,82

*GELSON FERRAZ PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 9.584 0,80

*ROBERTO MESQUITA PV - PV 9.223 0,77

*LUCIRAM GIRÃO PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 9.198 0,77

*ACRISIO SENA PT - PMDB / PT 9.147 0,76

*RONIVALDO MAIA PT - PMDB / PT 8.818 0,73

*CASIMIRO NETO PP - DEM / PP 8.766 0,73

*PAULO GOMES PMDB - PMDB / PT 8.154 0,68

*DR. GLAUBER PPS - PPS 8.102 0,67

*IRAGUASSÚ TEIXEIRA PDT - PDT / PSDB 8.013 0,67

*CARLOS MESQUITA PMDB - PMDB / PT 8.011 0,67

*ADELMO MARTINS PR - PR / PRTB 7.573 0,63

*SALMITO PT - PMDB / PT 7.534 0,63

*MARCUS TEIXEIRA PMDB - PMDB / PT 7.389 0,62

*MAIRTON FÉLIX DEM - DEM / PP 7.252 0,60

*PLÁCIDO PDT - PDT / PSDB 6.827 0,57

*CARLINHOS SIDOU PV - PV 6.675 0,56

*JOAQUIM ROCHA PV - PV 6.528 0,54

*DR. JOAO BATISTA PRTB - PR / PRTB 6.524 0,54

*PASTOR CARLOS DUTRA PSDB - PDT / PSDB 6.478 0,54

*ELIANA GOMES PC do B - PC do B 6.181 0,51

*LEONELZINHO PT do B - PT do B 6.176 0,51

*ALIPIO RODRIGUES PTN - PTN 6.064 0,50

*MARCELO MENDES PTC - PTC 5.172 0,43

*ADAIL JUNIOR PRP - PSC / PRP 4.991 0,42

*DR. CIRO PTC - PTC 4.770 0,40

*ANTONIO HENRIQUE PTN - PTN 4.702 0,39

*PAULO FACÓ PT do B - PT do B 4.657 0,39

*MACHADINHO DEM - DEM / PP 4.474 0,37

*JOSE FREIRE PTN - PTN 4.321 0,36

*IRMÃO LEO PRP - PSC / PRP 3.434 0,29

*VALDECK PTB - PTB 3.419 0,28

MARTINS NOGUEIRA PSB - PSB 8.372 0,70

MARCÍLIO GOMES PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 8.205 0,68

TOMAZ HOLANDA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 7.976 0,66

JORGE VIEIRA - JORGINHO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 7.890 0,66

DIDI MANGUEIRA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 7.712 0,64

CACÁ PPS - PPS 7.586 0,63

PROFESSOR HELDER COUTO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 7.357 0,61

DEODATO RAMALHO PT - PMDB / PT 6.626 0,55

CAMBRAIA PMDB - PMDB / PT 6.271 0,52

NILSON FAGATA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 6.205 0,52

FÁTIMA LEITE PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 6.115 0,51

DR. ERON PV - PV 6.072 0,51

IDALMIR FEITOSA PSDB - PDT / PSDB 6.036 0,50

PAULO MINDELLO PSB - PSB 6.021 0,50

ZÉ MARIA PONTES PT - PMDB / PT 5.930 0,49

LUIZ ARRUDA PV - PV 5.797 0,48

MAURÍLIO ASSÊNCIO PMDB - PMDB / PT 5.701 0,47

CARLINHOS SANTANA PV - PV 5.658 0,47

ROGERIO PINHEIRO PSB - PSB 5.563 0,46

PROF. ELOI PSB - PSB 5.554 0,46

ADDLER PINHEIRO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 5.490 0,46

AGEU COSTA PSDB - PDT / PSDB 5.383 0,45

ALMIR PSB - PSB 5.372 0,45

TEREZINHA DE JESUS PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 5.333 0,44

ZIER PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 5.327 0,44

ALVES / FRANCISCO ALVES PRTB - PR / PRTB 5.292 0,44

MARCIO LOPES PDT - PDT / PSDB 5.072 0,42

DR. KAKÁ PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 5.026 0,42

DR. VICENTE PT - PMDB / PT 5.023 0,42

ELSON DAMASCENO PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 4.988 0,42

ELPIDIO LUIZ PV - PV 4.914 0,41

ROBERTO RIOS PSB - PSB 4.857 0,40

PROFESSOR EVALDO PC do B - PC do B 4.809 0,40

TOINHA ROCHA PSOL - PSOL / PSTU 4.637 0,39

ALRI NOGUEIRA PSDB - PDT / PSDB 4.508 0,38

GERMANA SOARES PV - PV 4.341 0,36

AUDIZIO OLIVEIRA PTN - PTN 4.137 0,34

MARIANO FREITAS PC do B - PC do B 3.960 0,33

LAERTE PINHEIRO PV - PV 3.841 0,32

JOVANIL PT - PMDB / PT 3.728 0,31

JOÃO RICARDO PC do B - PC do B 3.658 0,30

MOACIR TAVARES PT - PMDB / PT 3.655 0,30

CORONEL DELADIER FEITOSA PMDB - PMDB / PT 3.641 0,30

WELLINGTON SABOIA PTN - PTN 3.503 0,29

FÁBIO RUBENS PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 3.481 0,29

PROF. GERONCIO COELHO PT do B - PT do B 3.456 0,29

JAIME CAVALCANTE PP - DEM / PP 3.428 0,29

AMELIA PTN - PTN 3.402 0,28

JADAS REIS PTN - PTN 3.385 0,28

DR. EDIM PTC - PTC 3.327 0,28

JONH MONTEIRO PT do B - PT do B 3.277 0,27

ÁTILA BEZERRA PTC - PTC 3.276 0,27

DR PONTES FILHO PSDC - PSDC 3.257 0,27

MAURICIO BEZERRA PTC - PTC 3.043 0,25

JOÃO DA CRUZ PV - PV 3.030 0,25

IBERNON MONTEIRO PRP - PSC / PRP 2.991 0,25

LUCIMAR VIEIRA PRP - PSC / PRP 2.960 0,25

SÉRGIO HOLANDA PTC - PTC 2.931 0,24

SALDANHA PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 2.863 0,24

GILVAN PTN - PTN 2.845 0,24

DRA. VERÔNICA PP - DEM / PP 2.771 0,23

DR. ORIÁ / ORIÁ PDT - PDT / PSDB 2.767 0,23

JAMES ALVES PT - PMDB / PT 2.712 0,23

DR. ADRIANO VERAS PRTB - PR / PRTB 2.711 0,23

FERNANDO FERRER PDT - PDT / PSDB 2.690 0,22

MANINHO PALHANO PTN - PTN 2.675 0,22

CORONEL BESSA PSDB - PDT / PSDB 2.623 0,22

MICHELLE MEIRA PT - PMDB / PT 2.609 0,22

ZÓZIMO PV - PV 2.607 0,22

CAPITÃO AMILTON GOMES PT do B - PT do B 2.594 0,22

CHICO PERNAMBUCO PT - PMDB / PT 2.587 0,22

HEITOR HOLANDA PRP - PSC / PRP 2.585 0,22

WILLAME CORREIA PTB - PTB 2.561 0,21

CORONEL GILVANDRO PTC - PTC 2.555 0,21

MURILO MARQUES PV - PV 2.461 0,20

ZE MARIA CASTRO PT - PMDB / PT 2.446 0,20

MARCOS AURÉLIO PT do B - PT do B 2.433 0,20

TADEU FONTES PRP - PSC / PRP 2.405 0,20

DR MAURO ESCORCIO PTN - PTN 2.396 0,20

EDIMIR MARTINS PTC - PTC 2.390 0,20

NARCILIO ANDRADE PPS - PPS 2.390 0,20

MARCOS SARAIVA OU MARCÃO PT - PMDB / PT 2.388 0,20

BOM BIBI PTN - PTN 2.370 0,20

WALBER FÉ E FORÇA PTN - PTN 2.368 0,20

SAMUEL BRAGA PT do B - PT do B 2.351 0,20

DUMMAR PTC - PTC 2.343 0,20

NELBA FORTALEZA PTB - PTB 2.282 0,19

PASTOR ROBERTO PT do B - PT do B 2.273 0,19

ALBERTO QUEIROZ PR - PR / PRTB 2.263 0,19

JOSENIAS PC do B - PC do B 2.260 0,19

BENEDITO ARAGAO - ARAGAO PTN - PTN 2.220 0,18

ALBERTO MAGNO PTN - PTN 2.175 0,18

VITOR DA FARMÁCIA PTC - PTC 2.163 0,18

BENEDITO BIZERRIL PC do B - PC do B 2.158 0,18

CHIQUINHO FEITOSA PT do B - PT do B 2.154 0,18

CRISTHINA BRASIL PT do B - PT do B 2.147 0,18

RONDINELLE PT do B - PT do B 2.141 0,18

ZÉLIO PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 2.108 0,18

CILENE PRP - PSC / PRP 2.104 0,18

BOZOKA PTC - PTC 2.062 0,17

ALAN TERCEIRO PT do B - PT do B 2.056 0,17

DR. MARIGÉSIO PT do B - PT do B 2.027 0,17

LUIZA BENTO PTC - PTC 2.024 0,17

ROSA FROTA PTC - PTC 2.013 0,17

VICENTE LUIZ PTC - PTC 2.012 0,17

DARCY LIRA PT do B - PT do B 1.996 0,17

CABO NÊM PTC - PTC 1.990 0,17

DR. JOAO GONÇALVES PTN - PTN 1.963 0,16

EULÓGIO NETO PT do B - PT do B 1.957 0,16

JOAO ANASTACIO PSC - PSC / PRP 1.957 0,16

MENEZES DE JESUS PRTB - PR / PRTB 1.956 0,16

SILVESTRE DO LICEU PT do B - PT do B 1.955 0,16

DR. ICARO METON PT do B - PT do B 1.945 0,16

FRED PTC - PTC 1.940 0,16

QUEIROZ MÓVEIS PTC - PTC 1.925 0,16

STANLEY LIMA PV - PV 1.898 0,16

RODRIGUES DO INSS PTC - PTC 1.868 0,16

PROFESSOR WELLINGTON SOARES PTC - PTC 1.845 0,15

FERNANDO FF PTB - PTB 1.824 0,15

MARILIA PRTB - PR / PRTB 1.824 0,15

FATIMA MELO PTN - PTN 1.808 0,15

HENRIQUE PAIS PT - PMDB / PT 1.803 0,15

DAVID BRASILINO PDT - PDT / PSDB 1.785 0,15

LUIZINHO PTN - PTN 1.764 0,15

RENATA MORAIS PC do B - PC do B 1.755 0,15

TOTÓ PSDB - PDT / PSDB 1.739 0,14

IVANIZA PT - PMDB / PT 1.717 0,14

ANA DO ARACAPE PRTB - PR / PRTB 1.710 0,14

LUIZ SÉRGIO PP - DEM / PP 1.707 0,14

ALCYVANIA PT do B - PT do B 1.684 0,14

DR. LIANDRO PRP - PSC / PRP 1.639 0,14

MAJOR DULCILDO PTB - PTB 1.618 0,13

MOZART PPS - PPS 1.618 0,13

TIÊTA PTB - PTB 1.615 0,13

RÔMULO DO TERÇO PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 1.594 0,13

