sábado, 28 de fevereiro de 2009

Brasil tem a maior taxa de participação em comunidades on-line


As comunidades on-line atingem 78,4% dos internautas brasileiros. A taxa é a maior do mundo, à frente do Japão (73,7%) e França (62,9%). Uma pesquisa do IBOPE Inteligência chegou a esses resultados e entrevistou também 14 gestores de Marketing e Comunicação de diversas empresas.
Segundo o estudo, a utilização de blogs e comunidades on-line já começaram a ser praticada por diversas empresas brasileiras, focando nos consumidores que utilizam a internet regularmente. De acordo com pesquisas recentes do IBOPE, já são 40 milhões de brasileiros freqüentando a internet, onde 64% deles participam de sites de comunidades e 13% criam ou atualizam blogs.

PÉROLAS DE NELSON SILVA: ALEXANDRIA(1991)

Ainda não será inverno
ainda não é tão frio assim
enquanto isso eu espero
finjo estar longe de mim
quero estar longe de mim...

O vento leva um jornal de ontem
o tempo apaga a luz do dia
estranho rosto que eu escondo
mando pro espaço as pedras do caminho.

Ainda não será tão tarde
a aurora não trará o fim
atrás dos bares eu me parto
morro e renasço quando estou sozinho.

Espero resposta na porta de casa
de uma carta que não vem
também não me importa se são cartas marcadas
as horas que passo pensando em alguém...


Alexandria foi gravada no álbum "Sequestro-Relâmpago" da banda The Raptores em agosto de 2005.

PÉROLAS DE NELSON SILVA III: PAÍS DO FUTURO(1991)

País do futuro
desde quando eu nasci
meus olhos no escuro
orgulho que eu não senti

Os ditadores ditaram
dores demais
sujaram de sangue
nossos jornais

e o amanhã
foi esquecido
como um dia
que passa por mim

passo a contar os vencidos
e a chorar pelas tribos
tupi-guarani.

Dos nossos estúdios de televisão
o Estado-Repúdio da nossa razão
a imagem em cores
que domina a visão
comanda os controles da pobre nação

que sorri
quando nem tudo são flores
feliz
como todos os outros
anjos-de-cara-suja.

Armas e praças montadas
Monte Castelo e Montese
Marchas no Araguaia
computadores e casebres...


Esta peça foi gravada pela banda The Raptores em 2005 no álbum "Sequestro-Relâmpago".

PÉROLAS DE NELSON SILVA II: ENREDO OBSCURO(1991)

Já te falei dos vícios
e dos caminhos tortos
e que desde o início
eu não me importo.

São os meus motivos
tudo que não posso
todos estão vivos
ídolos mortos.

E o que são princípios
ricos são tão pobres
beirando o precipício
como um trevo da sorte.

Já não sinto mais medo do escuro
já nem guardo segredos, sobretudo
refletir no espelho o futuro
é saber do enredo obscuro.


Esta peça foi gravada em 2005 no CD da banda The Raptores, "Sequestro-Relâmpago".

PÉROLAS DE NELSON SILVA: MENINOS DA PAZ (1991)

Eu sei
que nada é perfeito
nem deuses
nem super-heróis

no céu diante da guerra
ainda
nasce o sol

mais uma vez
mais uma voz
novamente
logo após

Eternamente
somos nós
os mesmos de sempre
os meninos da paz.

Não sei
se são os mesmos gritos
daqueles que nunca mais

o mistério ainda sobrevive
ao inverno que congela o cais

desconhecido
frio demais
adormecido e solitário

Infelizmente
há tempos atrás
a dor que ainda sentes
o vento ainda traz...


Este texto foi escrito em 1991, em homenagem a 3.000 marinheiros japoneses de 14 a 17 anos que auto afundaram seus navios sob ataque americano na baía de Iwo Jima em 1945.

