sábado, 6 de junho de 2009

Antropocentrismo literário

"Reportagem social". Assim define o jornalista, Bernardo Kucinski, o conteúdo da revista Realidade. Criada em abril de 1966, em plena ditadura militar, a revista abordava assuntos questões sociais que, até então, eram ignorados por outros veículos e pela própria sociedade. Kucinski acrescenta que era um "jornalismo com ambições estéticas, inspirados no new journalism norte-americano, numa técnica narrativa baseada na vivência direta do jornalista com a realidade que se propunha a retratar".

Mas outra marca relacionada à revista era o "jornalismo texto". Terezinha Fernandes menciona em sua tese que com a criação da revista, o "repórter podia finalmente criar modos de representação verbal diferentes dos modelos importados". Ela ressalta também que o trabalho do jornalista era participar da vida do personagem, de maneira que o próprio repórter se transformava num personagem. Isso explicava a riqueza dos detalhes na narrativa. Em outras palavras, o trabalho da Realidade era transformar em texto acontecimentos sociais.

O que pode parecer uma conclusão óbvia, não é, se analisada a época em que a revista foi lançada. O preconceito e o moralismo eram muito fortes. Os militares censuravam tudo e todos. As pessoas não podiam deixar transparecer um pensamento que, suspeitava-se, ser esquerdista ou qualquer coisa que pudesse perturbar a "ordem e os bons costumes" da sociedade no contexto em que o Brasil vivia.

Roberto Civita, editor da revista - o primeiro foi seu pai Victor Civita - tinha um lema: priorizar o lado positivo do Brasil. Victor Civita, no editorial do primeiro exemplar, disse que queria comunicar a "fé inabalável no Brasil e seu povo". Isso nem sempre era possível, mas sempre procuravam fazer. Roberto era um editor autoritário. O repórter José Hamilton Ribeiro, um dos pioneiros da revista, relembra o apelido dado ao editor: 51%, porque no final era sempre sua opinião que predominava. Salvo esse autoritarismo, que na maioria relevavam, os repórteres tinham autonomia em suas reportagens.

Humanizando a reportagem

"O homem era o centro dos fatos" em Realidade. É possível observar isso em praticamente todas as reportagens. Ao descrever uma floresta, uma cidade, o espaço, enfim, isso somente ganhava vida quando os pés descalços do seu Sebastião, ou aquela pobre e desmazelada criança entrava em cena. A paisagem, por mais bela e detalhada que fosse pelo jornalista, na maioria, era apenas o palco, o cenário para o personagem principal: a realidade.

Victor Civita, no primeiro editorial, informou aos leitores qual seria o objetivo e a linha editorial do veiculo: "O Brasil vai crescendo em todas as direções. Voltado para o trabalho e confiante no futuro, prepara-se para olhar de frente os seus muitos problemas a fim de analisá-los e procurar solucioná-los." Victor continuou delimitando que a revista fora criada para "homens e mulheres inteligentes que desejam saber mais a respeito de tudo".

Paulo Patarra era o redator-chefe, apoiado por Sérgio de Souza, Narciso Kalili, Luiz Fernando Mercadante, Woile Guimarães, Alessandro Porto e os fotógrafos Roger Bester e Walter Firmo. Os repórteres José Hamilton Ribeiro, Carlos Azevedo, Eurico Andrade, Audálio Dantas, Múcio Borges da Fonseca, Roberto Freire, Roberto Pereira, entre outros, reforçavam o time. As edições ainda contava com personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Nélson Rodrigues, Adoniran Barbosa, Carlos Lacerda, Paulo Francis e Plínio Marcos. Até Frank Sinatra cedeu uma contribuição a revista fotografando uma luta ímpar de Muhammad Ali, acompanhado do repórter, ator e político Norman Mailer.

Falando em fotografias, esse era um ponto forte de Realidade. Fotos grandes, algumas ocupavam duas páginas, reforçavam ainda mais o assunto. Muitas vezes elas chocavam. Como no caso de uma reportagem sobre a mulher brasileira, em que um parto foi fotografado - de um "angulo ginecológico". Essa edição foi apreendida dois dias depois de ir às bancas a pedido de dois juizes de Menores. Outro fator que impediu a circulação foi o conteúdo da reportagem. Nela, muitas mulheres quebraram tabus e falaram sobre infidelidade, sexo, virgindade, casamento e aborto. Os juizes julgaram o "conteúdo indigesto". Foi uma das edições mais polêmicas da revista. O caso se arrastou por 20 meses, até que a edição foi liberada.

Uma inovação da medicina foi mostrada na matéria de abril de 1966, intitulada "Os dias da criação". O fotógrafo sueco, num trabalho que demorou sete anos, fotografou um feto de quatro meses e meio dentro do útero. Uma imagem realmente fascinante para a época.