PROF. IVÁ PTC - PTC 1.569 0,13

DIDI MARAVILHA DEM - DEM / PP 1.560 0,13

ZÉ OLAVO PT do B - PT do B 1.549 0,13

PEDRO NUNES PRP - PSC / PRP 1.535 0,13

DR. CAMURÇA PRP - PSC / PRP 1.509 0,13

EMILIANO PONTE PRTB - PR / PRTB 1.507 0,13

MOREIRA LEITAO PRP - PSC / PRP 1.500 0,12

PATRICIA CABRAL PT - PMDB / PT 1.500 0,12

JOÃO BATISTA PV - PV 1.493 0,12

LUCIANO MUNIZ PSOL - PSOL / PSTU 1.481 0,12

MANUEL CARLOS PSB - PSB 1.480 0,12

RAIMUNDINHO PC do B - PC do B 1.477 0,12

FÁBIO GALVÃO PT - PMDB / PT 1.472 0,12

EDMAR ANDRADE PRTB - PR / PRTB 1.459 0,12

DAVI PT - PMDB / PT 1.458 0,12

BENJAMIM BEZERRA PRP - PSC / PRP 1.443 0,12

PROFESSOR CÍCERO CALOU PT - PMDB / PT 1.441 0,12

PROFESSOR RIBEIRO JUNIOR PSB - PSB 1.411 0,12

TIA VALESCA PTC - PTC 1.410 0,12

PROFESSOR TENORIO PSB - PSB 1.399 0,12

MARCOS SOUSA PT - PMDB / PT 1.396 0,12

CLESON PTN - PTN 1.393 0,12

PROFESSOR PAULO LIRA PT do B - PT do B 1.390 0,12

MARILENA LIMA PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 1.383 0,12

AMELIA CABO PT - PMDB / PT 1.381 0,11

FERNANDÃO PSDC - PSDC 1.378 0,11

HERLITO PSB - PSB 1.369 0,11

OSCAR BRITO PR - PR / PRTB 1.368 0,11

DOMINGOS TIMBO PV - PV 1.363 0,11

JOÃO OLIVEIRA PT do B - PT do B 1.354 0,11

GONZAGA PRTB - PR / PRTB 1.333 0,11

MARTINHA PC do B - PC do B 1.327 0,11

NÊGA PTB - PTB 1.322 0,11

ALVARO VIEIRA PSDC - PSDC 1.316 0,11

DELEON PRP - PSC / PRP 1.276 0,11

PROFESSOR ADROALDO PRP - PSC / PRP 1.272 0,11

PROFESSOR VALDECI PRTB - PR / PRTB 1.265 0,11

NUBIA FERNANDES PV - PV 1.262 0,11

ISIDORIO NOBRE PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 1.254 0,10

AECIO PERALTA PPS - PPS 1.235 0,10

EUDES CURIÓ PT do B - PT do B 1.230 0,10

LOURENÇO PPS - PPS 1.229 0,10

DALTRO VERAS PDT - PDT / PSDB 1.220 0,10

PROFESSOR BENÉ PT - PMDB / PT 1.217 0,10

BATISTA DA GENTE PR - PR / PRTB 1.211 0,10

ZE PAZ (PAIZINHO) PSB - PSB 1.200 0,10

VALERIA MENDONÇA PT - PMDB / PT 1.188 0,10

LUCIA MARINHO PTN - PTN 1.184 0,10

FABIO TIMBÓ PSB - PSB 1.180 0,10

ADRIELY FATAL PTB - PTB 1.165 0,10

HELÔ SALLES PSOL - PSOL / PSTU 1.152 0,10

NEREIDE ALVES PTN - PTN 1.146 0,10

FERNANDO ARRAIS PV - PV 1.143 0,10

SONIA GUERRA PT - PMDB / PT 1.134 0,09

ENG. AIRTON CARDOSO PRP - PSC / PRP 1.131 0,09

PASTOR MILTON CARDOSO PT do B - PT do B 1.127 0,09

FERNANDO CHAVES PT - PMDB / PT 1.116 0,09

BEATRIZ DEM - DEM / PP 1.093 0,09

CAPITÃO ROBERTO PV - PV 1.085 0,09

PROFESSOR SÁVIO BARROS PTB - PTB 1.084 0,09

JANDER ROCHA PTB - PTB 1.071 0,09

RIBAMAR MARANHENSE PC do B - PC do B 1.070 0,09

CARLINHOS DO COMBATE A DENGUE PTB - PTB 1.067 0,09

JAIRO GIRÃO PR - PR / PRTB 1.063 0,09

LOURIVAL CAVALCANTE PPS - PPS 1.058 0,09

NILMARA BARROSO PT do B - PT do B 1.047 0,09

LÚCIA BAIMA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 1.045 0,09

JOAQUIM CARVALHO PPS - PPS 1.033 0,09

VENERANDA PDT - PDT / PSDB 1.031 0,09

ALOISIO LUZ PDT - PDT / PSDB 1.029 0,09

PROFESSOR HOLANDA PSDC - PSDC 1.027 0,09

MARANHAO PTN - PTN 1.018 0,08

EVERARDO BEZERRA PTC - PTC 1.012 0,08

ALEX ALVES PRP - PSC / PRP 1.007 0,08

ALUILSON MELO PR - PR / PRTB 1.007 0,08

P QUEIROZ PR - PR / PRTB 1.002 0,08

PAULO ASSUNÇAO PT - PMDB / PT 998 0,08

RAIMUNDO LEITÃO PT do B - PT do B 997 0,08

NEURIDES PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 985 0,08

MARCUS FERNANDES PTC - PTC 984 0,08

LUCIANO SIMPLICIO PC do B - PC do B 982 0,08

TED PDT - PDT / PSDB 982 0,08

MOACIR QUINTELA PCB - PCB 965 0,08

ELIZEU RODRIGUES PC do B - PC do B 958 0,08

LOURDINHA OU LIDUINA PT - PMDB / PT 958 0,08

MARIA ANDRADE PSB - PSB 955 0,08

AZEVEDO PROF. DA PAZ PT do B - PT do B 954 0,08

EUGÊNIO BASTOS PTC - PTC 954 0,08

NETO DIAS DEM - DEM / PP 943 0,08

WILDER BRITO PTC - PTC 940 0,08

ARQUIMEDES PTC - PTC 924 0,08

SALIM PINHEIRO PRTB - PR / PRTB 921 0,08

MARCELINO VIANA PRTB - PR / PRTB 919 0,08

MAX KLEYBER PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 907 0,08

SEBASTIAO COSTA PT - PMDB / PT 906 0,08

CARRI COSTA PT - PMDB / PT 901 0,08

MARCOS MORENO PTB - PTB 893 0,07

SÁVIO PEZÃO OU PEZÃO PDT - PDT / PSDB 892 0,07

SEU TARCISIO PDT - PDT / PSDB 892 0,07

PROFESSOR OTO PC do B - PC do B 891 0,07

PRAXEDES PV - PV 884 0,07

EDMAR MARTINS PV - PV 881 0,07

PEIXOTO PR - PR / PRTB 869 0,07

PRETO RAP PC do B - PC do B 868 0,07

ROBERTO TINTAO PTN - PTN 861 0,07

PAULO AMORIM PP - DEM / PP 848 0,07

JULIO CALS PV - PV 847 0,07

JORGE RIBEIRO PRP - PSC / PRP 844 0,07

VERA LUCIA PTN - PTN 832 0,07

RITINHA BACANA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 827 0,07

SUB TENENTE BM AGUIAR PRTB - PR / PRTB 825 0,07

ROBSON MONTEIRO PSOL - PSOL / PSTU 824 0,07

CHICO LEMOS PTB - PTB 815 0,07

BEJAMIM PRTB - PR / PRTB 814 0,07

ORLANDO JÚNIOR PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 812 0,07

VALDECY NUNES PRP - PSC / PRP 805 0,07

DR. MAURICIO BEZERRA PTN - PTN 803 0,07

FÁTIMA QUEIROZ PTC - PTC 802 0,07

VANDA DO CÉSAR CALS PTC - PTC 792 0,07

SEVERO,PROFESSOR CANECO PTB - PTB 787 0,07

WALNEY PTB - PTB 786 0,07

LIKO PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 776 0,06

ABELARDO PIRES PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 768 0,06

GOMES VASCONSELOS PRP - PSC / PRP 762 0,06

PROF. PAULÃO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 756 0,06

NAIR FERNANDES - NAIR PDT - PDT / PSDB 752 0,06

GERSON SILVA PTN - PTN 746 0,06

ASSIS LEAL PT do B - PT do B 741 0,06

MARIO MAIA PRTB - PR / PRTB 739 0,06

JUAREZ LIMA PC do B - PC do B 732 0,06

PROF. SERJÃO PT do B - PT do B 731 0,06

DRA. ALZIRA PDT - PDT / PSDB 727 0,06

ALEX OSTERNO PDT - PDT / PSDB 724 0,06

EDVALDO ARAÚJO PTC - PTC 723 0,06

CLAUDIA DIAS PP - DEM / PP 721 0,06

ELIAS PAZ PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 716 0,06

LUIZ FURTADO PT do B - PT do B 714 0,06

PEDRO NETO PTN - PTN 710 0,06

FLÁVIO FÉLIX DEM - DEM / PP 703 0,06

FRANCISCO GAMA PDT - PDT / PSDB 699 0,06

MAJOR EDMILSON FERNANDES PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 699 0,06