PÉROLAS DE NELSON SILVA:

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

SOBRE O AMOR





"O amor não é simplesmente uma questão de sentimento. O amar bem exige prática, como em qualquer arte, isto é, disciplina, paciência e persistência".
"A necessidade de aplicar-se na arte de amar, tem sido ignorada, ou reconhecida como secundária".
"O amor é lindo, mas quando se inicia uma relação, demora algum tempo para que ele nos dê paz".
"O amor nos proporciona excitação, paixão, descobertas, milhões de coisas lindas, mas a paz só vem depois que superamos os medos que o amor traz".
"Pena que nós não tenhamos aprendido a dar valor ao fato de estarmos ao lado de quem amamos...O que geralmente predomina são nossos planos e nossos receios".
"Hoje sei que o amor não dá escritura definitiva e que querer eternizá-lo é a melhor maneira de perdê-lo".
"No amor e na intimidade não há lugar para a exploração. Há uma velha expressão que recomenda: use as coisas, ame as pessoas. É assustador como muitos indivíduos fazem justamente o contrário".
"Afastar-se de um amor, ainda que por lúcidas razões, pode gerar, adiante, a frustração pelo que se deixou de viver".
"Precisamos descobrir na pessoa amada o que não se tem de próprio".
"O amor nos traz a secreta certeza de que a vida é um aprendizado, por isso, inacabada, provisória, incerta".
"O amor conecta o trivial e o superior, integra o imanente e o transcendente, eleva o materialista e erotiza o inocente".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A arte nasce da realidade


No teor da supremacia, a qualidade da(s) palavras ganha enorme vantagem à quantidade das palavras... palavras, palavras e mais palavras, tantas existentes, tantas úteis, outras tanto desnecessárias, eis o objectivo fundamentado... uma, duas ou três palavras podem ditar uma vida... um percurso, uma história, um acto, um segundo, um resto de nada, TUDO... a arte nasce da realidade. Eu sinto, eu vejo, vagueio.... Escuto o silêncio, guardo as poucas palavras para um outro dia...