Comparando com as revistas atuais, e guardada as devidas proporções históricas, nenhuma chocou tanto quanto Realidade. Se levada em consideração à época, o choque é maior ainda. Mas esse era o objetivo da revista, mostrar a realidade, nua e crua. Algumas vezes ela vinha nua, como numa reportagem sobre seios da edição de junho de 1972, "Normalmente há sempre 1 de cada lado", em que mostrava muitos seios. Aquilo para a sociedade era um escândalo. Outra vezes era crua. A reportagem sobre a Amazônia mostrava imagens de uma onça totalmente sem a pele e ensangüentada, em carne viva.

Exercendo a função de reportagem social, muitos assuntos como fome, miséria, guerras, religião e política sempre eram pautados. A edição de outubro de 1969 trouxe um ensaio fotográfico mostrando o sofrimento da população, maior vítima da guerra na África.

Mas nenhuma experiência foi tão vivenciada pelo jornalista como na edição de maio de 1968, "Estive na Guerra". O repórter José Hamilton Ribeiro participou da cobertura da guerra do Vietnã, e acabou fatalmente pisando numa mina terrestre perdendo parte da perna esquerda. O repórter descreve todo o sofrimento e recuperação. A matéria mostrava uma foto do jornalista ferido.

Reconhecimento

Em seus 10 anos de existência, oito prêmios Esso foram conquistados: "Brasileiros go home" (1966), "Os meninos do Recife" (1967), "A vida por um rim" (1967), "Eles estão com fome" (1968), "Do que morre o Brasil" (1968), "Marcinha tem salvação: amor" (1969), "Amazônia" (1972) e "Seu corpo pode ser um bom presente" (1973). E ainda ganharam o Prêmio Sudene, pelo especial sobre o Nordeste. Entre esses, três foram conquistadas por José Hamilton Ribeiro.

O repórter José Hamilton Ribeiro lembra outro reconhecimento atribuído ao periódico. "Em Portugal, a revista tinha sido adotada em classe 'como livro de texto de português'." Estava sendo criada uma "geração Realidade".

Falecimento

Em 1968, veio então o temido AI-5 e, junto com ele, a sentença de morte da revista. Como a Realidade "era então uma forte 'instituição política'" sofreu forte censura. Os assuntos polêmicos que costumavam abordar em cada edição foram proibidos. Nessa época, a tiragem da revista chegava aos 500 mil exemplares. Roberto Civita tinha como objetivo chegar a um milhão de exemplares. Se não fosse o AI-5, provavelmente teria alcançado.

Com a decadência e a censura controlando as pautas e os textos, os jornalistas foram se demitindo, até que toda a equipe se desmanchou. Aproximava-se o fim.

Uma última tentativa foi feita para reerguer a revista. Conseguiram reunir alguns integrantes da antiga equipe. Na nova fase, era dirigida por Luís Fernando Mercadante, Luís Carta e José Hamilton Ribeiro. Entretanto, ela não tinha o mesmo brilho. Era apenas "uma revista a mais. Não era mais importante. E não era útil, nem necessária. Por que, então, haveria o leitor de procurá-la?", indaga Woile Guimarães.

Woile Guimarães, um dos editores da "segunda fase" da revista, comenta que os leitores pararam de comprar porque "a revista os traiu, porque eles já não encontravam nela as leituras de antes".

Ribeiro achava que a "editora devia ter fechado Realidade que, apesar de tudo, ainda tinha imagem e uma sensação de carisma. E fechado dignamente, explicando exatamente porque o fazia, que engrandeceria a Editora". Fazendo isso, "Realidade morreria com dignidade".

O exemplar de janeiro de 1976, "1976, Excepcional", teve uma tiragem de apenas 120 mil exemplares. Dois meses depois, a revista seria fechada. Como explicação, a Abril disse que faria o lançamento de outra revista. Mas esse lançamento nada teria em comum com, a partir daquele momento, extinta Realidade. Era o fim de uma revista que marcaria um período da história. Um período de uma dura realidade.

Por Vanessa Candia

Leituras da Revista Realidade

Impressões de um periódico pioneiro
A contribuição e participação do leitor na revista Realidade

Criada em abril de 1966, a revista Realidade marcou época no jornalismo brasileiro. Inspirada no conceito norte-americano de new journalism e com reportagens ousadas em sua forma e conteúdo, obteve sucesso imediato, mesmo em um país sem grande tradição de leitura como o Brasil. Enfrentou tabus, cobriu guerras e abordou questões sociais até então pouco discutidas por outros veículos de mídia e pela própria sociedade. Ao mesmo tempo impulsionada e influenciada pelas manifestações políticas e de contracultura do fim da década de 60, a revista também sofreu com a repressão da ditadura militar que na época se consolidava no Brasil.

Em Leituras da revista Realidade, Letícia Nunes de Moraes se debruça sobre o relacionamento da publicação com os leitores, a forma como estes reagiam às matérias veiculadas - em sua maioria de grande impacto, e não raro, escandalizando certos setores da sociedade. A participação do leitor é evidenciada pelas mais de 700 cartas analisadas pela autora, todas elas datadas da primeira (e mais importante) fase da revista, que vai de seu surgimento em abril de 1966 até a instituição do AI-5 pela ditadura militar em dezembro de 1968.