JOSÉ DE DEUS DEM - DEM / PP 698 0,06

ERIBELDO SILVA PTN - PTN 695 0,06

REGINALDO GOL PCB - PCB 695 0,06

ALDENOR HOLANDA PTN - PTN 693 0,06

FÁTIMA VILANOVA PDT - PDT / PSDB 689 0,06

MAJOR RIBAMAR PR - PR / PRTB 673 0,06

MANINHO PP - DEM / PP 673 0,06

MARCELO PEDROSA PDT - PDT / PSDB 673 0,06

SIMPLÍCIO PT do B - PT do B 665 0,06

MAURICIO ALVES PC do B - PC do B 664 0,06

CARLOS COLARES PR - PR / PRTB 661 0,06

AFRÂNIO MARQUES PTC - PTC 658 0,05

JOAQUIM FILHO PMDB - PMDB / PT 658 0,05

TELMO NUNES PT - PMDB / PT 658 0,05

DRA. SONIA CAVALCANTE PRP - PSC / PRP 655 0,05

SUB WILLIAM PRP - PSC / PRP 654 0,05

GOTARDO PSDB - PDT / PSDB 653 0,05

JERÔNIMO JJ PV - PV 652 0,05

CESINHA PR - PR / PRTB 651 0,05

ROGÉRIO GOMES PTB - PTB 646 0,05

FÁTIMA COSTA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 644 0,05

ESTRELA PTB - PTB 643 0,05

PROFESSOR ADRIANO PSOL - PSOL / PSTU 634 0,05

MARIA ALVES DA DOM BOSCO PPS - PPS 632 0,05

ALDENIR RODRIGUES PSDB - PDT / PSDB 630 0,05

GUILHERME ALBANO (SHALOM) PTC - PTC 629 0,05

MARRIR MAXIMILIANO PT do B - PT do B 629 0,05

KLINGER MOTA PTC - PTC 622 0,05

JOÃO MAIA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 621 0,05

EGIDIO PDT - PDT / PSDB 618 0,05

DRA JESONI PTN - PTN 615 0,05

CÉLIO OLIVEIRA PTC - PTC 612 0,05

EDIGILDO PR - PR / PRTB 612 0,05

PROFESSOR PEDRO JORGE PC do B - PC do B 611 0,05

RHOMMEL CAVALCANTE PRTB - PR / PRTB 611 0,05

TIBERIO CESAR PTN - PTN 601 0,05

PEDIM DA PERIFERIA PTN - PTN 599 0,05

LUIS HELENO PT do B - PT do B 595 0,05

RICARDO LOPES PC do B - PC do B 593 0,05

NILO PP - DEM / PP 589 0,05

TIA CONCEIÇÃO PTN - PTN 588 0,05

PROF. FERNANDO CIDRÃO PTC - PTC 587 0,05

LUISA GONÇALVES PT - PMDB / PT 586 0,05

DEOCLECIO HERCULANO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 584 0,05

ELY PTC - PTC 584 0,05

DILZA GOMES PR - PR / PRTB 583 0,05

MARCONDES DINIZ DEM - DEM / PP 583 0,05

VICENTE JALES PTB - PTB 581 0,05

DR. WILSON GOMES PRTB - PR / PRTB 573 0,05

TOINHO DA FARMÁCIA PT do B - PT do B 573 0,05

LAURO MARTINS PP - DEM / PP 570 0,05

PEDRO SAMPAIO PRTB - PR / PRTB 569 0,05

CB ALLENDE NINI PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 567 0,05

CABO NONATO PRTB - PR / PRTB 566 0,05

PROFESSOR RUI PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 566 0,05

EDMUNDO FUNASA PTB - PTB 560 0,05

PROFA ÂNGELA SABOIA PSDC - PSDC 559 0,05

ALBERTO SABINO DEM - DEM / PP 558 0,05

ASSIS ALVES PC do B - PC do B 556 0,05

HELENA FERNANDES PC do B - PC do B 555 0,05

PORTELA PTB - PTB 555 0,05

DANIEL LIMA PRTB - PR / PRTB 547 0,05

PAIXÃO PDT - PDT / PSDB 544 0,05

EDUARDO COSTA PR - PR / PRTB 540 0,04

ROBERTO TÁVORA PSDB - PDT / PSDB 539 0,04

DENISE MOREIRA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 534 0,04

REGINA DUARTE PTN - PTN 534 0,04

PEDIM DO SÃO CRISTOVÃO PC do B - PC do B 533 0,04

PROF. MILTON JR. PTC - PTC 533 0,04

CARLINHOS ARAÚJO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 529 0,04

BORBA DE PAULA PSDC - PSDC 527 0,04

WAGNA LIMA PR - PR / PRTB 523 0,04

EMMERSON PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 520 0,04

WELLINGTON BARBOSA PTC - PTC 519 0,04

CRISTIANO PAPEL PTB - PTB 518 0,04

PROFESSOR ALCANTÂRA PV - PV 518 0,04

CÍCERO LIMA PCB - PCB 511 0,04

PROFESSOR ARNALDO PSB - PSB 507 0,04

SEVERO SILVA PT do B - PT do B 507 0,04

IBSEN PONTES PP - DEM / PP 503 0,04

IVAN MOURA PDT - PDT / PSDB 502 0,04

ROBSON PRP - PSC / PRP 502 0,04

GALDINO GIRÃO RABELO PV - PV 494 0,04

SILVIO LIRA PCB - PCB 486 0,04

HELVIO CARVALHO PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 485 0,04

ZÉ MILTON SALES PT do B - PT do B 485 0,04

CORONEL TEIXEIRA PSDC - PSDC 483 0,04

SOCORRO NEPOMUCENO PPS - PPS 475 0,04

CICERO VENÂNCIO PTB - PTB 473 0,04

QUITÉRIA, QUITÉRIA ROSA, PTB - PTB 473 0,04

SÍLVIO VIEIRA PSDB - PDT / PSDB 473 0,04

AIRTON FEIJAO PSB - PSB 466 0,04

DR. TIAGO PCB - PCB 466 0,04

IVAMAR PSB - PSB 464 0,04

NIERTON GUERRA PRP - PSC / PRP 460 0,04

ELIOMAR COSTA PDT - PDT / PSDB 459 0,04

EUGÊNIO SALES PV - PV 459 0,04

EUDES GUIMARAES PC do B - PC do B 458 0,04

PROFESSORA LEIDE PV - PV 457 0,04

ELPIDIO MACEDO PT - PMDB / PT 454 0,04

DALTON MARQUES PT do B - PT do B 453 0,04

DICKSON SILVA PTC - PTC 453 0,04

HERÁCLITO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 453 0,04

PROFESSOR TÚLIO HOLANDA PTB - PTB 453 0,04

PROFESSOR LINO PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 450 0,04

LUIS CARLOS SILVA PC do B - PC do B 448 0,04

IRAN GOMES PTN - PTN 447 0,04

MARDONIO GOMES PDT - PDT / PSDB 443 0,04

ENGENHEIRO GEORGE GOMES PV - PV 442 0,04

ARLETE PSB - PSB 441 0,04

NETO MENEZES PT do B - PT do B 441 0,04

FERNANDO PONTE PTB - PTB 436 0,04

TIO MAURO PV - PV 431 0,04

DAZINHO PTN - PTN 430 0,04

DEMONTIER JUNIOR PRP - PSC / PRP 430 0,04

SAMUEL CORREIA PT do B - PT do B 429 0,04

ESCRIVÃO EDILBERTO PP - DEM / PP 428 0,04

EGBERTO ARRUDA PC do B - PC do B 427 0,04

MAX PT - PMDB / PT 426 0,04

JOÃO CARTEIRO O TEIMOSO PDT - PDT / PSDB 424 0,04

FRANZÉ NASCIMENTO PP - DEM / PP 422 0,04

ADRIANO PAULO PR - PR / PRTB 420 0,03

AILTON LOPES PSOL - PSOL / PSTU 420 0,03

GRAÇAS BONFIM PRTB - PR / PRTB 415 0,03

MARIA DOS PRAZERES PTC - PTC 411 0,03

JANSEN ROCHA PPS - PPS 410 0,03

SHAO-LIN PDT - PDT / PSDB 410 0,03

MARCOS BREDER PDT - PDT / PSDB 408 0,03

PROFESSOR CARLOS ALBERTO PC do B - PC do B 406 0,03

SUBINSPETOR LISBOA DEM - DEM / PP 405 0,03

ILANICE PTN - PTN 400 0,03

MÁRCIO PEREIRA SOUSA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 400 0,03