posted by Marco Martins

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

História da Publicidade


A Publicidade tinha como principal objectivo tornar público, através da difusão ou divulgação, uma marca, produto ou serviço. Nos dias de hoje, assume uma importância e um alcance significativos, quer no domínio da actividade económica, quer como instrumento privilegiado do fomento da concorrência, sempre benéfica para as empresas e respectivos clientes. Procura atingir alvos perfeitamente delimitados e identificados jogando com as emoções, anseios, necessidades e preconceitos tentando assim gerar comportamentos e atitudes face a marcas produtos ou serviços.
Nascida com a revolução industrial e com o advento dos grandes meios de comunicação e de transportes, as raízes mais profundas da publicidade podem porém ser encontradas em épocas remotas, a séculos de distância do aparecimento da palavra publicidade. Alguns estudos mostram-nos uma tabuleta em argila encontrada por arqueólogos, a qual continha inscrições babilónicas, que anunciavam a venda de gado e alimentos, demonstrando que já se utilizava algum tipo de publicidade na antiguidade. A mais popular forma de publicidade foi porém o uso do pregão, espontâneo e oral servia para chamar a atenção das pessoas para a venda de escravos, gado e outros produtos, sendo posteriormente ultrapassada com o aparecimento da imprensa. Após a Revolução Francesa (1789), a publicidade iniciou a trajectória que a levaria até o seu estágio actual de importância e desenvolvimento.Em Portugal, a exemplo do que aconteceu em outros países, a publicidade teve durante séculos um pendor marcadamente oral: o pregão. Antes do aparecimento da rádio, nos anos 20 e 30, os suportes da publicidade eram maioritariamente a imprensa escrita e, mais timidamente, a publicidade exterior e o cinema. Nos Anos 40 e 50 com o apogeu da rádio, folhetins radiofónicos e programas como os Parodiantes de Lisboa, deram outra vida à Publicidade tendo como marco desta fase os primeiros jingles.
A partir dos anos 50 com a entrada das multinacionais em Portugal (Lever, Colgate, Nestlé, Procter...) existe um aumento do investimento em publicidade e consequentemente “educação” do ponto de venda e do consumidor. Com aparecimento da televisão, em 1957, apesar da Publicidade ser ainda muito informativa e educativa, esta ganha um novo impulso. Nesta fase, inicia-se o trabalho em Marketing e Publicidade com base em estudos, essencialmente qualitativos, surgindo assim uma nova orientação publicitária, já não tão baseada na actividade promocional, suporte de venda dos produtos, mas direccionada para a credibilização e valorização da marca.Hoje, todas as actividades humanas se beneficiam com o uso da publicidade: profissionais liberais – como médicos e engenheiros – divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam as suas exposições, os seus discos, os seus livros, etc., a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo as suas descobertas e os seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet, entre outros…
Estratégias em PublicidadeSendo os mercados cada vez mais competitivos, quem não souber comunicar eficazmente as vantagens do seu produto ou serviço, rapidamente é ultrapassado pela concorrência.
Tendo em conta o mercado onde a empresa esta inserida, dependendo da fase de vida da marca, do seu segmento, dos objectivos, das actividades da concorrência, da sua posição competitiva, poderemos optar por diferentes tipos de Estratégia em Publicidade de forma a fazer face aos concorrentes.Definem-se três modelos distintos de Estratégia em Publicidade, sendo que cada uma delas pode apresentar diversos tipos:
Estratégias Concorrênciais: tem como principal objectivo comunicar as vantagens competitivas da marca, produto ou serviço, face aos seus concorrentes, sejam eles produtos da mesma empresa, de outras empresas concorrentes ou da distribuição. Neste tipo de estratégias podemos utilizar diferentes critérios:- Comparativas: são próprias de mercados altamente competitivos e em desenvolvimento, onde se deverá demonstrar a todo o momento as vantagens do nosso produto e encontrar novos aspectos de diferenciação. As vantagens mais significativas são: mais espaço para criatividade, mais informação para o consumidor e estimular a concorrência para efectuar melhorias nos seus produtos. Quanto a desvantagens poderemos salientar o favorecimento das empresas fortes, a promoção dos concorrentes e um aumento da competitividade exacerbada.
- Financeiras: utilizadas normalmente em produtos e mercados que se encontram na fase de maturidade do seu ciclo de vida, estão no auge e precisam manter. A finalidade é chamar a atenção do consumidor continuamente, ou seja, estar mais presente do que os outros concorrentes. O principal objectivo é aumentar a notoriedade.- Posicionamento: são usadas essencialmente em mercados estagnados, onde os produtos não apresentam características de diferenciação significativas e onde a fidelização dos clientes é a maior dificuldade. Para obtermos a preferência do consumidor teremos de dar benefícios distintivos claros, sejam eles de carácter objectivo ou simbólico – psicológico (adequação ao perfil do consumidor) ou aspiracional (promessa de estilo de vida).
- Promocionais: são utilizadas para relançar o interesse por um produto, fidelizar os seus consumidores, reagir a ataques da concorrência ou para promover a sua experimentação. A promoção poderá passar pela redução de preços, ofertas, jogos ou concursos, demonstração e amostras, etc. Esta estratégia normalmente é agressiva procurando obter resultados imediatos, oferecendo vantagens excepcionais de curta duração.- Adesão Incondicional: utiliza-se em mercados maduros e não necessita de uma comunicação muito original, levando as marcas a aderir à forma de comunicar do líder.
- Canibalização: esta estratégia pode recorrer a várias técnicas, mas que tem por fim a substituição de um produto da empresa por outro mais avançado. A canibalização é intencional e mais tarde ou mais cedo o produto mais antigo irá desaparecer, ou sobreviver num mercado mais baixo ao nível de preço, com ou sem recurso a estratégias promocionais.Estratégias de Desenvolvimento Global: O uso desta estratégia permite além da conquista de quota à concorrência, as empresas aumentarem as suas vendas provocando o crescimento da procura global, criando novos consumidores ou incitando os clientes actuais a comprar mais, consumir mais ou de forma diferente. Assim, podemos falar de estratégia extensiva, utilizada em novos mercados (aqueles que vão crescer ou se encontram em crescimento elevado) onde quem mais investe é quem mais capitalizará em quota e sobretudo em posição no mercado ou em mercados bloqueados (a procura não aumenta ou só sofre flutuações em contexto promocional/novidade/inovação..., mas apresenta potencial de negócio ainda assim) onde quem mais tiver acções que desperte a atenção e desejo do consumidor mais hipóteses tem de aumentar o MS, e estratégia intensiva que tem como objectivo aumentar a procura dos actuais clientes de várias formas: aumentando as quantidades consumidas nas utilizações, aumentando a frequência de compra e utilização, sugerindo novas formas de utilização, fazendo aumentar a frequência de renovação, alargar o período de consumo e/ou de compra.
Estratégias de Fidelização: tem como objectivo principal a fidelização dos consumidores existentes. Podem pretender reforçar a imagem da marca, impedir o seu envelhecimento e manter (ou aumentar) a sua notoriedade.
Estratégias de Influência Cognitiva ou Comunicação Institucional: tem como objectivo criar goodwill, valorização ou uma imagem global favorável, seja para a marca organização, seja para a marca de produto/serviço, favorecendo assim a inserção da mesma no contexto social e criando atitudes positivas face à marca. Incluem-se aqui campanhas institucionais de organizações, campanhas de responsabilidade social de produtos ou empresas, campanhas de criação de reputação. É um tipo de estratégia que se socorre muitas vezes de outras técnicas de comunicação que não só a Publicidade.