Haveria espaço hoje para periódicos nos moldes da Realidade? Quais são os rumos do jornalismo hoje tal como ele se encontra? Estas e outras são apenas algumas das diversas reflexões que a obra desperta no leitor, além de ajudar entender como e o quê tinha essa revista para que edições com tiragens de 200 mil exemplares se esgotassem em apenas três dias.

Sobre a autora: Letícia Nunes de Moraes é formada em Jornalismo pela PUC-SP e em História pela USP.

sábado, 30 de maio de 2009

MENSAGEIRO DA REALIDADE INDICADO AO TOP BLOG O MAIOR PRÊMIO DA INTERNET BRASILEIRA

Em se tratando de prestigiar blogs, o Top Blog é o maior prêmio da Internet Brasileira. E o nosso amável Mensageiro da Realidade foi indicado. Então não custa nada você ir até o banner do Top Blog à direita e confirmar seu voto. O Mensageiro agradece desde já. Obrigado.

E OUVIREIS FALAR DE GUERRAS E RUMORES DE GUERRAS

EUA dizem que responderão a ameaças da Coreia do Norte
Sul-coreanos afirmam que Pyongyang transporta míssil intercontinental para lançamento em junho


CINGAPURA - A Coreia do Norte está preparando o lançamento de um míssil intercontinental, levando em conta os movimentos detectados em instalações militares, disseram fontes anônimas citadas neste sábado, 30, pela agência sul-coreana Yonhap. As mesmas fontes asseguram que a Coreia do Sul possui imagens de satélite de um trem de carga que transporta o que poderia ser um míssil de longo alcance nas cercanias de Pyongyang. O secretário americano de Defesa, Robert Gates, disse em Cingapura que os EUA não aceitarão uma Coreia do Norte nuclear. Gates assegurou também que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte representarem uma ameaça para a América ou seus aliados na Ásia.
Tanto Coreia do Sul como Estados Unidos acreditam que o regime comunista de Pyongyang estaria preparando o lançamento de um míssil intercontinental tipo Taepodong capaz de atingir em teoria o Alasca e o Havaí. "Não ficaremos parados enquanto Pyongyang desenvolve sua capacidade para semear a destruição", disse Gates durante reunião de ministros de Defesa. Segundo especialistas, Washington não vê opção militar satisfatória, em parte porque Pyongyang dispõe de um enorme poder de fogo dirigido aos seus vizinhos sul-coreanos, mas também porque o país pode facilmente dissimular suas armas e elementos do seu programa nuclear.
Segundo a Yonhap, a preparação para o lançamento levaria cerca de dois meses, mas o especialista assinalou que o processo poderia terminar em duas semanas, com o lançamento acontecendo em meados de junho. Além disso, outras fontes da Defesa consultadas pela agência de notícias revelaram que foram detectados movimentos em uma fábrica de armamento norte-coreana utilizada normalmente para a fabricação de mísseis.
O movimento é similar ao que ocorreu durante os trabalhos prévios ao lançamento, no mês passado, de um míssil Taepodong-2, capaz de atingir o Alasca. Sem fornecer detalhes, os americanos lembraram que os EUA estão monitorando de perto as bases de mísseis norte-coreanas, assim como outras instalações militares.
Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.
Com um Exército de mais de 1 milhão de soldados e um vasto arsenal de artilharia e mísseis apontado para a Coreia do Sul e para o Japão, o regime norte-coreano poderia provocar um massacre em represália a um ataque preventivo. As vítimas chegariam às centenas de milhares, provavelmente desde os primeiros dias de um eventual conflito, garantem os especialistas. "Se tiver início uma guerra de proporções consideráveis, as baixas seriam inimagináveis", disse Chaibong Hahm, principal cientista político da Corporação Rand, um centro de estudos estratégicos com sede na Califórnia. "Afinal de contas, ninguém duvida que as forças americanas e sul-coreanas seriam vitoriosas. Mas a questão é: a que preço?".
Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.

De o Estado de S.Paulo Direto para o Mensageiro da Realidade.

AS SEDES DA COPA 2014

Cuiabá, Natal e Manaus lideram disputas finais por Copa-2014

As festas programadas para este domingo, dia em que a Fifa vai anunciar, nas Bahamas, as 12 cidades brasileiras que vão sediar a Copa do Mundo de 2014, são o melhor termômetro para indicar as três dúvidas que ainda restam na relação oficial.

Natal, Cuiabá e Manaus planejam grandes eventos, enquanto suas concorrentes, respectivamente Florianópolis, Campo Grande e Belém, optaram pela discrição.

Gastança já começa na celebração das cidades indicadas para Copa-2014
Brasil não tem policiais suficientes para 12 sedes da Copa-2014
Recife faz arena para Copa-2014 em área de desova de carro

Essas seis cidades disputam o direito de se juntar a Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Salvador, que são escolhas certas --Rio Branco e Goiânia, que completam a lista de 17 candidatas, têm chances praticamente nulas.