DOMINGOS MOREIRA PV - PV 398 0,03

ALMINO MENEZES PSDB - PDT / PSDB 397 0,03

KAMYLA CASTRO PSDB - PDT / PSDB 395 0,03

TOTÔ PRTB - PR / PRTB 393 0,03

ORLEANS AGUIAR CARNEIRO PC do B - PC do B 391 0,03

LAZARO MATEUS PR - PR / PRTB 390 0,03

VILMAR BATISTA PSDB - PDT / PSDB 387 0,03

NELSON CLEMENTINO PV - PV 386 0,03

CARLOS BENEVIDES PSDC - PSDC 384 0,03

RENATO FOTOGRAFO PR - PR / PRTB 383 0,03

PORTUGUES PRP - PSC / PRP 382 0,03

CIZÉ PDT - PDT / PSDB 381 0,03

ERNANDES AZEVEDO PP - DEM / PP 381 0,03

EDUARDO DA ROMMANEL PPS - PPS 377 0,03

HAILTON PT do B - PT do B 375 0,03

AURIMAR PRP - PSC / PRP 372 0,03

COSMO RODRIGUES PP - DEM / PP 371 0,03

LUCIENE DIAS PSC - PSC / PRP 371 0,03

JOÃO NETO PTB - PTB 370 0,03

VERA D´ARC PRTB - PR / PRTB 370 0,03

DEMÉTRIUS LINHARES PTB - PTB 369 0,03

OLGA MARINO PRP - PSC / PRP 369 0,03

RUBENS CABRAL PSDB - PDT / PSDB 369 0,03

FELIPE SIQUEIRA PSOL - PSOL / PSTU 367 0,03

LEORNE NOGUEIRA PRP - PSC / PRP 365 0,03

RIBAMAR DO VALE PRTB - PR / PRTB 364 0,03

CHIQUINHO CAMPO DOS INGLESES PSB - PSB 363 0,03

PAULO ROBERTO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 363 0,03

AIRTON MOTOBOY O IRMÃO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 361 0,03

SONINHA CARVALHO PTB - PTB 358 0,03

ALDO DOS TECLADOS PDT - PDT / PSDB 355 0,03

QUEIROZ BARBOSA PP - DEM / PP 355 0,03

IVAN GONÇALVES PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 354 0,03

RUBENS LADISLAU PTC - PTC 353 0,03

ONEIDA PINHEIRO PTN - PTN 352 0,03

HELANO CABRAL PC do B - PC do B 351 0,03

QUERINO PR - PR / PRTB 351 0,03

BENEVIDES PTC - PTC 348 0,03

CLAUDIO PRP - PSC / PRP 348 0,03

DRA. SOCORRO LANDIM PRTB - PR / PRTB 347 0,03

FRANCISCO GOMES PPS - PPS 342 0,03

FERNANDA ROLIM PTN - PTN 341 0,03

JOSÉ AILTON PTC - PTC 341 0,03

GERALDINHO PRTB - PR / PRTB 340 0,03

TADASHI PDT - PDT / PSDB 340 0,03

GRACIANO PSB - PSB 338 0,03

PROFA ELINEIDE PSDC - PSDC 333 0,03

VALESKA CAPISTRANO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 332 0,03

ZINETE BONFIM PTC - PTC 332 0,03

DUARTE PV - PV 329 0,03

EMANUEL SANTOS (MANU) PV - PV 328 0,03

AIRTON DANTAS PRP - PSC / PRP 326 0,03

ELIMAR ARAGAO PPS - PPS 321 0,03

WALTER MORENO PRTB - PR / PRTB 318 0,03

HILTON SANTOS PTB - PTB 317 0,03

FRANCISCO BRASIL PTN - PTN 315 0,03

ZEZINHO SANTOS PTN - PTN 315 0,03

PROFESSOR AURIBERTO PR - PR / PRTB 313 0,03

FATIMA DA ZEZA PRP - PSC / PRP 312 0,03

ANDRÉ ALVES OU ANDRÉ PDT - PDT / PSDB 311 0,03

PROFESSOR PITA PPS - PPS 311 0,03

DR FERNANDO FELINTO PSDC - PSDC 309 0,03

BENÉ VIANA PV - PV 303 0,03

NILCE PR - PR / PRTB 301 0,03

RUFINO SALES PRP - PSC / PRP 298 0,02

EMILSON DEM - DEM / PP 297 0,02

VALDO PEREIRA PC do B - PC do B 297 0,02

CATARINE PT - PMDB / PT 294 0,02

FLAVINHO DO RADIADOR PTB - PTB 293 0,02

MARANHÃO PP - DEM / PP 293 0,02

VALDECI TEIXEIRA PTC - PTC 292 0,02

ROBERTO COSTA PTC - PTC 291 0,02

NATJO PINHEIRO PP - DEM / PP 290 0,02

ROSA MARINHO PCB - PCB 290 0,02

CLOVIS MATOSO PR - PR / PRTB 289 0,02

FATIMA IBIAPINA PT - PMDB / PT 288 0,02

MARIANO LINS PR - PR / PRTB 287 0,02

PAULO DO BREGA PTB - PTB 287 0,02

ROBERTO BOB PSOL - PSOL / PSTU 286 0,02

THOMAZ NETO PP - DEM / PP 285 0,02

SERAFIM PTB - PTB 283 0,02

PROFESSORA CONSUELO PTC - PTC 281 0,02

EVALDO VARELA PT - PMDB / PT 279 0,02

AUDISIO MENDES PSDC - PSDC 278 0,02

DENILSON PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 277 0,02

HELANIO LOPES PRTB - PR / PRTB 277 0,02

MILTAO PSB - PSB 272 0,02

COLEGUINHA PSDC - PSDC 271 0,02

TONINHO OU TOINHO PC do B - PC do B 271 0,02

PASTOR IVAN LOPES PSC - PSC / PRP 270 0,02

MANO BOUTALA PCB - PCB 269 0,02

FRANCISCO DE ASSIS DEM - DEM / PP 263 0,02

PRETINHO PV - PV 262 0,02

GOSTOSINHO PPS - PPS 261 0,02

SANDRA CRUZ PRP - PSC / PRP 259 0,02

NESTOR PSTU - PSOL / PSTU 258 0,02

CARLOS JEREISSATI PP - DEM / PP 256 0,02

MANUEL DADINHO PV - PV 255 0,02

ROBERTO OLIVEIRA PP - DEM / PP 254 0,02

MAESTRO GERLI FERREIRA PSDC - PSDC 253 0,02

PROFESSORA ANA PAULA PDT - PDT / PSDB 253 0,02

EVANIA OLIVEIRA PTN - PTN 250 0,02

PRACIANO PSDC - PSDC 250 0,02

ASSIS ANDRADE PRP - PSC / PRP 248 0,02

SAEL PTC - PTC 247 0,02

EUGENIA BRICIO PC do B - PC do B 245 0,02

NECI COSTA PTC - PTC 244 0,02

BORRÓ, MARCOS OTÁVIO PTB - PTB 243 0,02

MARCOS DO CARANGUEIJO PTC - PTC 241 0,02

ORNEUDO LOPES PV - PV 241 0,02

VALDIR FACUNDO DEM - DEM / PP 241 0,02

WILSON SAMPAIO PSB - PSB 241 0,02

COMPADRE ROGÉRIO PTB - PTB 240 0,02

ANTONIO GARAPA PTN - PTN 238 0,02

CLAUDIO PAIVA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 236 0,02

ALMEIDINHA PTB - PTB 235 0,02

MAGELA PSTU - PSOL / PSTU 234 0,02

DR CLÁUDIO SARAIVA PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 231 0,02

ALBERTO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 229 0,02

ANA CELIA PSDC - PSDC 229 0,02

DR. LEONARDO MENEZES PV - PV 227 0,02

AURINO PTN - PTN 225 0,02

GERMANO CARVALHO PSC - PSC / PRP 225 0,02

RICARDO DE CARVALHO PPS - PPS 224 0,02

EVANDRO LIMA PRTB - PR / PRTB 223 0,02

PEDRO PAULO SOARES DA SILVA PSB - PSB 223 0,02

JONAS SETUBAL PPS - PPS 221 0,02

LÚCIA VENÂNCIO PTC - PTC 221 0,02

SÔNIA MACHADO PHS - PRB / PHS / PMN / PSL 221 0,02

DR. STENIO PPS - PPS 220 0,02

EVANGELINA CONSTANTINA PT do B - PT do B 220 0,02

CARLOS LARANJEIRA PP - DEM / PP 218 0,02

JEAN GARCIA PTN - PTN 217 0,02

KÁTIA HEFFNER PTB - PTB 216 0,02

PROFESSORA IRANILDE PV - PV 214 0,02

MARCOS MESQUITA PSB - PSB 213 0,02

CELITO PTN - PTN 211 0,02

MARTINS PRP - PSC / PRP 211 0,02

EULIA PT do B - PT do B 210 0,02

FLÁVIO ANASTÁCIO PTB - PTB 210 0,02

PAULA GRETCHEN PT - PMDB / PT 209 0,02

FRANÇUAR PTC - PTC 208 0,02

JOÃO DE DEUS ARAGÃO PSDC - PSDC 208 0,02

RAQUEL DIAS PSTU - PSOL / PSTU 208 0,02

TALDO PAPAI NOEL PR - PR / PRTB 206 0,02

LAURENILZA PSB - PSB 204 0,02

IVAN DE SOUZA PRTB - PR / PRTB 203 0,02

LALLESKA PC do B - PC do B 202 0,02

PROFESSORA PAULA PR - PR / PRTB 202 0,02

KALANGA PRP - PSC / PRP 201 0,02

MAURO CESAR PTB - PTB 201 0,02

BRUNO VICTOR PTB - PTB 200 0,02

ELIZANGELA MACÊDO PV - PV 199 0,02

ZÉ MARIA DO BARROSO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 199 0,02

NETE PTN - PTN 198 0,02

TIA VERÔNICA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 198 0,02

CARLOS MAGNO PSB - PSB 195 0,02

RICARDÃO PSDC - PSDC 194 0,02

ARTON ANDERSON PC do B - PC do B 193 0,02

DIDI PPS - PPS 193 0,02

KATE MARRONE PP - DEM / PP 193 0,02

WILLAME POTIGUAR PPS - PPS 191 0,02

ERIVALDO BRAGA PTN - PTN 190 0,02

ANTONIO LOPES PTN - PTN 189 0,02

TENENTE SILVA PT do B - PT do B 188 0,02

ESCRITORA SOCORRO BESSA PR - PR / PRTB 187 0,02

RAIMUNDO FURTADO PV - PV 185 0,02

CABRAL PMDB - PMDB / PT 184 0,02

CESAR DO VALE PSOL - PSOL / PSTU 183 0,02

JULIANNE CAVALCANTE DEM - DEM / PP 183 0,02

ALDENOR PRP - PSC / PRP 182 0,02

CARNEIRO-ZEQUINHO SOLDADO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 182 0,02