Do Blog Evolution

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Nascer, morrer, renascer


Se pensarmos em quando estávamos dentro do ventre materno, envoltos e embebidos por um líquido que nos alimentava e nos bastava e um cordão umbilical que nos abastecia do oxigênio necessário para o desenvolvimento e manutenção de nossas funções vitais, podemos comparar este período de nove meses com algumas fases de nossas vidas. Muitas verdades absolutas nos são enfiadas ‘goela abaixo’, formando nosso conjunto de realidades indiscutíveis. Paradigmas intransponíveis. O nosso meio, que é, ao mesmo tempo, nosso fator limitante, nos ensina que tentar algo novo, fugir do lugar comum, pode ser perigoso. Aliás, sempre foi assim, não há de ser diferente agora...Precisamos aceitar que nossa vida, tal como é vivida, tem que chegar ao fim o quanto antes. Temos que compreender que, para se construir um prédio, temos que limpar o terreno. Temos que remover os conceitos antigos e pensarmos ‘fora da caixa’. Devemos buscar a morte, ah, sim!Não uma última morte. Nada disso! Mas, sim, uma morte que se assemelha a uma metamorfose da alma. Para renascermos, precisamos nos desligar da vida que vivemos. Precisamos abdicar dos benefícios e das muletas morais nas quais vivemos nos apoiando.Seria o mesmo que acontece com o bebê no ventre da mãe? Quando ele se sente preparado para deixar aquela vida confortável, morna, dependente, para assumir os riscos de atravessar o canal do futuro. De sair à força de um mundo ao outro, para, novamente, nascer. Nascer para uma nova vida em um novo ambiente.Tal como fizemos quando bebês, quando decidirmos nascer, a coragem e a força nos serão dadas para conseguirmos tirar todo o líquido amniótico daquela vida anterior. Vomitar tudo que nos colocaram dentro por tanto tempo, mesmo que nos tenham sido úteis, mesmo que nos tenham alimentado, mesmo que nos tenham sustentado. Uma forte tosse, um vômito, lágrimas e soluços que se alternam e abrem caminho para que o ar invada nossos pulmões e abasteça nossa nova vida e traga uma nova esperança à nossa alma.É doloroso. Machuca. Fere. Quanto maior a resistência pelo novo, maior a dor. Se não pode haver nova vida sem um nascimento e não pode haver nascimento sem uma morte, não poderá haver morte sem dor para aquele que associa sofrimento a ela.Devemos, sim, buscar o aprendizado permanente, fruto de todas estas contínuas transformações.Como não há ninguém sábio demais que não tenha algo a aprender, nem ignorante demais que não tenha nada a ensinar, em nossas muitas vidas, podemos ser os mestres e aprendizes da arte de viver. Eternos buscadores da perfeição.Enquanto mestres, devemos saber a hora certa de conduzir o aprendiz pelas mãos, a hora de exigir, a hora de abandonar. O grande ensinamento pode estar em ouvir nossos seguidores e deixá-los ao comando da sua própria maestria.Ensinar que precisamos morrer para podermos nascer novamente.Ensinar que temos que fracassar para alcançarmos o sucesso.Ensinar que, depois que tudo terminar, ainda assim, teremos muito tempo pela frente.Muito tempo para nascer, morrer e renascer... várias vezes.

O escritor Marcello Pepe trabalhou por muitos anos para o jornalismo brasileiro nos Estados Unidos, onde pôde editar, redigir e diagramar vários periódicos brasileiros. Lançou em 1997 o premiado PlanetaFax, sendo o primeiro informativo diário em português nos EUA.
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