A reportagem apurou que a cidade potiguar será anunciada como sede, e que Cuiabá e Manaus devem mesmo ser escolhidas nas Bahamas.

Os governos, tanto os estaduais quanto os municipais, de Natal, Cuiabá e Manaus agem como se já tivessem recebido a informação oficial que foram escolhidas pela Fifa. Tanto que organizaram grandes festas para celebrar a indicação.

"O governo ia fazer uma festa pequena, sem tanto alarde. Mas a Coca-Cola decidiu fazer uma coisa maior. É ela quem está bancando o Jota Quest", afirmou o secretário de Planejamento do Amazonas, Denis Minev, sobre a principal atração do evento em Manaus, que ainda vai ter a baterias das escolas de samba da cidade.

A Coca-Cola é patrocinadora master da Fifa. E Manaus recorreu à empresa e à Sony, ambas com sede na capital, para fazer lobby junto à Fifa para incluir a cidade no Mundial de 2014. E as duas atuaram.

Cuiabá terá 12 pontos de concentração, cinco telões espalhados e ainda shows pirotécnicos nas 33 maiores cidades de Mato Grosso.

"O que existe são indícios. Confiamos nisso e estamos trabalhando para isso", disse Blairo Maggi, o governador de Mato Grosso, cuja influência política é tida como decisiva para sua cidade levar a melhor sobre Campo Grande na disputa pela vaga de sede pantaneira.

Natal exala confiança --ela e Florianópolis disputam a vaga de uma cidade de porte menor, mas com forte apelo e estrutura turística. A capital potiguar planeja uma grande festa, até com a presença de DJs, na Ponta Negra, um de seus principais cartões-postais.

Enquanto isso, as rivais de potiguares, mato-grossenses e paraenses parecem derrotadas.

Em Campo Grande nenhuma grande estrutura foi montada para a população acompanhar o resultado --as autoridades vão só "incrementar" uma festa que tradicionalmente já acontece aos domingos em uma avenida da capital do Mato Grosso do Sul. O prefeito Nelson Trad (PMDB) diz que a ordem é não "colocar os carros na frente dos bois".

Missão cumprida

O comitê do Belém diz que prepara evento numa praça com "artistas locais", ainda a serem confirmados. Os paraenses dizem ter feito "tudo o que tinha que ser feito" e que cumpriram a missão.

No Sul, o comitê em Florianópolis diz esperar com "ansiedade" a escolha, mas sem festa.

Outras cidades, estas na lista de certezas, deram outros sinais que, além de decidida, a fatura já é de conhecimento de todos as candidatas.

O prefeito de Curitiba, o tucano Beto Richa, disse ontem que representantes da cidade irão participar de um link ao vivo da Rede Globo logo após o anúncio da Fifa, e que isso não acontecerá com todas as candidatas ao Mundial.

Em seu blog no site do jornal "O Globo", o jornalista Ancelmo Gois anunciou que Natal, Manaus e Cuiabá serão escolhidas. A CBF, por meio de sua assessoria, diz que não comentará o assunto e que nenhuma informação foi passada por ela.

As cidades escolhidas para a Copa já tem a promessa de receberem investimentos do governo federal para obras de infraestrutura, especialmente em meios de transporte.

Geografia

Na primeira Copa do Mundo que o Brasil organizou, em 1950, apenas uma das seis sedes ficava no Nordeste (em Recife). Agora, a mais pobre região do país vai emplacar quatro cidades entre as 12 que vão hospedar partidas no Mundial de 2014.

A favor dos nordestinos (Recife, Salvador, Natal e Fortaleza), pesou a proximidade maior da região com a Europa, além do clima quente e da estrutura hoteleira.

Folha de S.Paulo - Agência Folha Direto para o Mensageiro da Realidade

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O estilo Tchecov

Anton Pavlovich Tchecov (29 de Janeiro 1860 - 15 de Julho 1904) foi um dos principais contistas e dramaturgos russos, além de médico. Muitos dos seus contos são considerados a apoteose desta forma de expressão, enquanto sua carreira como dramaturgo, embora curta, teve um grande impacto na literatura dramática. De Tchecov muitos dramaturgos aprenderam como usar o humor, a trivialidade evidente e a inação para destacar a psicologia interna de seus personagens. As quatro peças principais de Tchecov - a Gaivota, Tio Vânia, As Três Irmãs e O Jardim das Cerejeiras - foram todas reencenadas muitas vezes desde suas estréias.

Juventude

Anton Tchecov nasceu em Taganrog, uma pequena cidade portuária e provinciana no Mar de Azov, Sul da Rússia, em 29 de Janeiro de 1860. Filho de um dono de mercearia e neto de um servo que tinha comprado a própria liberdade, Tchecov foi o terceiro de seis filhos.