LEIDY DAY PTB - PTB 182 0,02

ARTUR RIBEIRO PRP - PSC / PRP 181 0,02

VALDECI PPS - PPS 181 0,02

GIRAO PRP - PSC / PRP 179 0,01

CHICO CABARÉ PPS - PPS 178 0,01

DONA IZAURA PR - PR / PRTB 178 0,01

JUNIOR O FOFÃO PRP - PSC / PRP 178 0,01

ROBERTO FREIRE DEM - DEM / PP 177 0,01

FEFÉ PTN - PTN 176 0,01

IRMÃO FRANCISCO CUNHA PCB - PCB 176 0,01

ANTONIA CORDEIRO PSB - PSB 174 0,01

JACOZINHO DO FORRÓ PPS - PPS 174 0,01

JOANA LISBOA PRP - PSC / PRP 174 0,01

SOCORRO ARAUJO PRTB - PR / PRTB 171 0,01

NOGUEIRA LIMA PT do B - PT do B 169 0,01

ROSELEE PV - PV 167 0,01

DUDU PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 166 0,01

DODÔ PTB - PTB 165 0,01

FATIMA UCHOA DO JOSE WALTER PPS - PPS 165 0,01

EVALDO PRP - PSC / PRP 164 0,01

ISABEL NASCIMENTO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 164 0,01

JOEL MARQUES PCB - PCB 164 0,01

SILVANA FOCA PPS - PPS 163 0,01

RUBÃO PTN - PTN 161 0,01

AGEU ALVES PR - PR / PRTB 160 0,01

CLÁUDIO JÚNIOR PRP - PSC / PRP 160 0,01

DRA. ROZILDA PINHEIRO PTC - PTC 160 0,01

TIA ZIZI PV - PV 160 0,01

ASSIS DEM - DEM / PP 159 0,01

PAULO NUNES PTN - PTN 159 0,01

ALEXANDRE UCHOA PSOL - PSOL / PSTU 158 0,01

ASSIS MORRO DA VITORIA PSOL - PSOL / PSTU 158 0,01

JATAI PMDB - PMDB / PT 158 0,01

PAULO JUNIOR PTN - PTN 158 0,01

LHEGUELHER PTN - PTN 157 0,01

SANDRA GOMES PTN - PTN 157 0,01

SOARES DE FORTALEZA PR - PR / PRTB 157 0,01

ASSUNÇÃO PV - PV 156 0,01

MANUEL DO OURO PRETO PPS - PPS 156 0,01

SULIVALDO GURGEL PTB - PTB 155 0,01

FATIMA BANDEIRA PSC - PSC / PRP 154 0,01

LILIAN PSOL - PSOL / PSTU 154 0,01

GRAÇA XIMENES PTC - PTC 152 0,01

ROBERTO LINO PEDROSA PSDC - PSDC 152 0,01

PIAUÍ PP - DEM / PP 148 0,01

HELTON MARQUES PTN - PTN 147 0,01

LUCIA SILVA PTN - PTN 147 0,01

MARCÃO DA JACARECANGA PTN - PTN 147 0,01

GORETTI ALMEIDA PT do B - PT do B 143 0,01

SOUZA JUNIOR PRTB - PR / PRTB 143 0,01

COELHO PP - DEM / PP 142 0,01

FERNANDO CAVALCANTI PT do B - PT do B 142 0,01

RAIMUNDO LIMA PSOL - PSOL / PSTU 142 0,01

FATIMA FERREIRA PTB - PTB 141 0,01

MARCÃO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 139 0,01

PAPAI NOEL (ENOCH MATEUS) PSOL - PSOL / PSTU 139 0,01

PATRICIO SALES PPS - PPS 139 0,01

IRMA TOINHA PTN - PTN 137 0,01

PADUA PSTU - PSOL / PSTU 137 0,01

PROFESSOR MARQUES PT do B - PT do B 137 0,01

ADELINO LIMA PTN - PTN 136 0,01

JACÓ DEM - DEM / PP 136 0,01

MAGUINHO DO CAVACO PPS - PPS 136 0,01

PEDRO PAULO GOMES PPS - PPS 136 0,01

DRA. ARLETE AMENT PTB - PTB 135 0,01

VON ROMMEL DEM - DEM / PP 135 0,01

MARCOS CASTRO PSDC - PSDC 134 0,01

PAULINHO DA COELCE PV - PV 134 0,01

MOTOCA PSDB - PDT / PSDB 133 0,01

TOINHO PAIVA PSDC - PSDC 133 0,01

COSME DAMIÃO PV - PV 131 0,01

RODRIGUES DEM - DEM / PP 131 0,01

CHICO CLAUTER PC do B - PC do B 129 0,01

JÔ DO POSTO DE SAÚDE PV - PV 129 0,01

PAULO VIANA (O GUEGUEU) PSOL - PSOL / PSTU 129 0,01

ABMAEL GARCÊS PTB - PTB 126 0,01

JOSE MARTINS PSC - PSC / PRP 124 0,01

JUAN VAZQUEZ PV - PV 124 0,01

MÁRIO CÂNDIDO PSOL - PSOL / PSTU 124 0,01

WANDER GOMES PTC - PTC 124 0,01

TIA ASSUNÇÃO PV - PV 123 0,01

GEOVANNI MAGALHÃES DEM - DEM / PP 122 0,01

FABIOLA MENDONÇA PTB - PTB 121 0,01

REGINALDO LINS PRP - PSC / PRP 121 0,01

CÉSAR SERESTEIRO PTB - PTB 120 0,01

JOSILMA FROTA PT - PMDB / PT 120 0,01

SANDRA MARA PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 119 0,01

DR. VINICIUS MENDONÇA PC do B - PC do B 117 0,01

JOAO LUIS PPS - PPS 117 0,01

PAULO ROGERIO PC do B - PC do B 117 0,01

PROFESSOR HILTON CASTRO PRTB - PR / PRTB 117 0,01

CLOVIS PRTB - PR / PRTB 116 0,01

GARRAFINHA DEM - DEM / PP 116 0,01

HÉLIO MOREIRA PRP - PSC / PRP 116 0,01

JUSSIEUDO GOMES PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 114 0,01

ELIS RAMIRO PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 113 0,01

RUBENS SOUZA PSDB - PDT / PSDB 113 0,01

EDMILSON JR PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 111 0,01

ELIANE NASCIMENTO PR - PR / PRTB 111 0,01

PROFESSOR BERNARDO PMDB - PMDB / PT 111 0,01

ROSINHA GOMES PTN - PTN 110 0,01

ALBENOR PP - DEM / PP 109 0,01

TEREZINHA PC do B - PC do B 109 0,01

JOÃOZINHO VICTOR PSC - PSC / PRP 107 0,01

OLÍVIA DEM - DEM / PP 107 0,01

SANTOS PC do B - PC do B 106 0,01

ELIEZIO UCHOA PCB - PCB 105 0,01

MADALENA POLICARPO PC do B - PC do B 104 0,01

SIDRONIO PC do B - PC do B 104 0,01

DANIEL CONSTANT PDT - PDT / PSDB 101 0,01

NETO PTB - PTB 101 0,01

ROBERTO FERNANDES PMDB - PMDB / PT 101 0,01

RUBERLANO PC do B - PC do B 100 0,01

TITO DEM - DEM / PP 100 0,01

MARIA GLADYS PP - DEM / PP 99 0,01

TOBIAS DEM - DEM / PP 98 0,01

CARLOS MIRANDA JR. DEM - DEM / PP 94 0,01

DRA. ALBA PP - DEM / PP 94 0,01

NEGO GOLEIRO PSDB - PDT / PSDB 93 0,01

ROZINHA PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 93 0,01

PROFESSORA RITA DE CÁSSIA DEM - DEM / PP 92 0,01

GEANE MOREIRA PRTB - PR / PRTB 91 0,01

IVANILDO ANDRADE PV - PV 91 0,01

KÁTIA CILENE PTB - PTB 89 0,01

RAFAELA BUSSOLO DEM - DEM / PP 89 0,01

DIDA PCB - PCB 88 0,01

GUILHERME MONTENEGRO PSOL - PSOL / PSTU 88 0,01

MIRAN PAIVA PSDB - PDT / PSDB 88 0,01

VERA VERAS PSDB - PDT / PSDB 88 0,01

JUVENAL PPS - PPS 87 0,01

RANIERI FERNANDES PTB - PTB 87 0,01

MAGNO ALMEIDA PRTB - PR / PRTB 86 0,01

RICARDO CARNEIRO PC do B - PC do B 86 0,01

DAVID FARIAS PT do B - PT do B 85 0,01

ROSA PDT - PDT / PSDB 85 0,01

CARLÃO PTB - PTB 84 0,01

DANIELLE MONTEIRO PPS - PPS 84 0,01

CHICO MOURA PSB - PSB 83 0,01

DR. NELORRAISON PPS - PPS 83 0,01

EMANUEL ERNANI PR - PR / PRTB 83 0,01

MANOEL MARTINS PSB - PSB 83 0,01

MARDONIO PPS - PPS 83 0,01

NALDINHO PR - PR / PRTB 83 0,01

FRANCISCO PESSOA PSDB - PDT / PSDB 82 0,01

JULITA PSDB - PDT / PSDB 82 0,01

MARQUIM DA LERIÇE PRP - PSC / PRP 82 0,01

PROF. FURTUNA PSDB - PDT / PSDB 82 0,01

DANTAS PSDB - PDT / PSDB 81 0,01

ROBERTO CUNHA PSOL - PSOL / PSTU 79 0,01

BENEDITO VIANA PCB - PCB 78 0,01

JM PPS - PPS 78 0,01

CIRLENE PRTB - PR / PRTB 77 0,01

VANOR PSDC - PSDC 76 0,01

XIMENES ARAGÃO PP - DEM / PP 75 0,01

CIMY QUEIROZ PRP - PSC / PRP 73 0,01

FONTENELE PRP - PSC / PRP 73 0,01

RUSTIN PSB - PSB 72 0,01

ELIEZER CELESTINO PDT - PDT / PSDB 71 0,01

ARI CARNEIRO PSDC - PSDC 70 0,01

BRUNO COSTA PSB - PSB 70 0,01

SUIANE PTB - PTB 70 0,01

LAERTH DE ARAÚJO PV - PV 69 0,01

PROFESSORA EUDA PRTB - PR / PRTB 69 0,01

JUSCELINO ROCHA PT do B - PT do B 68 0,01

FRANCISCO TEIXEIRA PRP - PSC / PRP 66 0,01

VALDECY PC do B - PC do B 66 0,01

JUSSIÊ PINHEIRO PMDB - PMDB / PT 65 0,01

SIDNEI ROSS PMDB - PMDB / PT 65 0,01

CARLOS CÓ PSB - PSB 64 0,01

LOURDES HILARIO PRP - PSC / PRP 64 0,01

SÉRGIO CARLOS DEM - DEM / PP 63 0,01

SURAYA BENEVIDES PR - PR / PRTB 63 0,01

GILBER COSTA PP - DEM / PP 62 0,01

JEAN MACHADO PP - DEM / PP 62 0,01

PAULO BRASIL PSDC - PSDC 62 0,01

PROF. LIDUINA PRP - PSC / PRP 61 0,01

EDUARDO SILVA PCB - PCB 59 0,00

OGENILSON MACÊDO PSDB - PDT / PSDB 59 0,00

VICENTE JUNIOR PRB - PRB / PHS / PMN / PSL 59 0,00

FRANCISCO CARVALHO PSDB - PDT / PSDB 58 0,00

MARIA DO CARMO PTN - PTN 58 0,00

RIBAMAR PCB - PCB 58 0,00

ROBERT ROSSANO PSDB - PDT / PSDB 57 0,00

TINA ALENCAR PTN - PTN 56 0,00

TEL PC do B - PC do B 55 0,00

FRUTUOSO PSDB - PDT / PSDB 53 0,00

MARIA DO BARCO PTC - PTC 53 0,00

BENTÃO CABELEIREIRO PPS - PPS 52 0,00

SOCORRO PTC - PTC 52 0,00

JOSÉ JUÉ PP - DEM / PP 51 0,00

JOSÉ MARIA PP - DEM / PP 50 0,00

ARAGÃO DO PARTIDO VERDE PV - PV 49 0,00

BENJAMIN SALDANHA PSDC - PSDC 49 0,00

CARLA BLOND PV - PV 49 0,00

ANTONIO CARLOS PT - PMDB / PT 47 0,00

RIBEIRO PSDC - PSDC 47 0,00

CELIA PPS - PPS 46 0,00

PAULO FERREIRA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 46 0,00

AIRTON LIMA PMDB - PMDB / PT 45 0,00

GRAÇA AGUIAR PP - DEM / PP 45 0,00

WANDER QUEIROZ PC do B - PC do B 45 0,00

FRANCIS PTB - PTB 44 0,00

PAIVA PV - PV 44 0,00

CAMILA FRANCO PSDB - PDT / PSDB 43 0,00

SEBASTIÃO PRP - PSC / PRP 43 0,00

TETÊ ALCÂNTARA PP - DEM / PP 43 0,00

MARCELO MOREIRA PSOL - PSOL / PSTU 42 0,00

BETE PTC - PTC 41 0,00

EDMUNDO LEITE PSDC - PSDC 41 0,00

HENRIQUE SILVA,HENRIQUE PTB - PTB 41 0,00

TRAJANO PSDB - PDT / PSDB 40 0,00

DRA DJANIRA PSL - PRB / PHS / PMN / PSL 37 0,00

ARIEL RICCIARDI PPS - PPS 36 0,00

ALEX (PINGUIM) PRTB - PR / PRTB 35 0,00

RITA CAMPOS PTB - PTB 35 0,00

MIGUEL DO BADY PTB - PTB 34 0,00

NIRVANA AQUINO PSOL - PSOL / PSTU 32 0,00

TEREZA VALENTE PT do B - PT do B 31 0,00

TERESINHA MUNIZ PSDB - PDT / PSDB 27 0,00

WILLIAM RODRIGUES PSOL - PSOL / PSTU 24 0,00

BODE ZÉ PTB - PTB 23 0,00

MÁRCIA TEIXEIRA PT do B - PT do B 23 0,00

LOURA 2008 PSDC - PSDC 21 0,00

SARGENTO FILHO PMN - PRB / PHS / PMN / PSL 13 0,00

PAULO SOUSA PCB - PCB 11 0,00

MARCOS PAULO PRP - PSC / PRP 10 0,00

MARCO BOTELHO PR - PR / PRTB 9 0,00

MARCOS NUNES PPS - PPS 9 0,00

LUIZ CLÁUDIO DEM - DEM / PP 7 0,00

DANIEL PSTU - PSOL / PSTU 5 0,00

LUÍS MESQUITA DEM - DEM / PP 5 0,00

LUIZA TOMÉ PC do B - PC do B 4 0,00

PROFª MARGARIDA MORAES PTB - PTB 4 0,00

ARISTON CARLOS PSC - PSC / PRP 3 0,00

SERGINHO FRANÇA CARAVANEIRO PTB - PTB 2 0,00

NENEM TEIXEIRA PRP - PSC / PRP 1 0,00

SILVIO ABREU PRP - PSC / PRP 1 0,00

SOCORRINHA PTC - PTC 1 0,00

CONCEIÇÃO MOREIRA PTB - PTB 0 0,00

ENESIO GOMES PSC - PSC / PRP 0 0,00

FELISBERTO PSC - PSC / PRP 0 0,00

SOBRINHO DEM - DEM / PP 0 0,00

Algumas reflexões sobre o cataclisma econômico do Capitalismo


Ágaton, poeta grego citado por Aristóteles na "Poética", afirmava que "é muito provável que o improvável aconteça". Antecipava, pela via literária, o que viria ser o cenário econômico mais típico dos dias de hoje - a era das incertezas, tema de memorável livro de John Kenneth Galbraith.O que está ocorrendo com a economia americana ninguém foi capaz de prever, ao menos na dimensão que parece ter. A crise expõe uma combinação inimaginável de incúria, desídia, negligência, ganância e má-fé, sob a égide do incompetente e irresponsável governo Bush.O que antes poderia ser visto como problemas episódicos, circunscritos ao mercado acionário, e descritos como "exuberância irracional" por Alan Greenspan, então presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, percebe-se agora que era uma demonstração de completa alienação dos órgãos responsáveis pela supervisão das instituições financeiras e do mercado acionário nos Estados Unidos. Primeiro, foram as espantosas fraudes detectadas nos balanços corporativos, com a conivência das empresas de auditorias, o que levou a uma completa reformulação da legislação aplicável, consubstanciada na vigente Lei Sarbannes/Oxley; agora, é a evidência de que a política de crédito, associada a derivativos negociados sem regras prudenciais, produz estragos cujos efeitos alcançaram dimensão global e duração imprevisível.As medidas que se encontram em discussão no Congresso americano parecem negar peremptoriamente regras abonadas por doutrinas acadêmicas que perfilham a supremacia completa do livre mercado, rechaçando qualquer possibilidade regulatória do Estado.Desde os gregos se sabe que o dogmatismo, em qualquer campo da atividade humana, oblitera a percepção da realidade e gera soluções desastradas. Conflitos de interesse, não raro conflitos de razão, permeiam continuadamente a atividade econômica e reclamam a ação mediadora das instituições públicas. É necessário que o Estado seja forte na regulação, para que possa ser fraco na intervenção.Nesse contexto de imprevisibilidade da economia internacional, é inútil praguejar contra malfeitorias praticadas por terceiros, estrangeiros ou não. Gabolices e diatribes não detêm crises.Temos sido privilegiados pela preservação de uma política econômica centrada na estabilidade e regada por um invejável ciclo de crescimento econômico mundial. O vento da bonança, contudo, deixou de soprar, antecipando a calmaria. Não adianta desconhecer esses sinais. Atitudes temerárias constituem caso flagrante de irresponsabilidade.Todos bendiziam o crédito imobiliário nos Estados Unidos. Deu no que deu. Alguém pode imaginar créditos para financiamento de automóveis e motocicletas, como ocorre no Brasil, para amortização em 84 meses? Muito antes do prazo de liquidação do financiamento o valor remanescente do bem é inferior ao saldo do empréstimo.O crédito consignado nos proventos dos aposentados é excelente para as instituições financeiras. Nem sempre o é para o aposentado que pode demandar recursos para enfrentar situações fortuitas, sem ter condições para gerar renda adicional.Será que já nos esquecemos do BNH e da farra dos financiamentos habitacionais? Melhor dizendo, será que já nos esquecemos dos chamados "esqueletos" administrados a duras custas pela anterior administração federal? No final, a conta é sempre paga pelos contribuintes.As instituições financeiras brasileiras estão robustas porque são alimentadas pelos bem remunerados títulos da dívida pública e porque foram saneadas pelo Proer, demonizado à época por políticos da oposição. Medidas análogas foram adotadas, pouco tempo depois, pelo Japão e, de certo modo, são agora tentadas nos Estados Unidos.As despesas governamentais não podem continuar crescendo na proporção observada nos últimos anos. Os recentes aumentos de pessoal não se justificam e demandam esforço fiscal que há muito já ultrapassou o limite do razoável. Tal quadro aumenta a vulnerabilidade do País a choques externos, cujo enfrentamento impõe sacrifícios para todos.É quase inevitável que surjam limitações na disponibilidade de crédito, mormente naquele destinado ao financiamento agrícola. Os supridores desse crédito, geralmente os produtores de insumos e fertilizantes, ficarão receosos ante a instabilidade nos preços das commodities, em um cenário de bruscas oscilações nos preços dos combustíveis e desconfianças em relação ao dólar.Facilidades no crédito ao consumidor e programas assistenciais que beneficiam em caráter permanente pessoas aptas ao trabalho podem produzir ilusões passageiras e auto-engano coletivo. Geralmente resultam em êxitos eleitorais avassaladores, como na época do "milagre econômico" ou na euforia do cruzado. Não são permanentes, todavia. Como dizia Marx, "tudo que é sólido desmancha no ar". O País precisa encarar com prudência e seriedade a crise internacional. Não dá para descer aos infernos, sem a imunidade de Dante.kicker: É necessário um Estado forte na regulação para ser fraco na intervenção

EVERARDO MACIEL

Consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal.