Anton freqüentou uma escola para crianças gregas em Taganrog (1866-1868), e com oito anos de idade foi enviado ao Colégio de Taganrog (atual Ginásio Tchecov), onde se mostrou um aluno mediano. Reservado e discreto, sem embargo granjeou boa reputação entre os colegas por suas tiradas satíricas e bem-humoradas e por sua capacidade de inventar apelidos engraçados para os professores. Gostava de participar de montagens de teatro amador e muitas vezes assistia a peças no teatro local. Adolescente, tentou a sorte escrevendo pequenos textos cômicos, embora também se saiba que escreveu uma peça adulta nesta época: "Órfão", destruída logo depois.

Tchecov apaixonou-se pelo teatro e literatura já na infância. A primeira peça a que assistiu foi a opereta La Belle Hélène de Jacques Offenbach no teatro de sua cidade no dia 4 de Outubro de 1873. Tchecov, com treze anos então, tornou-se um grande amante do teatro e gastaria praticamente todas as suas economias com ele. Escolhia sempre lugares na galeria por serem mais baratos (40 copeques de prata), e porque os estudantes precisavam de uma autorização especial para ir ao teatro. Na maior parte das vezes, recebia autorização para assistar às peças somente durante os fins de semana. Às vezes, Tchecov e outros estudantes colegas disfarçavam-se, tentando enganar o fiscal que verificava a presença não autorizada de menores.

A mãe do escritor, Eugênia (Yevgeniya), foi uma excelente contadora de histórias e supõe-se que Tchecov tenha herdado seu dom narrativo, além de ter aprendido a ler e escrever com ela. O pai, Pavel (Paulo) Yegorovich Tchecov, era um sujeito sóbrio e sério e dedicado aos assuntos da igreja e família. Em 1875, enfrentando dificuldades financeiras, foi forçado a escapar dos credores, fugindo para Moscou, onde seus dois filhos mais velhos freqüentavam a universidade. Durante vários próximos anos a família viveu na pobreza.

Anton ficou atrás em Taganrog durante mais três anos para terminar a escola. Dava aulas particulares para equilibrar o orçamento e chegou a trabalhar numa loja de roupas. Em 1879, Tchecov graduou-se na escola secundária e partiu para Moscou, para reunir-se a sua família. Logo a seguir, ingressou na escola médica na Universidade de Moscou.

Primeiras obras

Tentando ganhar algum dinheiro e ajudar sua família, Tchecov começou a escrever peças curtas, quadros humorísticos e satíricos da vida russa contemporânea, muitos deles sob pseudônimos como Antosha Chekhonte, Homem Sem Spleen e outros. A sua primeira peça foi publicada no semanário Strekoza (Libélula) de São Petersburgo em março de 1880. Não se sabe quantos textos Tchecov escreveu durante este período, mas sua produção foi prodigiosa e ele rapidamente granjeou boa reputação como cronista satírico da vida cotidiana russa.

Sua primeira tentativa foi com uma peça excessivamente longa batizada "Peça sem título", "O Inútil Platonov" e ainda apenas "Platonov". Tentou sem sucesso que alguém montasse o texto, que permaneceu inédito até 1923.

Nicolas Leykin, um dos principais editores da época e proprietário do Oskolki ("Fragmentos"), ao qual Tchecov começou a enviar alguns dos seus trabalhos mais perfeitos, reconheceu o talento do escritor mas restringiu o comprimento da prosa de Tchecov, limitando-o só a textos de uma página e meia de extensão. Alguns acreditam que foi esta limitação que ajudou a cimentar em Tchecov seu estilo conciso e fulminante.

Tchecov formou-se médico em 1884, mas continuou escrevendo para revistas semanais e em 1885 começou a escrever para a Peterburgskaya Gazeta ("A Gazeta de Petersburgo") textos mais longos e de natureza mais sombria, de início rejeitados. Em dezembro de 1885 foi convidado a colaborar em um dos jornais mais respeitados de São Petersburgo , o Novoye vremya ("Novos Tempos"), do editor e magnata Alexey Suvorin. Antes de 1886 Tchecov tornaria-se um escritor conhecido, mas ainda considerava a sua escrita um passatempo de diletante.

Dmitrii Grigorovich, um dos muitos escritores que perceberam o talento de Tchecov, persuadiu-o a levar sua carreira de escritor a sério. Em um ano imensamente frutífero, Tchecov escreveu mais de cem histórias e publicou a sua primeira coleção "Contos Variados" (Pestrye rasskazy) com a ajuda de Suvorin e, no ano seguinte, a coletânea de contos "No Crepúsculo" (V sumerkakh) deu a Tchecov o cobiçado Prêmio Puchkin . Isto marcaria o início de sua prolífica carreira.

Da Biblioteca do Equívoco Direto para o Mensageiro da Realidade

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Personagens Cearenses: Mário Gomes, um poeta maldito que perambula pelas ruas de Fortaleza

Mário Gomes mora em toda a cidade, namora Fortaleza, embora seja maltratado pela “loura desposada do sol”. De vez em quando uma alma se compadece daquele coração sofrido e lhe oferece um trago, um trocado, uma palavra.

Mas não ofereça trabalho ao poeta: “Não gosto de trabalhar. Não nasci pra isso. Sou poeta, Deus me fez assim, e o mundo que me sustente!”. Mário prefere os encantos da noite de Iracema, do fogo do dragão. Em qualquer canto dispara seus mísseis contra a hipocrisia humana.