Guerreira é reeleita para um 2º mandato em Fortaleza


A Justiça Eleitoral, representada pela desembargadora Huguette Braquehais, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, deu por encerrado o processo de votação domingo, logo após às 17 horas, descatando a tranqüilidade do pleito na quase totalidade dos 184 municípios cearenses.Em Fortaleza, afora algumas denúncias ao Ministério Público e à própria Justiça, ocorrências menos gravosas registradas pelas Polícias Federal, Miolitar e Civil, o processo de votação ocorreu sem problemas, embora 52 urnas eletrônicas tenham sido trocadas, antes mesmo do início da votação. Só em dois municípios do Ceará, Redenção e Itapajé tiveram, cada um, uma seção eleitoral funcionando sem urna eletrônica. Elas foram substituídas por cédulas eleitorais, como as do passado. Também no Interior, 96 urnas eletrônicas foram substituídas por outras.A Justiça Eleitoral inovou, este ano, ao fazer uma pesquisas com os mesários convocados para o trabalho no dia de ontem. A Justiça eleitoral também iniciou um projeto com a participação de jovens estudantes de escola pública no funcionamento de 26 seções que funcionaram na Capital.
Luizianne Lins chegou próximo das 11 horas à 1ª seção da 112ª zona eleitoral para votar. Ela estava acompanha do governador em exercício, Francisco Pinheiro (PT); do senador Inácio Arruda (PCdoB); do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), dentre outros aliados, e foi recepcionada pelo ex-marido, o vereador e presidente estadual do PSB, Sérgio Novais; pelo seu vice, Tin Gomes (PHS); além de um grupo de militantes que a esperavam desde as 8 horas da manhã.Assediada por vários jornalistas, Luizianne, antes de votar, falou sobre suas expectativas para o pleito. A candidata, afirmando acreditar que o povo de Fortaleza ´sabe se posicionar´, por este motivo não falaria ´em vitória até a contagem do último voto´, após ser questionada sobre uma possível vitória já no 1º turno. Também afirmou que, em caso de 2º turno, pode sim realizar aliança com um de seus principais adversários (Patrícia Saboya, PDT ou Moroni Torgan, DEM), mas antes, segundo a candidata, teriam que reavaliar suas respectivas posturas. ´Pode ser que melhore a qualidade´, afirmou em tom de dúvida.

domingo, 5 de outubro de 2008

200 ANOS DA CHEGADA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL


Coube a d.João VI uma das decisões mais cruciais da história de Portugal e Brasil: a transferência da Corte para o Rio de Janeiro, onde aportou há exatos 200 anos.
A esta decisão, e às que dela derivaram, como a abertura comercial, credita-se o início do tortuoso processo que culminaria na independência do País. Há quem enxergue na chegada da família real o marco da maioridade brasileira.
E, no entanto, o príncipe regente passou à história como um homem indeciso. Covarde, pusilânime. Mais: comilão, abúlico, alienado. Mais: pai traído, marido enganado.
Sabe-se que d.João adiava ao máximo suas decisões, e freqüentemente as tomava a contragosto. Que era atormentado por acessos de depressão, quando então buscava refúgio na caça e na música. Sabe-se do difícil relacionamento com a mulher, Carlota Joaquina, com quem se casou aos 18 anos - e ela, 10.
Mas a caricatura fácil do homem covarde, incapaz, é em grande parte devida a uma historiografia liberal ou republicana e carece de comprovação documental.
Nascido em 1767, d.João entrou na linha de sucessão do trono português por conta da morte de seu irmão José. E porque sua mãe, rainha Maria, enlouquecia, D.João assumiu jovem a regência, em fins do século 18. Logo nos primeiros anos do século seguinte, teve de lidar com o fato de que Portugal se achava encurralado, a meio caminho do conflito entre Inglaterra e França.
Eram tempos dramáticos, e a biografia de D.João se confunde com eles, para além das simplificações. O historiador Oliveira Martins perfila o regente da seguinte forma: "desconfiava sempre, e de tudo, de todos; e se era indeciso, por ser fraco e inepto, era-o também por esperteza e dissimulação".

pessoas a bordo: 950 tripulantes e 104 passageiros. E nenhum banheiro. Também não havia geladeira a bordo, é claro. A comida era estocada salgada e seca. A água era racionada. Dormia-se apertado, no convés, em redes.
Por força de uma tempestade, a nau capitânea fez em janeiro uma escala em Salvador, onde, em 28 de janeiro, d.João decretou o primeiro marco de seu reinado no Brasil: a abertura dos portos, que significou o fim do monopólio colonial. Embora contingencial - e imposta pela Inglaterra -, a abertura dos portos representou o início da inserção brasileira no comércio mundial e se complementaria, cerca de dois meses depois, com outra medida fundamental da era joanina: o decreto da liberdade de comércio e da indústria manufatureira.
Após a difícil travessia, a nau capitânea chegou finalmente ao Rio em 7 de março de 1808. Seus ocupantes desembarcaram no dia seguinte, às 16h. A tarde era amena.

As elites locais tentaram maquiá-lo para a chegada da Corte, mas em vão: o Rio de Janeiro de 1808 não era mais que uma vila, e tacanha. As ruas (46 ao todo) eram em geral de terra, mal traçadas, esburacadas e fétidas. As edificações, poucas, soturnas, pobres. Viajantes destes tempos falam da falta de educação e higiene dos colonos, e da cidade. Conforme John Luccock, os colonos não escovavam os dentes, não tomavam banho e mal trocavam de roupa. Jogar as fezes pelas janelas era habitual, e as epidemias também.
Elevada à condição de capital do Reino, a cidade passou então por um intenso processo de expansão, com o aterro de mangues e brejos, abertura de novas ruas e construções. Para a antropóloga Lília Moritz Schwarcz, da USP, "o Rio de Janeiro parecia partido em dois: de um lado, a morada dos colonos; de outro, a nova residência da Corte. De um lado, a vila que ganharia ares de uma “Nova Lisboa”; de outro, a cidade que mantinha a aparência de uma pequena África, tal a quantidade de negros escravos e libertos que perambulavam pelas ruas"

Amontoados na Baía de Guanabara, os colonos cariocas acompanharam o desembarque da família real portuguesa no dia 8 de março de 1808. É de se imaginar que a reação feminina não tenha sido muito diferente do que seria hoje: a mulherada reparando nos modelitos das européias. Para quem esperava um grande desfile, teve que se contentar com roupas estropiadas pela longa viagem.
As damas desceram com vestidos simples, à moda francesa, com os cabelos em coque e cachos modelando o rosto. Exceto as mulheres da nau Alfonso de Albuquerque, da princesa Carlota Joaquina. Ela, as filhas e outras damas chegaram ao Rio com as cabeças raspadas, protegidas por turbantes. Resultado de um surto de piolho que assolou os passageiros. O look “cabelo curto-turbante” logo virou moda entre as brasileiras, que achavam ser essa a última tendência européia.
Para as mulheres, a moda era vestido esvoaçante com enlace abaixo do seio. Pedras preciosas como o topázio imperial eram as preferidas para colares, pulseiras, anéis e enfeites de cabelo. Para os homens, casacas de insígnias e condecorações.
Do príncipe regente, d. João, pode-se dizer que não era uma pessoa atenta às últimas tendências da moda. Para um príncipe, ele se vestia mal e repetia a mesma roupa sem se preocupar com os rombos no tecido. “O príncipe costumava usar uma vasta casaca sebosa de galões velhos, puída nos cotovelos”, afirma o historiador Pedro Calmon.

A miséria tropical. Este foi o chocante cenário encontrado pelos artistas franceses que chegaram ao País em março de 1816 para criar a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) e lecionar nela. Há registro de uma carta de Taunay ao príncipe regente datada de 1815 oferecendo seus serviços ao rei. Para a professora do Departamento de Antropologia da USP, historiadora Lilia Schwarcz , "parece ter existido uma convergência de interesses. De um lado, artistas formados pela academia francesa inesperadamente desempregados. De outro, uma monarquia estacionada na América do Sul e carente de representação oficial". Para o pintor francês Jean-Baptiste Debret, formado na tradição neoclássica, retratar a realidade brasileira, em todos seus aspectos contrastantes e artificiosos - simbolizada pelo "caráter postiço das pompas imperiais no Brasil", como define o crítico de arte Rodrigo Naves - mostrou-se uma dificuldade. Em toda sua estada, produziu pouco mais de 30 quadros. Não só Debret experimentou o mesmo desafio e deslocamento cultural. Na mesma época que ele, Félix Émile Taunay, Johan Moritz Rugendas, Thomas Ender, entre outros, também buscaram documentar a realidade local. Mas foi apenas Debret quem "abdicou dos esquemas formais que trazia na bagagem para se arriscar em novos rumos", como avalia Naves. Buscou refúgio criativo nas aquarelas, espontâneas e livres de obrigações estéticas das obras por encomenda. Politizado, Debret debruçou-se com maior carinho no tema da escravidão. Está ali seu trabalo mais revelador. Para ele, "a escravidão significava mais que a simples representação de açoites ou trabalhos extenuantes, situações que ele também retratou. Mas que eram incapazes de apreender toda a dimensão insidiosa da escravidão de ganho, com suas aparências ambíguas", explica Naves.

Desde que se confirmaram os bons augúrios de que a porção da frota onde viajava o príncipe-regente havia desembarcado sã e salva na capital da Bahia, a cidade do Rio de Janeiro parece ter entrado num transe misto de curiosidade, expectativa e correria com os preparativos para a recepção da augusta família. Parte dela (com as princesas, irmãs da rainha demente) já havia chegado desde 17 de janeiro por força da tempestade que levara o príncipe direto a Salvador. Ao romper do dia 7 de março de 1808, o Rio de Janeiro era frenesi e confusão. Conta-se que toda atividade, pública e particular, fora suspensa, as lojas fechadas e as casas esvaziadas, já que todos os habitantes correram para a praia ou para os outeiros, e até mesmo aos telhados para se assistir ao esquisito espetáculo. A rigor, a cerimônia do desembarque pode ser entendida como uma síntese antecipada dos 13 anos seguintes, período em que a família real residiu na capital do Brasil. O cenário, os personagens e suas ações já ali se fizeram plenamente presentes.
O palco do espetáculo da Corte no Brasil constituía-se naquela cidade ímpar que era o Rio de Janeiro, capital de uma ex-colônia que acabava de se abrir para o mundo. Tinha ainda as feições rudes de porto colonial, com suas linhas maltraçadas, suas ruas estreitas e fétidas, suas habitações mal-arejadas e soturnas, sua população maciçamente negra e parda. Mas a natureza generosa fazia prender o fôlego a todos os viajantes e aventureiros que ali chegavam, e que não cansaram de lisonjear o entorno exuberante, a mata abundante, a baía cercada de montanhas ciclópicas que miravam para o mais azul dos céus, as praias das areias mais brancas bombardeadas pelo sol tropical. Com a chegada dos distintos adventícios, o colorido natural foi amplificado pelas infinitas bandeiras, flâmulas e pavilhões das naus, de guerra e mercantes, que não cessaram mais de chegar e que congestionavam a bela baía; colorido, também, que pendia das varandas dos sobrados, com as colchas de cetim e damasco, muitas vezes mandadas pendurar por decreto; o colorido aromatizado das flores que se mandavam jogar ao passar o séqüito real para que se alcatifassem as ruas malcheirosas da cidade pantanosa onde os dejetos domésticos corriam a céu aberto ou eram atirados às praias em ombro escravo; colorido, por fim, das velas de cera e das girândulas, luminárias e fogos de artifício que clareavam a noite. A presença real, no dizer do cronista, lisonjeava não apenas os olhos, mas também os ouvidos, com as inúmeras salvas de canhões das naus e fortalezas, os incessantes repiques de sinos e salvas de artilharia, que chamavam a população para os reais festejos. O Rio de Janeiro de d. João foi uma festa só, que começou com o desembarque e que acionava todos os sentidos.
Além dos protagonistas e da população que fazia o papel de platéia, os personagens se apresentaram todos ali, logo ao desembarque, que se deu por volta das 4 horas da tarde do dia 8 de março, uma tarde generosamente aprazível para essa época do ano costumeiramente escaldante. Por um ardil da história, desembarcava nos trapiches fluminenses uma típica sociedade de corte de antigo regime europeu, com seu rei absoluto, corte e Estado. E cada valete desse baralho sabia perfeitamente qual seu lugar e valimento. A luta para alcançar maiores e melhores lugares e benesses era cruenta; os residentes fluminenses, particularmente seus estratos mais abastados, ligados ao comércio internacional, ao tráfico de escravos e ao sistema de crédito, viram-se irresistivelmente atraídos pelo brilho da Corte e logo se meteram nessa guerra palaciana. Tinham aquilo de que o rei e seu Estado tanto precisavam naquela circunstância heróica, em que singraram o oceano para salvar o corpus místico do soberano: tinham l’argent, com o qual socorreram as diversas urgências do rei, que em reconhecimento paternal lhes retribuiu com cargos e distinções.
O desembarque da real comitiva é descrita pelos panegiristas como uma quase epifania, catártica, arrebatadora. Mas fato é que a primeira coisa que fizeram o rei e seu séqüito foi porem-se de joelhos, prostrados, diante de um altar ali improvisado, onde beijariam a cruz e receberiam as devidas bênçãos do cabido da catedral. Após todas as aspersões e turificações, saiu a procissão rumo à improvisada Sé, na ocasião a igreja dos pretos do Rosário, onde então funcionava provisoriamente o cabido. Nada mais eficaz do que uma procissão para colocar cada um no seu devido lugar. Numa sociedade de corte, quanto mais próximo do rei, mais alto na escala social – e mais facilmente objeto das reais mercês. Por isso, será muito revelador observar quem eram aqueles personagens importantes, que surgem logo nas cenas das primeiras ações do rei em terra firme; aqueles que, por exemplo, seguravam as varas do pálio de seda sob o qual se recolheram os membros da família real, para, por entre as fileiras de soldados dispostos ao longo da Rua Direita, tomarem o rumo da catedral, onde culminaria a cerimônia do desembarque com os te deum, orações e beija-mão real. Seguiram-se nove dias de luminárias.
Tem-se notícia de que os escolhidos para segurarem as varas do pálio de seda de ouro encarnada sob o qual ficariam as reais pessoas foram o presidente do Senado da Câmara, acompanhado de alguns “homens bons” da cidade, entre os quais Francisco Xavier Pires, Manuel Pinheiro Guimarães e Amaro Velho da Silva.
A imprensa régia publicou em Lisboa uma interessante “relação das festas” realizadas no Rio de Janeiro quando da chegada da família real, na qual se ajuntam algumas “particularidades igualmente curiosas e que dizem respeito ao mesmo objeto”, onde se dá conta das “ações” encetadas por alguns desses personagens centrais do teatro da Corte joanina no Brasil. Dentre essas “ações”, ganhará realce essa espécie de simbiose que se estabelecerá entre os dignitários maiores da terra, os grandes argentários da praça mercantil do Rio de Janeiro, e o rei, no cume da sociedade de corte migrada. A primeira “particularidade curiosa” mencionada naquela relação das festas de 1808 refere-se à doação que fez Elias Antônio Lopes, negociante de grosso trato estabelecido na praça do Rio de Janeiro, da quinta da Boa Vista em São Cristóvão, que passou a ser a residência oficial de d. João e seu retiro preferido. Conta-se que, quando nela entrou pela primeira vez, S. A. R. confidenciou ao negociante que o acompanhava: “Eis aqui uma varanda real, eu não tinha em Portugal cousa assim.” Não se sabe se de fato disse semelhante frase o príncipe-regente, nem se, tendo dito, se expressasse sinceramente. Mas consta que o rei recompensou o negociante com diversas mercês, nomeando-o de plano comendador da Ordem de Cristo e administrador da mesma quinta.
Era o conselheiro Elias Antônio Lopes um dos maiores argentários da praça mercantil do Rio de Janeiro. À época de seu falecimento, sua fortuna estava aplicada, sobretudo, em negócios mobiliários, que somavam mais de 34 contos de réis, dívidas ativas que giravam em torno de 40 contos de réis e, a maior parte, investimentos em atividades comerciais diversas que ultrapassavam os 100 contos de réis. Seu capital total, computados todos os bens móveis e viventes, trastes, roupas, chegava a quase 236 contos de réis, uma fábula para a época. Possuía ainda 110 escravos, avaliados em quase 9 contos de réis. O presente ao príncipe foi um investimento que certamente não abalou o orçamento do potentado.
A partir da doação da real quinta da Boa Vista a d. João, os laços de amizade entre ambos se estreitaram, assim como se fortaleceram as influências do comerciante. Falecido em 1815, acumulou Elias Antonio em sete anos de vida ao pé do trono, ou a seu lado direito, inúmeros cargos e patentes, cargos na administração pública e foros de fidalguia, capital simbólico maior numa sociedade de corte.
Tanto Elias Antonio Lopes como Francisco Xavier Pires, Manuel Pinheiro Guimarães e Amaro Velho da Silva figuram entre as maiores fortunas do Rio de Janeiro desde o começo dos anos 1790, todos eles nomes capitais do tráfico negreiro. Como Lopes, os outros três traficantes doaram grandes somas para as causas do rei. Os três primeiros constam na lista de subscrição (espécie de “livro de ouro”) aberta logo em 1808 por d. Rodrigo de Sousa Coutinho e Manuel Caetano Pinto para salvar as urgências do Estado. Em menos de 30 dias essa primeira lista amealhou mais de 26 contos de réis. Amaro Velho, junto com os traficantes da família Leão (herdeiros de Brás Carneiro Leão, morto em 1808, que era pai de Fernando Carneiro Leão, o todo-poderoso intendente da polícia da Corte), o mesmo Manuel Caetano Pinto e outros potentados doaram uma pequena fortuna aos cofres públicos em 1808, para se levantar uma fábrica de pólvora. Tais doações não eram exatamente atos patrióticos desinteressados. Cada um desses nomes amealhou muitas benesses reais, tais como cargos burocráticos (na diretoria do recém-fundado Banco do Brasil, ou na arrematação de impostos, por exemplo, ambos altamente rentáveis), patentes militares, foros de fidalguia (como os hábitos das diversas ordens militares e religiosas), lugares no conselho de Estado e uma infinidade de liberdades, isenções, privilégios e franquias para tocarem seus negócios sem maiores embaraços.
Eis como um aparentemente singelo acontecimento, por mais excepcional que seja, pode revelar muito das entranhas de uma sociedade, aquilo que lhe explica seu passado e projeta seu futuro. Ali, logo no ato único e memorável do desembarque de um príncipe regente europeu em solo tropical, começava a se desenhar o perfil da classe de homens que estabeleceram uma relação de trocas – muito mais que simbólicas – com o rei durante seus anos no Rio de Janeiro.
A cidade nunca mais seria a mesma, nem o país que ali começava a nascer. Quando do regresso do soberano a Portugal em 1821, serão os prepostos desses potentados que, cooptando o príncipe d. Pedro para sua causa, darão curso à independência. E serão esses mesmos potentados que tomarão em suas mãos o trabalho de construção do Estado e da nação ao longo do século 19, à sua imagem e semelhança e em seu benefício.
* Jurandir Malerba é professor da Unesp e autor, entre outros, de A Corte no Exílio (Companhia das Letras) e organizador de A Independência Brasileira (Editora da FGV)