Seu escritório fica na Praça do Ferreira, quase na esquina da rua Guilherme Rocha, em frente a loja de discos. Aquele banco já foi concorrido pelos discípulos de Mário Gomes. Hoje o poeta maldito está só, desnudo pelo flagrante da sensibilidade fotográfica de Don Raffaè Pajata.

Segundo Juarez leitão, Mário Gomes é “a última resistência de espontaneidade e loucura da Fortaleza de Nossa senhora d’Assunção. Parceiro do sol e compadre da lua, seu reino é a praça, onde brilha pela santa lei da desordem na mais autêntica e pura vagabundagem”.

Um poema, uma porrada de Mário:

“Ontem,
Ao meio- dia,
Comi um prato de lagartas
Passei a tarde defecando borboletas.”

Outro poema de Mário, um soco no estômago:

"Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
Pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
Voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia
Em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
Por detrás do Universo."

Do Blog do professor Erivaldo e Amigos Direto para o Mensageiro da Realidade
http://evaldolima.blogspot.com/2008/01/personagens-cearenses-mrio-gomes-um.html

terça-feira, 26 de maio de 2009

FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre

De 1979 até hoje não existiu algum movimento artístico do porte da Massafeira Livre.


O estado do Ceará sempre foi pródigo em revelar artistas, os quais, isoladamente ou incluídos em movimentos culturais, literários e musicais, ao longo de sua existência, mostraram para o Brasil, as suas criativas obras.

Desde a antológica Padaria Espiritual, passando pelo Grupo Clã, Scap, Festival Aqui no Canto, Nação Cariri, O Saco, Soro, Ceará em Canto, entre outros, os artistas cearenses, ou, adotados pelo nosso estado, se destacaram no Brasil e no mundo.

Particularmente no campo da música criada apelos alencarinos, foram vários, os quais, inscreveram seus nomes na história da MPB. Entre eles, Ramos Cotoco, Hilda Marçal Matos, Lauro Maia, Humberto Teixeira, 4 Ases & 1 Curinga, Luiz Assunção (maranhense de nascimento que se criou e viveu no Ceará), Evaldo Gouveia e o Trio Nagô. Todos incluídos na nossa hereditariedade musical trazida do século XIX pelos precursores Alberto Nepomuceno, Branca Rangel e Juvenal Galeno e também revelada em seguida por talentos do quilate de Aleardo Freitas, Gilberto Milfont, Catulo de Paula, Carlos Barroso, Paulo Neves, Pierre Luz, Mário Alves, Moacir Ribeiro de Carvalho, Waldemar da Ressurreição, Caetano Accioly, Vocalistas Tropicais, Euclides Silva Novo, Mozart Brandão (pernambucano adotado pelo Ceará), Guilherme Neto, José Auriz Barreira, Zé Menezes, Jacques Klein e Eleazar de Carvalho.

Nos tempos atuais, a música feita pelos alencarinos tem referência nacional a partir da década de 70 com o surgimento do “Pessoal do Ceará”. Destaques maiores para Belchior, Ednardo e Fagner, os quais também participaram em março de 1979 em Fortaleza, do lendário “Massafeira Livre”, evento que reuniu desde os artistas plásticos, passando pelos poetas até os músicos em quatro dias, "como se fosse o carnaval mudando de data e mais verdadeiro" como está impresso na contra capa do álbum homônimo, na perspectiva de "som . imagem . movimento . gente" como anunciava o criativo cartaz do evento idealizado pelo letrista e arquiteto Brandão.


De 1979 até hoje não existiu algum movimento artístico do porte da Massafeira Livre. Em 1994 foi realizado o Ceará Em Canto - Feira da Música Popular Cearense, que foi uma espécie de tentativa, mas, ficou somente na primeira edição.

Passados 30 anos, um grupo de produtores alternativos de Fortaleza implementa uma homenagem para a efeméride realizando a “FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre”.

A “FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre” pretende celebrar a data realizando uma série de eventos culturais, todos na perspectiva de relembrar com uma atmosfera semelhante ao encontro histórico acontecido em 1979 no Theatro José de Alencar, remetendo também uma avaliação do momento atual da música feita no Ceará e apontando sugestões para o seu futuro.

A programação da “FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 Anos do Massafeira Livre” é a seguinte:

• VIII Encontro Cearense dos Historiadores da Educação
I Encontro Cearense de Geografia da Educação
Roda de Conversa Massafeira Livre, com Ednardo, Teti, Rodger Rogério, e Músicos, entrevistados por Wagner Castro e Pedro Rogério.
Local: Teatro José de Alencar
Data: 25 de maio de 2009
Horário: 20hs

• Audiência Publica:
FeirArte no Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Requerente: V. Ex.ª Vereador Municipal de Fortaleza Ronivaldo Maia
Comenda Honra ao Mérito Augusto Pontes:
Homenageados: Augusto Pontes, BC Neto, Manassés, Fátima Mesquita, Gentil Barreira, Cale Alencar
Local: Câmara Municipal de Fortaleza
Data: 26 de maio de 2009
Horário: 14h30min

• Exposição:
FEIRARTE No Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Curadoria: Augusto Pontes e Nelson Augusto
Local: MIS – Museu da Imagem e do Som
Avenida: Barão de Studart, 410.
Data: 26 a 29 de maio de 2009
Horário: 8h às 17hs
Abertura: 26 de maio 2009 às 19hs

• Audiência Publica:
FEIRARTE No Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Requerente: V. Ex.ª Deputado Estadual do Ceará Prof. Artur Bruno
Homenageados: Augusto Pontes, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Auto Filho
Local: Assembléia Legislativa do Ceará
Data: 27 de maio de 2009.
Horário: 15hs

• Lançamento dos Livros:
No Tom da Canção Cearense do Radio e TV dos Lares e Bares na era dos Festivais
Autor: Wagner Castro
Terral dos Sonhos: O Cearense na Musica Popular Brasileira - Autora: Mary Pimentel
Pessoal do Ceará Habitus e Campo Musical na Década de 70 - Autor: Pedro Rogério
Local: Livraria Livro Técnico (Centro Cultural de Arte e Cultura Dragão do Mar)
Data: 27 de maio de 2009
Horário: 20hs

Exibição do Filme: Patativa Ave Poesia de: Rosemberg Cariri
Exibição do Documentário: Massafeira: Festival de Amostragem de: Robério Araújo
Local: SESC SÃO LUIZ (praça do Ferreira)
Data: 27 de maio de 2009
Horário: 17hs

• SHOW
FeirArte No Ceará: Uma Homenagem Aos 30 Anos do Massafeira Livre
Com os Artistas: Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Manassés, Lucio Ricardo, Chico Pio, Calé Alencar, Regis e Rogério.
Local: Praça do Ferreira
Data: 29 de maio de 2009
Horário: 20hs

Set List – FeirArte no Ceará – Homenagem aos 30 anos do Massafeira Livre

Show 29 Maio 2009 – Praça do Ferreira – 21:00 Hs



01 – Manassés – Nananasalturas

02 – Manassés – Palavra de Amor

03 – Lúcio Ricardo – Em cada tela uma história

04 – Lúcio Ricardo – Aviso aos Navegantes

05 – Lúcio Ricardo – Escolas nos Varais

06 – Régis Soares e Rogério Soares – Jeca Tatu

07 – Régis Soares e Rogério Soares – Pé de Espinho

08 – Régis Soares e Rogério Soares – Arte

09 – Chico Pio – O que foi que você viu

10 – Chico Pio – Pelos Cantos

11 – Chico Pio – Na Subida da Montanha

12 – Calé Alencar – Saudação ao Afoxé Filhos de Gandhi

13 - Calé Alencar – Saudação da Alegria

14 - Calé Alencar - Equatorial

15 – Rodger Rogério – Ponta do Lápis

16 – Rodger Rogério – Barco de Cristal

17 – Rodger Rogério – Retrato Marrom

18 – Teti – Como as primeiras chuvas do caju

19 – Teti – Pé na Terra

20 – Teti – Dono dos Teus Olhos

21 – Ednardo e Teti – Beira Mar

22 – Ednardo – Aurora

23 – Ednardo – Mote Tom e Radar

24 – Ednardo - Longarinas

25 – Ednardo – Mais um frevinho danado

26 – Ednardo e Teti e Rodger – Cavalo Ferro

27 – Ednardo e Teti e Rodger – O Sol é que é o Quente

28 – Todos Juntos – Jardim do Olhar

29 – Todos Juntos – Reizado

30 – Todos Juntos – Terral



OBS – Este Set List poderá ou não ser modificado durante os ensaios.

Do Blog do AVOL Direto para o Mensageiro da Realidade
http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=56592

30 anos do Massafeira

Massafeira começou faz muito tempo, até bem antes do que quando se materializou em forma de um grande ajuntamento de som, imagem, movimento, poesia, e muita, muita gente transando tudo isso, numa efervescência febril, bela e loucamente solta durante quatro dias. Era como se fosse o carnaval mudando de data e mais verdadeiro, março de 1979 / Fortaleza.
De lá pra cá muita coisa aconteceu, inclusive o registro aqui de uma pequena porém significativa parte do que se cantou por lá. Esse espaço extremamente pouco para transmitir e transportar o que se guardou, maturou e explodiu num pique de energia, na cabeça de cada pessoa presente àquela alegria imensa.
No espanto da descoberta que não se traduz, a mágica reza das palavras vestidas de canção na boca plural de todos nós, o chifre desse carneiro apontando o infinito do caminho e a certeza dessa força, motor da transformação e evolução plena, constante nesse imenso estoque de dias que o sol tem pra nascer, se pôr e nascer de novo.
Ednardo - Fortaleza, 1980.

Massafeira na verdade foi um álbum duplo lançado em 1980, a partir de gravações em estúdio de performances de artistas do Ceará, que fizeram parte da Massafeira Livre, evento realizado em março de 1979, no Theatro José de Alencar.
Foram cerca de quarenta músicos, intérpretes, produtores e arranjadores que participaram do evento e do albúm. Todos viajaram para o Rio de Janeiro para gravar o álbum, que foi lançado pela gravadora antiga CBS.
O disco nunca saiu em CD, pois em 26/09/2002, Raimundo Fagner, teria retirado os originais dos discos Massafeira da Sony Music (antiga CBS), sob pretexto que seria projeto exclusivo de Fagner quando dirigia o selo Epic, e esta produção "pertenceria" ao mesmo, e teria sido retirada do âmbito da Sony para posterior relançamento em CDs, pela Fundação Raimundo Fagner junto a DR Music da Fundação Cultural Demócrito Rocha.
Mas isso nunca aconteceu!

Do Blog do Adeodato Direto para o Mensageiro da Realidade

O Anticristo já anda entre nós

O Anticristo trará paz ou guerra?
O Anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras ele será destemido e destrutivo. O Anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades são resumidas em Daniel 9.27:
"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele."
Em Apocalipse 6.2, João apresenta o Anticristo ao escrever: "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."
Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. Ainda assim, a instabilidade política é profunda em muitas regiões do mundo. A busca de uma paz permanente no Oriente Médio exige muita atenção e produz muitas manchetes; muitas vidas e carreiras foram sacrificadas na tentativa de trazer paz à região. Em última análise, no entanto, não haverá paz duradoura no mundo enquanto ele não for governado por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.
Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Como líder da confederação multinacional, ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando e formulando um tratado de paz para Israel. O Dr. Walvoord escreve sobre essa paz:
Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo. Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar. Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas.[1]
No decorrer dos séculos, cristãos e judeus fiéis seguiram a exortação de Salmo 122.6 de "orar pela paz de Jerusalém." Mas a falsa paz do Anticristo não é a "paz de Jerusalém." O tratado ou aliança de paz do Anticristo só trará uma paz temporária e superficial à região. A princípio ela poderá ser eficaz e reconfortante, mas não durará. Depois de três anos e meio ela será quebrada e os gritos de alegria serão substituídos por gritos de aflição. Como todas as obras de Satanás, a vitória proclamada acabará em dor e violência:
Apesar dos detalhes da aliança não serem revelados na Bíblia, aparentemente ela trará grande alívio para Israel e para todo o mundo. O tempo de paz é previsto nas profecias de Ezequiel que descrevem Israel como um povo "em repouso, que vive seguro" nessa época (Ez 38.11). Em 1 Tessalonicenses 5.3 a frase que estará na boca do povo antes da Grande Tribulação cair sobre eles é: "Paz e segurança." ...A paz de que Israel desfrutará por três anos e meio se transformará tragicamente numa paz falsa e no prelúdio de um tempo de angústia incomparável, quando dois de cada três israelitas morrerão na terra (Zacarias 13.8).[2]
Num determinado ponto, por volta da metade da Tribulação, a paz de Israel será desafiada por exércitos invasores do norte (Ezequiel 38-39). Esses exércitos atacarão Israel, desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo e sua autoridade. Mas Deus intervirá a favor de Israel, protegendo-o e aniquilando os exércitos invasores (Ezequiel 38.19-39.5). Isso se realizará em parte por um terremoto (38.19,20), em parte por confusão militar (38.21), e por uma praga acompanhada de granizo e fogo (38.22).
Depois desse conflito e da quebra da aliança com Israel, o Anticristo se declarará líder mundial. Isso poderá ser resultado da sua vitória sobre os exércitos invasores. O Dr. Walvoord escreve que "o líder da confederação de dez nações se encontrará numa posição em que poderá proclamar-se ditador mundial, e aparentemente ninguém será forte o suficiente para lutar contra ele. Sem ter que lutar para conseguir isso, ele governará o mundo como instrumento de Satanás."[3] Seu poder e força aumentarão, assim como sua tirania, e isso resultará num desafio final da sua força militar e política, que culminará na batalha de Armagedom (Apocalipse 16.14-16). Como tantos líderes e governantes antes dele, o Anticristo prometerá paz e travará guerras. Ele entrará num conflito de conseqüências globais – um conflito definitivo do tipo "quem ganhar fica com tudo" – e será derrotado e destruído por Jesus Cristo (veja Salmo 2). (Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)

Papa Bento XVI pede para Obama anunciar a paz entre as nações
Postado por Josafá Filho em janeiro 20th, 2009 9 Comentários Versão para Impressão
O papa Bento XVI enviou um telegrama ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, no qual pede que ele “promova a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações”, informou hoje o Vaticano.

“Em uma época na qual tantas pessoas de todo o mundo anelam a libertação do flagelo da pobreza, da fome e da violência, lhe peço que promova a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações com o objetivo de que todos possam compartilhar o banquete da vida estabelecido por Deus para toda a família humana”, declarou o pontífice em sua carta.